“E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te. E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente” – Marcos 7:34,35
OU COMO PESSOA, individualmente falando, ou mesmo como nação ou como qualquer outra das nossas comunidades ou instituições de hoje, estamos sempre envolvidos com as nossas próprias linguagens como se estivéssemos sido encaixados em compartimentos muita vez adaptados a nossas próprias considerações, apreciações estas eivadas de julgamentos, manias e conflitos por nós mesmos inventados, talvez com medo de sermos atingidos por situações diferentes das que já estamos acostumados, desconstruindo, assim, antigos e vigentes conceitos. Situações estas que nós mesmos designamos por conta de uma pseudofelicidade, de acordo com o que cada um de nós pensa sobre o que vem a ser um genuíno e pleno conforto para nós mesmos e também, quem sabe, para os outros. Com receio de um mal-estar geral, talvez até mesmo por pura ignorância ou por ações do maligno, metemo-nos nas brenhas das tradições, costumes, segredos e tantos outros códigos gerados por nós mesmos com o intuito de garantirmos a nossa própria sobrevivência doa a quem doer neste mundo abarrotado de tantas ciladas. Em geral, fazemo-nos prisioneiros de nós mesmos sem condições de enxergar a realidade das coisas em nossa volta, tornando-nos reféns de quem jamais pensávamos que pudesse ser detentor de tal poder. Não vigiamos, deixando-nos seduzir pelos artifícios dos nossos opositores. Não tomamos as devidas precauções, e subestimamos os outros como se estivéssemos por cima de todas as coisas, desconsiderando até mesmo os possíveis falsos líderes. Não que não devamos lutar persuasiva e insistentemente por aquilo que cremos, se é que temos alguma fé pela qual valha a pena persistir. Como se fôssemos inatingíveis, referendamos o que pensávamos que jamais poderia nos alcançar ou, um dia, deteriorar-se. Assim, perdendo a nossa referência, caímos num mesmo saco de pancadas nesta guerra dos mundos que parece não ter fim. O grande dilema é se estamos prontos para encararmos sozinhos tantos infortúnios ou se estamos neste mundo como se cada um fosse e agisse apenas e tão somente para si mesmo ou como se fôssemos todos para cada um de nós ao mesmo tempo. E daí, como é que ficamos? Depende de cada um de nós? Mas, será que cada um de nós, acostumado com o seu contexto de cada dia, tem condições de se levantar contra toda a nossa inércia, natural e espiritual? Será?! Haja vista o cenário que estamos experimentando em nossos dias, até mesmo do lado de dentro da nossa própria porta, e as peripécias deste mundo para poder se autossustentar diante de tantos desafios e derrocadas provocados pelas posturas do próprio homem. E isto vem desde que o mundo é mundo, principalmente quando nele entraram os homens com suas histórias mirabolantes; com o seu histórico corrupto, e decaído, há muito tempo!... Eis o contraste entre os sábios e os insensatos. Enquanto aqueles percebem o lado positivo de uma mudança, de uma correção, não vivem na defensiva, não se ofendem facilmente, e, por meio da humildade, responsavelmente, se emendam, e crescem. Os outros, porém, por sua vez, resistem ou até mesmo odeiam mudanças ou admoestações; egoisticamente, persistem de olho no seu próprio umbigo. Mas por onde anda a nossa sabedoria?
A Bíblia diz que o temor de Deus é o princípio da sabedoria, e, destacando o seu valor, compara esta sabedoria com os mais desejáveis símbolos da riqueza, porém, advertindo contra o materialismo, obviamente. “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria; da Sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento” É Deus que nos provê as necessidades para a devida interpretação da nossa realidade. Até que ponto estamos sensíveis a isso ou será que somos tão surdos e mudos em relação a estes princípios tão básicos que não necessitamos de uma palavra amiga, de alguém que nos oriente, de alguém que nos conduza a algum conhecimento que nos edifique, ou até mesmo, e mais ainda, da própria Palavra de Deus? O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz para seu caminho. Que tal fazermos nossas estas sábias palavras, já que a revelação de Deus, por meio de Sua Palavra, ou seja, do Seu próprio Evangelho, provê o discernimento que nos guia, fazendo com que não tropecemos nas trevas, assim como considerava o próprio salmista? Que tal abrirmos o nosso coração e deixarmos Deus trabalhar dentro de nós, partindo do mais íntimo do nosso ser, pela obra transformadora do Seu Espírito, e, daí, contagiarmos todo o nosso derredor? Que beleza, não?! Esta é a única obra que pode mudar o homem; mudar você, a mim, e a todos nós, e, portanto, mudar o mundo. Você crê nisso? Então, arregacemos as mangas, e mãos à obra!
Na epístola de Tiago – analisada pelos especialistas como uma pequena obra, mas rica em conselhos práticos do começo ao fim, posto que é considerada como literatura de sabedoria, uma diatribe e uma exortação moral – , ao ensinar uma cristologia elevada e destacar a importância de lidar com a aflição do ponto de vista da fé, logo no início, o autor nos convida à prática da Palavra de Deus, já que fomos gerados para uma nova vida pela Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho, segundo a vontade de Deus, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. E esta é uma dádiva que procede do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação, pois permanece para sempre, diferentemente dos luzeiros do firmamento que variam em magnitude e são sujeitos a fases, eclipses e sombras. Ou seja, em Deus, como autor da luz, não há variações de brilho ou claridade. Não existem flutuações em Seu caráter, concluem os estudiosos. Em Deus não há meias palavras, titubeações ou quaisquer outras oscilações tão bem conhecidas em nosso meio, ou seja, em toda a humanidade. Com Ele é sim, sim, não, não, e ai de quem não seguir as Suas ordens! Os Seus mandamentos só falam de amor, e de obediência. De um amor sem igual, e sincero, que deve partir de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e de todo o nosso pensamento, ou seja, de todo o nosso ser, sem hipocrisias. Primeiro, devemos amar a Deus como nosso Senhor sobre todas as demais coisas, e, depois, a nosso próximo, ao qual devemos amar como amamos a nós mesmos, incluindo aí até os nossos inimigos. É o próprio SENHOR nosso Deus que manda fazer isso. “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (...).” Difícil isso? Experimentemos as riquezas deste amor de Deus! Se assim o fizermos, faremos como os filhos dAquele que está nos céus, já que pela graça da regeneração fomos adotados na família de Deus, e os filhos de Deus não andam por aí, costumeiramente, pisando na bola, como dizem por aí quando se fazem coisas erradas. “E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”, continua, alertando-nos em sua epístola, com toda a sua autoridade de apóstolo-líder da Igreja de Jerusalém e um dos pilares da Igreja de Cristo, juntamente com Pedro e João, e irmão do Senhor Jesus – o Seu discípulo e presbítero Tiago. Não é fácil tomarmos certas decisões em nossa vida, mas elas têm que ser tomadas quando devem ser tomadas, se não quisermos viver na cegueira, ou surdos e mudos para sempre, pagando pela nossa omissão, ou mesmo covardia, sem direito a provar as delícias dos novos céus e da nova terra reservadas a todo aquele que crê que o único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus, exemplo da maior prova de amor que Deus nos deu. E por acreditar nisso, e para deleite dos incrédulos, o próprio Tiago – também conhecido como “Tiago, o Justo” – foi martirizado depois que lhe bateram até a morte com uma clava depois de ter sido atirado do parapeito do templo por testificar sua piedade, seu zelo pela obediência à lei de Deus e sua singular devoção à oração, e depois de cumprir a sua missão, seguindo os passos de seu Mestre que a todos maravilhavam ao fazer o bem, fazendo ouvir os surdos e falar os mudos, abrindo-nos uma nova visão para uma nova vida ao ouvirmos a Palavra de Deus, curando-nos com o milagre de abrir-nos os nossos ouvidos, a nossa boca e o nosso coração, fazendo-nos entender que o cristão, não importa qual o seu segmento, não é somente aquele que pode escutar o Evangelho do Senhor Jesus, mas é também aquele que anuncia a Sua mensagem salvadora em alto e bom tom por este mundo afora, sem nenhum segredo nem tergiversação; mas também sem ser nenhum agente secreto.
REFLEXÃO DE HOJE
“TODA A BOA dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação. Segundo a Sua vontade, Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a Palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” – Tiago 1:17-22
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:113-120; Provérbios 9:8-12
Tiago 1:17-22; Marcos 7:31-37
NOTAS
[1] Marcos 13:32-37; 14:38; Atos 20:30,31; Efésios 6:18-20; Colossenses 4:2-6; Apocalipse 16:15; Provérbios 9:7-9; 1Coríntios 1:17-25
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1427,1428
[2] Provérbios 9:10; 2:1-6; 3:14,15; 8:19-21; Jó 28:12,17; Salmo 119:105
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil,1999. notas. p. 705,728,736, 738
[3] Tiago 1:17-22; 1Pedro 1:23; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5; Tiago 5:12; Mateus 5:37; 22:36-40; Romanos 13:9; 1Coríntios 13:1-13; Mateus 5:43-48; Levítico 19:2; 1Pedro 1:15,16; Atos 15; Gálatas 1:19; 2:9; Mateus 13:55; Marcos 6:3; 1Coríntios 15:7;
João 3:16; Marcos 7:32,34-37
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1485
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 380, 391-395
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1390. Reimpressão
O Breve Catecismo de Westminster. 2.ª ed. Trad. por Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 26. Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1003. Reimpressão
terça-feira, 8 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
SEM QUERER, QUERENDO...
“(...) hipócritas (...). Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim; em vão, porém, Me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens, porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens (...)” – Marcos 7:6b,7,8a
SEM QUERER botar o dedo na ferida ou na cara de ninguém, sem nenhuma exposição vexatória, aqui e agora, nem apontar culpados, muito menos acirrar os ânimos dos que se consideram intocáveis sabe-se lá por que razões ou justificativas apropriadas ou não, longe de tudo isso, e muito mais, longe até mesmo de certas arrogâncias, mas apenas com o cuidado de uma atenta, sincera e particular preocupação, assim como de uma reflexão que se deve brotar do íntimo de cada um de nós sobre o zelo que devemos praticar diante das coisas de Deus, Supremo Criador nosso e de todas as coisas, e diante de nós mesmos, sejamos nós simples mortais ou quem se vê acima destes quesitos todos por também sermos crias deste mesmo Deus, com vistas àquilo que Ele nos ordena, nos manda vigiar e seguir sem tergiversações, posto que todos somos passíveis de erros, de cometermos deslizes, ou mesmo crueldades, enlevados por certas e cotidianas hipocrisias mundanas por sermos falhos por conta da nossa natureza humana decaída. Quantas vezes já não nos deixamos ser levados por conversa fiada, por afiadas aleivosias, certos de que somos o dono da verdade, mesmo defrontados com incontestáveis balelas apenas por não aceitarmos o confronto por parte de nossos possíveis antagonistas. Somos humanos, sim; cheios de defeitos, sim; mas certas ocasiões só nos colocam em situações ridículas, não importa qual a nossa posição social, a nossa função ou cargo, ou mesmo o segmento que assumimos diante da comunidade, mesmo sendo um legítimo representante dela; autoridade esta dada pelo próprio Deus, que, muita vez, não levamos em consideração, e fazemos tudo de qualquer jeito, ou melhor, do nosso próprio jeito, irresponsável e irrefletidamente; ou mesmo por ignorância. Até que ponto temos cumprido o nosso papel como seres humanos, porém, criados à imagem e semelhança do divino Criador, e como cristãos, considerando os nossos melhores dons em benefício do bem-estar e do crescimento natural e espiritual dos outros, seja este outro quem for? Até que ponto temos nos esforçado para abandonarmos pelo menos um pouquinho deste nosso mundinho, destas nossas mesquinharias, e fraquezas, desta nossa estupidez e mesmices, longe de certos costumes e tradições, invalidando o mandamento de Deus, os Seus ensinamentos, a Sua Palavra viva até nossos dias, o Seu Evangelho – a dádiva maior que os homens podem receber e obedecer? Será que realmente temos parado para pensar nisso em meio à correria do nosso dia a dia envolvido na retórica do consumismo, das nossas ostentações e outros tantos apetrechos periféricos? E o nosso coração? E a nossa alma? E a nossa vida íntima quanto àquilo que verdadeiramente nos edifica? E a nossa vida íntima com Deus?
Ao exortar o povo de Israel à obediência, um dos seus maiores profetas nos chama a atenção, lembrando-nos de que a Palavra de Deus não pode ser distorcida. Além de ser guardada dentro do nosso coração todos os dias da nossa vida e cumprida tal como manda o SENHOR nosso Deus, esta deve ainda ser sempre lembrada a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos. “Não acrescentareis à Palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que Eu vos mando (...). Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida.” A insistência de Moisés para ouvir e obedecer a Palavra de Deus é frequente, certo de que estes estatutos são as regras de conduta permanente que devem ser gravadas, esculpidas, e dirigidas ou ao indivíduo ou à consciência da nação. Ainda segundo os especialistas, juízos são como uma decisão determinada por um juiz que profere os juízos ou sentenças, ou seja, os atos decisivos de Deus ao julgar os maus e vingar os inocentes. Daí, estatutos e juízos abrangerem as leis e os preceitos e, não raro, estas palavras aparecerem juntamente e até com o vocábulo “mandamentos”. É certo que num mundo tão carnal, não é tão fácil assim obedecer a Deus, daí tanta insistência do profeta, posto que também neste contexto não é tão fácil agradar a Deus, que é espírito. Mas este é um gesto de amor e de gratidão, e o espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita, parafraseando aqui o próprio Jesus que diz que as Suas palavras são espírito e vida, ou seja, o pão da vida que sustenta para a vida eterna. Assim, obediência é coisa séria. Não é dando um jeitinho aqui e ali nos textos bíblicos para agradarmos a uns e a outros, para estarmos na moda, que vamos conseguir agradar a Deus; ou mesmo por não gostarmos ou não concordarmos com algumas passagens, utilizando-nos de certos jargões e estilos pós-modernistas ou mesmo de procedimentos hoje em dia tão costumeiramente conhecidos, fugindo daquilo que “está escrito”, como Satanás tentou tapear Jesus. Satanás não conseguiu. Foi derrotado exatamente porque Jesus fez uso da Palavra de Deus. Quer queiramos ou não, lá “está escrito” como nossa regra de fé e prática. Quem somos nós para contendermos com o próprio Deus como se o oleiro fosse igual ao barro? Por isso é que não devemos acrescentar nada além da própria Palavra para que não sejamos derrotados ou tachados de mentirosos.
Se os estudiosos concluem que a Palavra de Deus a Moisés devia ser tratada como sagrada e mantida inviolável, a fidelidade de Israel também seria um testemunho diante do mundo de que Deus estava próximo de Seu povo, e que as Suas leis eram justas, portanto, salientando esta responsabilidade pactual dos pais para com seus filhos, aliança esta que ainda perdura em nossos tempos para com nossos filhos. O próprio Jesus abençoou as crianças. Assim, estar de bem com Deus é estar de bem com a nossa própria vida, não transgredindo a Sua Palavra e entrando no time dos que pactuam com os Seus mandamentos, mesmo diante de tanta tribulação e tantas outras tentações que este mundo insiste em nos oferecer; este mundo hipócrita, em que impera o cinismo, até mesmo no meio daqueles que se autoidentificam como crentes. Ainda bem – ou mal, sabe-se lá, diante das circunstâncias –, que todo mundo é crente. Difícil é ser verdadeiramente cristão nesta parafernália toda que mais parece uma Torre de Babel e que nem se distingue uma ordem terminantemente distintiva que enfatiza a diferença entre a Palavra de Deus e a palavra do homem. O próprio Jesus insiste nesta distinção: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” E novos avisos ainda se fizeram ouvir depois que se completaram os oráculos: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro, e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” São as maravilhas da Palavra de Deus, anunciadas para o nosso bem, do começo ao fim, do Antigo ao Novo Testamentos. São as maravilhas destas boas-novas da salvação à disposição daquele que crê, daquele que não vive atrás de doutrinas ou costumes, de tradições, e coisas neste sentido, que são mandamentos de homens, já que a Palavra de Deus deve ser protegida da corrupção e diferenciada das palavras meramente humanas; das palavras que são pronunciadas apenas e tão somente da boca para fora, que não vêm de dentro do coração, porque, se elas forem sinceras, e fundamentadas na própria Palavra de Deus, elas têm poder, “a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido.”
REFLEXÃO DE HOJE
“NO DEMAIS, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do Evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” – Efésios 6:10-19
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:129-136; Deuteronômio 4:1-9
Efésios 6:10-20; Marcos 7:1-23
NOTAS
[1] Salmo 14:1-3; 53:1-3; Romanos 3:9-12
[2]Deuteronômio 4:2,6-9; 5:1; 1:1; 12:1-26:19; Mateus 19:17; João 6:63; Deuteronômio 8:3; Mateus 4:1-17; Provérbios 30:6; Isaías 29:16
MANLEY, G. T. Deuteronômio: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.229, 230. Reimpressão
[3] Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; Deuteronômio 6:7; 11:19,20; Mateus 19:14; 18:1-9; Atos 2:39; Gênesis 11:1-9; Mateus 5:17-19; 15:6; Apocalipse 22:18,19; Romanos 10:9-11
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 206, 1550
SEM QUERER botar o dedo na ferida ou na cara de ninguém, sem nenhuma exposição vexatória, aqui e agora, nem apontar culpados, muito menos acirrar os ânimos dos que se consideram intocáveis sabe-se lá por que razões ou justificativas apropriadas ou não, longe de tudo isso, e muito mais, longe até mesmo de certas arrogâncias, mas apenas com o cuidado de uma atenta, sincera e particular preocupação, assim como de uma reflexão que se deve brotar do íntimo de cada um de nós sobre o zelo que devemos praticar diante das coisas de Deus, Supremo Criador nosso e de todas as coisas, e diante de nós mesmos, sejamos nós simples mortais ou quem se vê acima destes quesitos todos por também sermos crias deste mesmo Deus, com vistas àquilo que Ele nos ordena, nos manda vigiar e seguir sem tergiversações, posto que todos somos passíveis de erros, de cometermos deslizes, ou mesmo crueldades, enlevados por certas e cotidianas hipocrisias mundanas por sermos falhos por conta da nossa natureza humana decaída. Quantas vezes já não nos deixamos ser levados por conversa fiada, por afiadas aleivosias, certos de que somos o dono da verdade, mesmo defrontados com incontestáveis balelas apenas por não aceitarmos o confronto por parte de nossos possíveis antagonistas. Somos humanos, sim; cheios de defeitos, sim; mas certas ocasiões só nos colocam em situações ridículas, não importa qual a nossa posição social, a nossa função ou cargo, ou mesmo o segmento que assumimos diante da comunidade, mesmo sendo um legítimo representante dela; autoridade esta dada pelo próprio Deus, que, muita vez, não levamos em consideração, e fazemos tudo de qualquer jeito, ou melhor, do nosso próprio jeito, irresponsável e irrefletidamente; ou mesmo por ignorância. Até que ponto temos cumprido o nosso papel como seres humanos, porém, criados à imagem e semelhança do divino Criador, e como cristãos, considerando os nossos melhores dons em benefício do bem-estar e do crescimento natural e espiritual dos outros, seja este outro quem for? Até que ponto temos nos esforçado para abandonarmos pelo menos um pouquinho deste nosso mundinho, destas nossas mesquinharias, e fraquezas, desta nossa estupidez e mesmices, longe de certos costumes e tradições, invalidando o mandamento de Deus, os Seus ensinamentos, a Sua Palavra viva até nossos dias, o Seu Evangelho – a dádiva maior que os homens podem receber e obedecer? Será que realmente temos parado para pensar nisso em meio à correria do nosso dia a dia envolvido na retórica do consumismo, das nossas ostentações e outros tantos apetrechos periféricos? E o nosso coração? E a nossa alma? E a nossa vida íntima quanto àquilo que verdadeiramente nos edifica? E a nossa vida íntima com Deus?
Ao exortar o povo de Israel à obediência, um dos seus maiores profetas nos chama a atenção, lembrando-nos de que a Palavra de Deus não pode ser distorcida. Além de ser guardada dentro do nosso coração todos os dias da nossa vida e cumprida tal como manda o SENHOR nosso Deus, esta deve ainda ser sempre lembrada a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos. “Não acrescentareis à Palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que Eu vos mando (...). Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida.” A insistência de Moisés para ouvir e obedecer a Palavra de Deus é frequente, certo de que estes estatutos são as regras de conduta permanente que devem ser gravadas, esculpidas, e dirigidas ou ao indivíduo ou à consciência da nação. Ainda segundo os especialistas, juízos são como uma decisão determinada por um juiz que profere os juízos ou sentenças, ou seja, os atos decisivos de Deus ao julgar os maus e vingar os inocentes. Daí, estatutos e juízos abrangerem as leis e os preceitos e, não raro, estas palavras aparecerem juntamente e até com o vocábulo “mandamentos”. É certo que num mundo tão carnal, não é tão fácil assim obedecer a Deus, daí tanta insistência do profeta, posto que também neste contexto não é tão fácil agradar a Deus, que é espírito. Mas este é um gesto de amor e de gratidão, e o espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita, parafraseando aqui o próprio Jesus que diz que as Suas palavras são espírito e vida, ou seja, o pão da vida que sustenta para a vida eterna. Assim, obediência é coisa séria. Não é dando um jeitinho aqui e ali nos textos bíblicos para agradarmos a uns e a outros, para estarmos na moda, que vamos conseguir agradar a Deus; ou mesmo por não gostarmos ou não concordarmos com algumas passagens, utilizando-nos de certos jargões e estilos pós-modernistas ou mesmo de procedimentos hoje em dia tão costumeiramente conhecidos, fugindo daquilo que “está escrito”, como Satanás tentou tapear Jesus. Satanás não conseguiu. Foi derrotado exatamente porque Jesus fez uso da Palavra de Deus. Quer queiramos ou não, lá “está escrito” como nossa regra de fé e prática. Quem somos nós para contendermos com o próprio Deus como se o oleiro fosse igual ao barro? Por isso é que não devemos acrescentar nada além da própria Palavra para que não sejamos derrotados ou tachados de mentirosos.
Se os estudiosos concluem que a Palavra de Deus a Moisés devia ser tratada como sagrada e mantida inviolável, a fidelidade de Israel também seria um testemunho diante do mundo de que Deus estava próximo de Seu povo, e que as Suas leis eram justas, portanto, salientando esta responsabilidade pactual dos pais para com seus filhos, aliança esta que ainda perdura em nossos tempos para com nossos filhos. O próprio Jesus abençoou as crianças. Assim, estar de bem com Deus é estar de bem com a nossa própria vida, não transgredindo a Sua Palavra e entrando no time dos que pactuam com os Seus mandamentos, mesmo diante de tanta tribulação e tantas outras tentações que este mundo insiste em nos oferecer; este mundo hipócrita, em que impera o cinismo, até mesmo no meio daqueles que se autoidentificam como crentes. Ainda bem – ou mal, sabe-se lá, diante das circunstâncias –, que todo mundo é crente. Difícil é ser verdadeiramente cristão nesta parafernália toda que mais parece uma Torre de Babel e que nem se distingue uma ordem terminantemente distintiva que enfatiza a diferença entre a Palavra de Deus e a palavra do homem. O próprio Jesus insiste nesta distinção: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” E novos avisos ainda se fizeram ouvir depois que se completaram os oráculos: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro, e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” São as maravilhas da Palavra de Deus, anunciadas para o nosso bem, do começo ao fim, do Antigo ao Novo Testamentos. São as maravilhas destas boas-novas da salvação à disposição daquele que crê, daquele que não vive atrás de doutrinas ou costumes, de tradições, e coisas neste sentido, que são mandamentos de homens, já que a Palavra de Deus deve ser protegida da corrupção e diferenciada das palavras meramente humanas; das palavras que são pronunciadas apenas e tão somente da boca para fora, que não vêm de dentro do coração, porque, se elas forem sinceras, e fundamentadas na própria Palavra de Deus, elas têm poder, “a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido.”
REFLEXÃO DE HOJE
“NO DEMAIS, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do Evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” – Efésios 6:10-19
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:129-136; Deuteronômio 4:1-9
Efésios 6:10-20; Marcos 7:1-23
NOTAS
[1] Salmo 14:1-3; 53:1-3; Romanos 3:9-12
[2]Deuteronômio 4:2,6-9; 5:1; 1:1; 12:1-26:19; Mateus 19:17; João 6:63; Deuteronômio 8:3; Mateus 4:1-17; Provérbios 30:6; Isaías 29:16
MANLEY, G. T. Deuteronômio: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.229, 230. Reimpressão
[3] Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; Deuteronômio 6:7; 11:19,20; Mateus 19:14; 18:1-9; Atos 2:39; Gênesis 11:1-9; Mateus 5:17-19; 15:6; Apocalipse 22:18,19; Romanos 10:9-11
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 206, 1550
segunda-feira, 13 de julho de 2009
COMO SEUS PRÓPRIOS DISCÍPULOS
“Com coisas tremendas em justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação; Tu és a esperança de todas as extremidades da terra, e daqueles que estão longe sobre o mar.” – Salmo 65:5
QUEM SABE seja redundância estarmos aqui batendo na mesma tecla e, repetindo, sim, que poderoso mesmo é apenas Deus, já que todo poder no céu e na terra somente dEle procede, exclusiva e soberanamente, e que muitas vezes chega a exceder o nosso próprio entendimento, por mais sábios que nos julgamos ser diante deste mundo, posto que Ele na Sua divina onisciência sabe todas as coisas antes mesmo da fundação do mundo por ser o próprio Criador de todas elas, o que nos faz refletir um pouco mais sobre posturas, posições ou ações que possamos praticar diante dos nossos próprios semelhantes ou mesmo diante das outras criaturas que nos foram brindadas pelo próprio Criador para que administrássemos e delas tirássemos o nosso sustento, independentemente de quaisquer outros naipes que possam ser representados perante a comunidade em que atuamos, desde que respeitemos os limites de uma sobrevivência harmônica entre as partes. Quem sabe nos seja concedida uma chance de refletir ainda um pouco mais sobre posturas que possamos praticar não somente diante de tais criaturas, mas e principalmente diante do próprio Criador que nos adotou como filhos por meio do sacrifício de Seu único e amado Filho, além de dotar-nos de maravilhosos dons e de infinitas bênçãos com o fim de sermos para louvor da Sua glória e, crentes nEle, perpetrarmos obras de compaixão para benefício de outrem em razão da nossa fé. Ou até mesmo obras de louvor, assim como de um reverente e permanente, firme e sincero agradecimento por causa dos feitos deste Deus na história das nações, feitos estes que demonstram Sua justiça e Sua intervenção que se estendem desde o povo de Israel e que servem de exemplo para todos os outros povos, até mesmo para aqueles que vivem nos mais longínquos torrões por este mundo afora. Se as montanhas e os mares da terra foram por Ele estabelecidos, assim como todas as nações, apesar do tumulto da humanidade em geral, todos temos que nos regozijarmos na vindicação divina em favor do fraco e do justo, posto que nada escapa a Seus olhos, já que Ele está em todo lugar, inclusive em cada um dos nossos corações, desde que o Seu Espírito designe as condições favoráveis para tal evento. Por tudo isso, e muito mais, é que este SENHOR nosso Deus é a nossa única esperança; a esperança de todas as extremidades da terra, e os Seus inimigos lamberão o pó, posto que Ele é o único Deus; o Todo-poderoso. Ele é o Rei do Universo; o Deus Generoso; o Deus da Graça; o Deus de Poder; o Deus da Abundância. Perante Ele todos os reis se prostrarão; todas as nações O servirão. “Porque Ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e o que não tem quem o ajude. Compadecer-Se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dEle. O Seu nome permanecerá eternamente; o Seu nome Se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nEle; todas as nações Lhe chamarão bem-aventurado”, proclama o salmista, ultrapassando aquilo que se aplicaria a um rei terreno, antecipando o Messias, e mais: “Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só Ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso. E encha-se toda a terra da Sua glória.” São as maravilhas de um reino messiânico, próspero e pacífico, cujas promessas se cumprem em Jesus Cristo, um Rei perfeito, que julgará os pobres com justiça, e repreenderá os mansos da terra com equidade; “e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio”.
Se Ele é Rei, tem autoridade. Se é Deus, então, está acima de todas as coisas; de todos os reis da terra. E, absolutamente soberano, sendo o Rei dos reis, está vestido de majestade e poder, e o mundo está firmado nEle, e não poderá vacilar, já que Ele é desde toda a eternidade. E se é que estamos realmente nEle firmados, não duvidamos nem fraquejamos diante de tanta corrupção; diante de tanta exploração, opressão e maus-tratos, principalmente aos mais humildes, aos mais pobres, aos mais fracos, inclusive, espiritualmente, além de tantas injustiças e desigualdades escandalosas, ou seja, uma vergonhosa injustiça social, assim como uma deslavada idolatria. Qual é a razão para tudo isso? O apego exagerado ao dinheiro, aos bens materiais, à fama e poderes passageiros deste mundo? Ou à contumaz rebeldia dos seres humanos? E entre nós, que nos identificamos como cristãos, como anda tudo isso? Em que temos contribuído para amenizar tudo isso? Além das tantas retóricas, como temos seriamente refletido sobre tudo isso? Como verdadeiros cristãos, temos, sim, o dever de denunciar tais mazelas, sem esquivar das Sagradas Escrituras, já que a verdade está revelada na Palavra de Deus que nos inspira e nos propulsiona a vivermos uma vida bem mais saudável em todos os sentidos, até mesmo neste mundo; defendendo uma vida digna, não somente para nós mesmos, mas para todos, em que se inclui o nosso próximo, seja ele quem for, impelindo-nos a irmos em frente, para o alto, sempre, mesmo se nos tentarem cooptar por meio de certos lobistas deste meio de quitutes há tempo bem manjados e temperados com o alimento dos tresloucados e ávidos perdulários que fazem festa com o chapéu dos outros, de todas as maneiras, tentando tapar o sol com a peneira, até fraudando o erário e enganando indoutos por conta da imunidade e regalias proporcionadas pela impunidade, além de um suposto e fácil acesso às informações privilegiadas de destacadas posições, ou seja, tudo imprudentemente mancomunado com os tão famigerados podres poderes na sua incrível e perigosa inversão de valores como se fossem blindados contra os respingos do mal, posto que fazem questão de serem invisíveis diante do próprio espelho. Não se enxergam, mesmo com tamanha cara de pau! E, assim, muitos caminham ostensivamente atrelados à orgia dos voluptuosos desde os tempos mais remotos protagonizando a sua própria vida numa história aterrorizante, mas que é real, e qualquer semelhança não é mera coincidência, já que se alicerçam sob as raias de um circo armado pelos incautos que se fiam em suas próprias forças e verdades, longe do poder e do temor dAquele que detém a verdadeira sabedoria e que, com tanta envergadura, a distribui a cada um de nós como melhor Lhe aprouver, respondendo-nos com justiça no Seu devido tempo.
Com certeza, não fomos gerados para sermos massacrados e humilhados diante e nem por ninguém, sejam por quaisquer métodos ou motivos, nem como indivíduo nem como nação. Somos produtos de um infinito e terno amor que também temos a incumbência de aplicá-lo por onde quer que andemos, tendo em vista o bem-estar dos outros. Mesmo depois de termos nos rebelado contra este amor gratuitamente a nós outorgado pelo divino Criador, ainda somos chamados a sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em Jesus Cristo, Seu único e amado Filho, com Quem devemos reconciliar-nos depois de ouvirmos a Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho da salvação, ao sermos também selados com o Espírito Santo que nos foi prometido como o penhor desta nossa herança fraterno-filial. Não somos objetos de escárnio e tampouco devemos fazer parte do bloco dos escarnecedores, já que somos filhos de Deus. Temos a marca de Cristo em nós encimada por onde quer que passemos como testemunho de um amor sem par, mesmo que tivermos que carregar a nossa própria cruz para podermos segui-lO. Quem ama não faz ninguém sofrer, seja qual for o motivo. Antes, somos advertidos por meio de admoestações que têm o intuito de apenas nos fazer crescer, de repararmos um possível dano cometido, sem esquecer este amor de Deus que nos amou primeiro, posto que é certo que Deus é amor. Todos temos a chance de reconciliar-nos com Deus, que é benigno e paciente; que respeita o pecador; não o pecado. Mas se sofremos, sabemos que vamos vencer, assim como Cristo também venceu o mal, expulsou demônios, e fez tantas outras maravilhas, além de conceder-nos a salvação com o derramamento do Seu próprio sangue. E ainda nos deixou um alerta sobre o poder da fé, mas de uma fé sincera e verdadeira, mesmo que ela seja pequenininha, mas que pode até mover montanhas. Quem sabe se mesmo até por superfluidade de palavras possamos ser instrumentos do Senhor por meio de um chamado especial, mas eficaz, que tenha o toque do Espírito de Deus e que possa remover as montanhas geladas de cada coração dos homens e poder mudar um coração frio, de pedra, em coração de carne, sensível, e transformado, para um bem maior, voltado para as coisas do alto, com base no amor de um Deus que é fiel, vivo e verdadeiro, um Deus de amor; um Deus de paz, longe dos privilégios passageiros deste mundo. Quem sabe possamos aprender com os exemplos daqueles que obedeceram a este chamado do Senhor, como o profeta Amós, que denunciou a idolatria e as injustiças sociais, mesmo tendo que desafiar os poderosos de seu tempo. Ou como um Ezequiel, que foi chamado para pregar às nações rebeldes, mesmo que elas não quisessem ouvir, mas que tinham que saber que esteve no meio delas um profeta. E, assim, dentre muitos outros que ainda hoje são chamados a proclamar as boas-novas da salvação, como quando, até nos tempos de Jesus, Ele também comissionou Seus discípulos para irem e pregarem com a mesma autoridade dEle, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos, ou seja, sobre todas as forças do mal, posto que são elas que provocam doenças físicas e espirituais, que suscitam maus sentimentos; originam opressões, violências, injustiças, e tantos outros incômodos que atormentam a humanidade ainda hoje neste século. Se somos herdeiros do Reino de Deus, reconciliados e adotados por meio de Cristo, também temos uma missão, um chamado, se é que somos crentes em Cristo, como Seus próprios discípulos.
REFLEXÃO DE HOJE
“BENDITO O DEUS e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado (...); nEle, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a Palavra da Verdade, o Evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O Qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da Sua glória.” – Efésios 1:3-7,11-14
LEITURAS DE HOJE
Salmo 65; Amós 7:10-15
Efésios 1:3-14; Marcos 6:7-13
NOTAS
[1] Gênesis 1:26-31; Efésios 3:17-19; 1Coríntios 1:18-21; 3:18-21; Salmo 139; 72:6-14,17-19; 65:5-8; 93:1-4; Isaías 41:5; 11:1-5
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.553, 554. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 664
[2] Salmo 65:5; 67:1-7; 37:1-40; 1Timóteo 6:10; Amós 6:7
[3] Efésios 1:11-14; Salmo 1:1-6; 1João 4:11-21; Marcos 11:12-14,20-24; Amós 6:7-10; Ezequiel 2:1-5
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 326-334
QUEM SABE seja redundância estarmos aqui batendo na mesma tecla e, repetindo, sim, que poderoso mesmo é apenas Deus, já que todo poder no céu e na terra somente dEle procede, exclusiva e soberanamente, e que muitas vezes chega a exceder o nosso próprio entendimento, por mais sábios que nos julgamos ser diante deste mundo, posto que Ele na Sua divina onisciência sabe todas as coisas antes mesmo da fundação do mundo por ser o próprio Criador de todas elas, o que nos faz refletir um pouco mais sobre posturas, posições ou ações que possamos praticar diante dos nossos próprios semelhantes ou mesmo diante das outras criaturas que nos foram brindadas pelo próprio Criador para que administrássemos e delas tirássemos o nosso sustento, independentemente de quaisquer outros naipes que possam ser representados perante a comunidade em que atuamos, desde que respeitemos os limites de uma sobrevivência harmônica entre as partes. Quem sabe nos seja concedida uma chance de refletir ainda um pouco mais sobre posturas que possamos praticar não somente diante de tais criaturas, mas e principalmente diante do próprio Criador que nos adotou como filhos por meio do sacrifício de Seu único e amado Filho, além de dotar-nos de maravilhosos dons e de infinitas bênçãos com o fim de sermos para louvor da Sua glória e, crentes nEle, perpetrarmos obras de compaixão para benefício de outrem em razão da nossa fé. Ou até mesmo obras de louvor, assim como de um reverente e permanente, firme e sincero agradecimento por causa dos feitos deste Deus na história das nações, feitos estes que demonstram Sua justiça e Sua intervenção que se estendem desde o povo de Israel e que servem de exemplo para todos os outros povos, até mesmo para aqueles que vivem nos mais longínquos torrões por este mundo afora. Se as montanhas e os mares da terra foram por Ele estabelecidos, assim como todas as nações, apesar do tumulto da humanidade em geral, todos temos que nos regozijarmos na vindicação divina em favor do fraco e do justo, posto que nada escapa a Seus olhos, já que Ele está em todo lugar, inclusive em cada um dos nossos corações, desde que o Seu Espírito designe as condições favoráveis para tal evento. Por tudo isso, e muito mais, é que este SENHOR nosso Deus é a nossa única esperança; a esperança de todas as extremidades da terra, e os Seus inimigos lamberão o pó, posto que Ele é o único Deus; o Todo-poderoso. Ele é o Rei do Universo; o Deus Generoso; o Deus da Graça; o Deus de Poder; o Deus da Abundância. Perante Ele todos os reis se prostrarão; todas as nações O servirão. “Porque Ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e o que não tem quem o ajude. Compadecer-Se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dEle. O Seu nome permanecerá eternamente; o Seu nome Se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nEle; todas as nações Lhe chamarão bem-aventurado”, proclama o salmista, ultrapassando aquilo que se aplicaria a um rei terreno, antecipando o Messias, e mais: “Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só Ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso. E encha-se toda a terra da Sua glória.” São as maravilhas de um reino messiânico, próspero e pacífico, cujas promessas se cumprem em Jesus Cristo, um Rei perfeito, que julgará os pobres com justiça, e repreenderá os mansos da terra com equidade; “e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio”.
Se Ele é Rei, tem autoridade. Se é Deus, então, está acima de todas as coisas; de todos os reis da terra. E, absolutamente soberano, sendo o Rei dos reis, está vestido de majestade e poder, e o mundo está firmado nEle, e não poderá vacilar, já que Ele é desde toda a eternidade. E se é que estamos realmente nEle firmados, não duvidamos nem fraquejamos diante de tanta corrupção; diante de tanta exploração, opressão e maus-tratos, principalmente aos mais humildes, aos mais pobres, aos mais fracos, inclusive, espiritualmente, além de tantas injustiças e desigualdades escandalosas, ou seja, uma vergonhosa injustiça social, assim como uma deslavada idolatria. Qual é a razão para tudo isso? O apego exagerado ao dinheiro, aos bens materiais, à fama e poderes passageiros deste mundo? Ou à contumaz rebeldia dos seres humanos? E entre nós, que nos identificamos como cristãos, como anda tudo isso? Em que temos contribuído para amenizar tudo isso? Além das tantas retóricas, como temos seriamente refletido sobre tudo isso? Como verdadeiros cristãos, temos, sim, o dever de denunciar tais mazelas, sem esquivar das Sagradas Escrituras, já que a verdade está revelada na Palavra de Deus que nos inspira e nos propulsiona a vivermos uma vida bem mais saudável em todos os sentidos, até mesmo neste mundo; defendendo uma vida digna, não somente para nós mesmos, mas para todos, em que se inclui o nosso próximo, seja ele quem for, impelindo-nos a irmos em frente, para o alto, sempre, mesmo se nos tentarem cooptar por meio de certos lobistas deste meio de quitutes há tempo bem manjados e temperados com o alimento dos tresloucados e ávidos perdulários que fazem festa com o chapéu dos outros, de todas as maneiras, tentando tapar o sol com a peneira, até fraudando o erário e enganando indoutos por conta da imunidade e regalias proporcionadas pela impunidade, além de um suposto e fácil acesso às informações privilegiadas de destacadas posições, ou seja, tudo imprudentemente mancomunado com os tão famigerados podres poderes na sua incrível e perigosa inversão de valores como se fossem blindados contra os respingos do mal, posto que fazem questão de serem invisíveis diante do próprio espelho. Não se enxergam, mesmo com tamanha cara de pau! E, assim, muitos caminham ostensivamente atrelados à orgia dos voluptuosos desde os tempos mais remotos protagonizando a sua própria vida numa história aterrorizante, mas que é real, e qualquer semelhança não é mera coincidência, já que se alicerçam sob as raias de um circo armado pelos incautos que se fiam em suas próprias forças e verdades, longe do poder e do temor dAquele que detém a verdadeira sabedoria e que, com tanta envergadura, a distribui a cada um de nós como melhor Lhe aprouver, respondendo-nos com justiça no Seu devido tempo.
Com certeza, não fomos gerados para sermos massacrados e humilhados diante e nem por ninguém, sejam por quaisquer métodos ou motivos, nem como indivíduo nem como nação. Somos produtos de um infinito e terno amor que também temos a incumbência de aplicá-lo por onde quer que andemos, tendo em vista o bem-estar dos outros. Mesmo depois de termos nos rebelado contra este amor gratuitamente a nós outorgado pelo divino Criador, ainda somos chamados a sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em Jesus Cristo, Seu único e amado Filho, com Quem devemos reconciliar-nos depois de ouvirmos a Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho da salvação, ao sermos também selados com o Espírito Santo que nos foi prometido como o penhor desta nossa herança fraterno-filial. Não somos objetos de escárnio e tampouco devemos fazer parte do bloco dos escarnecedores, já que somos filhos de Deus. Temos a marca de Cristo em nós encimada por onde quer que passemos como testemunho de um amor sem par, mesmo que tivermos que carregar a nossa própria cruz para podermos segui-lO. Quem ama não faz ninguém sofrer, seja qual for o motivo. Antes, somos advertidos por meio de admoestações que têm o intuito de apenas nos fazer crescer, de repararmos um possível dano cometido, sem esquecer este amor de Deus que nos amou primeiro, posto que é certo que Deus é amor. Todos temos a chance de reconciliar-nos com Deus, que é benigno e paciente; que respeita o pecador; não o pecado. Mas se sofremos, sabemos que vamos vencer, assim como Cristo também venceu o mal, expulsou demônios, e fez tantas outras maravilhas, além de conceder-nos a salvação com o derramamento do Seu próprio sangue. E ainda nos deixou um alerta sobre o poder da fé, mas de uma fé sincera e verdadeira, mesmo que ela seja pequenininha, mas que pode até mover montanhas. Quem sabe se mesmo até por superfluidade de palavras possamos ser instrumentos do Senhor por meio de um chamado especial, mas eficaz, que tenha o toque do Espírito de Deus e que possa remover as montanhas geladas de cada coração dos homens e poder mudar um coração frio, de pedra, em coração de carne, sensível, e transformado, para um bem maior, voltado para as coisas do alto, com base no amor de um Deus que é fiel, vivo e verdadeiro, um Deus de amor; um Deus de paz, longe dos privilégios passageiros deste mundo. Quem sabe possamos aprender com os exemplos daqueles que obedeceram a este chamado do Senhor, como o profeta Amós, que denunciou a idolatria e as injustiças sociais, mesmo tendo que desafiar os poderosos de seu tempo. Ou como um Ezequiel, que foi chamado para pregar às nações rebeldes, mesmo que elas não quisessem ouvir, mas que tinham que saber que esteve no meio delas um profeta. E, assim, dentre muitos outros que ainda hoje são chamados a proclamar as boas-novas da salvação, como quando, até nos tempos de Jesus, Ele também comissionou Seus discípulos para irem e pregarem com a mesma autoridade dEle, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos, ou seja, sobre todas as forças do mal, posto que são elas que provocam doenças físicas e espirituais, que suscitam maus sentimentos; originam opressões, violências, injustiças, e tantos outros incômodos que atormentam a humanidade ainda hoje neste século. Se somos herdeiros do Reino de Deus, reconciliados e adotados por meio de Cristo, também temos uma missão, um chamado, se é que somos crentes em Cristo, como Seus próprios discípulos.
REFLEXÃO DE HOJE
“BENDITO O DEUS e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado (...); nEle, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a Palavra da Verdade, o Evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O Qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da Sua glória.” – Efésios 1:3-7,11-14
LEITURAS DE HOJE
Salmo 65; Amós 7:10-15
Efésios 1:3-14; Marcos 6:7-13
NOTAS
[1] Gênesis 1:26-31; Efésios 3:17-19; 1Coríntios 1:18-21; 3:18-21; Salmo 139; 72:6-14,17-19; 65:5-8; 93:1-4; Isaías 41:5; 11:1-5
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.553, 554. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 664
[2] Salmo 65:5; 67:1-7; 37:1-40; 1Timóteo 6:10; Amós 6:7
[3] Efésios 1:11-14; Salmo 1:1-6; 1João 4:11-21; Marcos 11:12-14,20-24; Amós 6:7-10; Ezequiel 2:1-5
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 326-334
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PODEROSO É DEUS
“Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:10b.
VIVEMOS NA ERA de um superlativo estranho em que as pessoas se autoidentificam como super qualquer coisa, desde que seja super, senão, nada vale, mesmo diante de um enorme contrassenso. O mundo delas é supertudo, posto que tudo tem que ser super, do contrário, estão fora. Todos querem mandar, conduzir. Ninguém quer obedecer, ser conduzido. Todos se consideram supercapazes. Desde o mais simples mortal até certa casta de pessoas que se dizem não nascerem para ser cauda, mas, sim, cabeça, tal qual certa classe de políticos que se apodera do poder ou do dinheiro público com o discurso de arquitetar obras faraônicas nunca vistas, aqui, muita vez, literalmente, já que nunca se veem mesmo, posto que esta verba geralmente é desviada para outros fins nem tão bem esclarecidos, mas que foi intermediada para o direcionamento, entre aspas, de uma superobra para o povo a qual ninguém jamais viu e da qual ninguém jamais se esquecerá. E quando estas superobras são finalmente concretizadas, isto é, no caso delas real e definitivamente serem desfrutadas como um bem público pelo seu devido público – se é que elas já não se transformaram em fantasmas, assombrando o povo, seu maior e principal beneficiário de fato e de direito, mas que sempre paga tudo como a vítima da vez –, elas são inauguradas com grandes pompas e tudo o que uma superobra tem direito nesse sentido, até superfaturamento e tudo mais, e, daí por diante, naquelas datas propícias, sempre fazem o povo se lembrar delas: “Você se lembra de tal obra? Fui eu que fiz!” Muitas delas nem servem mais para nada, ou já estão ultrapassadas, enferrujadas, fora de uso, mas estão lá, nos discursos, no papel ou na memória de alguns. Pobres daqueles que não se alinham nesse time, que fazem o seu trabalho de formiguinha, dia após dia persistindo no seu sonho, e que, vindo do nada, aos poucos, vão crescendo, tentando chegar ao topo pelas bases, educando os seus simpatizantes, persuadindo os incrédulos, preventivamente, alertando-os contra estes tais superpoderosos, na esperança de também um dia realizar este seu grande sonho naquele grande dia. “Ah, coitado, este veio do nada, lá de baixo! Aonde quer chegar?” Dizem, e viram-lhe as costas, debochadamente. Outros até se lembram de quando esta personalidade vivia na sua humilde simplicidade junto a seus familiares lá bem longe destes superpoderes. No entanto, esta mesma personalidade também não deixa de ter o seu supersonho. “Como é que ele pôde chegar lá em cima?” Não acreditam! Escandalizam-se, e não aprovam. Por estes dias, e até hoje ainda faz grande alvoroço na mídia por meio de seus apaixonados admiradores, dados os seus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos deste planeta, morreu uma personalidade considerada um superstar do rock internacional, e as suspeitas caíram sobre o uso de uma superdose de remédios dos quais dizem que era superdependente, posto que não conseguia dormir sem o tal uso. Seus admiradores ainda choram a sua morte, para eles, uma superperda; e fazem vigília diante de seu túmulo, de sua casa; guardam lembranças, porções de suas peças pessoais, uma gota de seu suor ou sabe-se lá de que mais, obtido durante um show, sendo até capazes de morrerem por causa deste seu ídolo. É isso! Incrível, mas pode acontecer! O mundo é super. E por vias desta superlatividade vive superlativado por um consumismo superdesenfreado, tendendo-se ao supérfluo, confundindo quantidade com qualidade, exageradamente, ou melhor, superexageradamente. E, supervalorizado pelo que tem e não pelo que é, chafurda-se no mesquinho balaio da hipocrisia, do superficial, do preconceito, do fanatismo, da vulgaridade, do egocentrismo, da ignorância e das discriminações. Daí, as suas superconsequências. Veja o mundo em que vivemos, tantos absurdos, tantas necessidades por parte daqueles que não detêm os tais superpoderes, que não são super-homens, não desfrutam dos chiques supermercados ou shopping centers, superigrejas, ou não são supercrentes, superstars, supersupers, ou melhor, o super do super!... e por aí vai, não se sabe para onde nesta megalomania que já virou alienação, um delírio frustrante entre certos seres humanos, enquanto que ninguém se propõe a baixar a guarda considerando que o maior deve servir o menor ou valer-se de ações positivas no sentido de um edificante bem comum; um bem maior que ocasione o bem-estar entre os homens, longe das rebeldias, exaltações, e tantas barbaridades desde mundo frio e cruel.
A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes, ou seja, Deus cuida dos mansos de espírito. “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”, pois, segundo os comentaristas, o pecado da soberba não permite que o insensato se beneficie da sabedoria de outrem, posto que o arrogante coloca-se acima de todos e de tudo, sem o devido temor, muito menos o temor de Deus que é o princípio do conhecimento, e, agindo tresloucadamente, despreza a sabedoria e a instrução. Convém anotar que este temor não significa um temor desconfiado de Deus, medo, terror, ou algo assim, mas, antes de qualquer coisa, consiste na admiração reverente e a resposta da fé em adoração a um Deus que Se revela como Criador, Salvador e Juiz. Os especialistas analisam que, enquanto em Sua graça comum, Deus capacita os indivíduos a saberem muito sobre o mundo, por outro lado, somente o temor do Senhor capacita a pessoa a saber o que alguma coisa significa em última análise. E, dependendo desse entendimento, a sabedoria persegue a tarefa de refletir sobre a experiência humana. “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” A sabedoria tem o seu princípio com o temor de Deus, coisa que o cínico escarnecedor jamais poderá compreender.
De superperseguidor de cristãos nos tempos da sua soberba, e da falta do temor de Deus, e apesar de toda a sua empáfia, o apóstolo Paulo foi transformado, e, como personalidade que traz um belo exemplo de um testemunho de conversão através de todos os tempos até os dias de hoje, ele foi alçado pela graça deste mesmo Deus a Quem pensava que poderia afrontar atacando Seus seguidores a ponto de, passado para o outro lado, ser ele mesmo, desta vez, o próprio perseguido, preso e martirizado pelos superpoderosos que antes o apoiavam, invertendo-se aí os papéis tendo em vista a sua nova fé, para a glória de Deus. Assim, revestido deste novo homem criado por Deus em justiça e santidade, Paulo iniciou o seu ministério, pregando nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus, diferentemente dos tempos da sua arrogância, confundindo os judeus que, atônitos, quando o ouviam, perguntavam-se: “Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui para levá-los presos aos principais dos sacerdotes?” Mas Paulo continuou falando ousadamente no nome do Senhor Jesus. A Bíblia diz que, assim, as Igrejas tinham paz, e eram edificadas, e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esse mesmo Jesus que Paulo afirmava que era o Filho de Deus também foi rejeitado até pelos Seus, tamanha era a incredulidade de um povo que não aceitava que Jesus havia deixado Nazaré como uma pessoa comum e voltasse como um rabino rodeado por Seus discípulos. As pessoas não acreditaram que um dos seus patrícios havia recebido uma missão dos céus. Recusaram persistentemente as evidências da presença e do poder de Deus, inibindo, com isso, a operação divina através da incredulidade. E Jesus não pôde fazer ali nenhum milagre. Quanto este fato, os comentaristas afirmam que, embora onipotente, Deus, na Sua soberania, não agirá em prol de bênção, em face da rebeldia humana, e que os milagres de Jesus não são magia, eles são relacionados positivamente à condição moral e à fé das pessoas. E esta fé operada por obra do Espírito de Deus é que nos faz proclamar que todo poder emana somente deste mesmo Deus que é e sempre será absolutamente Soberano e Todo-poderoso nos céus e na terra e de Quem todos os demais poderes somente dEle procedem, para Sua glória, mesmo que tivermos que enfrentar espinhos de quaisquer espécies ou jactâncias por parte daqueles que se autodefinem como super qualquer coisa nesta vida tal qual os superapóstolos dos tempos paulinos que agiam, e agem ainda hoje, não como servos de Deus, mas de Satanás, até mesmo dentro da própria Igreja, tentando impedir aqueles que são predestinados por Deus para denunciar a rebeldia entre os homens. Tentam, mas não conseguem. Nunca conseguiram e jamais conseguirão derrubar a Igreja de Deus, posto que quando pensam que ela está fraca, aí é que ela está forte e inabalavelmente firme na sua Rocha. Vivemos somente pela graça, não por qualquer outro superpoder imposto por homens. Poderoso é Deus que nos aperfeiçoa na nossa fraqueza e humildade para que em nós habite o poder de Cristo. “Por isso, sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo”, proclama o apóstolo Paulo, e, consequentemente, anuncia: “Porque quando estou fraco então sou forte.” Que Deus nos abençoe e nos aperfeiçoe na graça deste Cristo Jesus por meio do Seu Espírito Santo. Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:7-10.
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:137-144; Ezequiel 2:1-5
2Coríntios 12:7-10; Marcos 6:1-6
NOTAS
[1] Mateus 20:26-28; 23:11,12; Lucas 22:24-27; 14:11; 18:14; Jó 22:29; Salmo 18:27; Provérbios 15:33; 16:18,19; 18:12; 29:23; Tiago 4:6; 1Pedro 5:5,6; Isaías 66:2 Provérbios 1:7
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 764
[2] Provérbios 1:7; 9:10; Jó 28:28; Salmo 111:10
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 726
JONES REES, W. A., WALLS, ANDREW F. Os Provérbios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 640, 641. Reimpressão
[3] Atos 9:1-31; Efésios 4:22-27; 2Coríntios 11:5,13; 12:7-10; Ezequiel 2:3-5; Deuteronômio 32:4; 2Coríntios 12:9,10
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo:Vida Nova, 1963, 1990. p. 999. Reimpressão
VIVEMOS NA ERA de um superlativo estranho em que as pessoas se autoidentificam como super qualquer coisa, desde que seja super, senão, nada vale, mesmo diante de um enorme contrassenso. O mundo delas é supertudo, posto que tudo tem que ser super, do contrário, estão fora. Todos querem mandar, conduzir. Ninguém quer obedecer, ser conduzido. Todos se consideram supercapazes. Desde o mais simples mortal até certa casta de pessoas que se dizem não nascerem para ser cauda, mas, sim, cabeça, tal qual certa classe de políticos que se apodera do poder ou do dinheiro público com o discurso de arquitetar obras faraônicas nunca vistas, aqui, muita vez, literalmente, já que nunca se veem mesmo, posto que esta verba geralmente é desviada para outros fins nem tão bem esclarecidos, mas que foi intermediada para o direcionamento, entre aspas, de uma superobra para o povo a qual ninguém jamais viu e da qual ninguém jamais se esquecerá. E quando estas superobras são finalmente concretizadas, isto é, no caso delas real e definitivamente serem desfrutadas como um bem público pelo seu devido público – se é que elas já não se transformaram em fantasmas, assombrando o povo, seu maior e principal beneficiário de fato e de direito, mas que sempre paga tudo como a vítima da vez –, elas são inauguradas com grandes pompas e tudo o que uma superobra tem direito nesse sentido, até superfaturamento e tudo mais, e, daí por diante, naquelas datas propícias, sempre fazem o povo se lembrar delas: “Você se lembra de tal obra? Fui eu que fiz!” Muitas delas nem servem mais para nada, ou já estão ultrapassadas, enferrujadas, fora de uso, mas estão lá, nos discursos, no papel ou na memória de alguns. Pobres daqueles que não se alinham nesse time, que fazem o seu trabalho de formiguinha, dia após dia persistindo no seu sonho, e que, vindo do nada, aos poucos, vão crescendo, tentando chegar ao topo pelas bases, educando os seus simpatizantes, persuadindo os incrédulos, preventivamente, alertando-os contra estes tais superpoderosos, na esperança de também um dia realizar este seu grande sonho naquele grande dia. “Ah, coitado, este veio do nada, lá de baixo! Aonde quer chegar?” Dizem, e viram-lhe as costas, debochadamente. Outros até se lembram de quando esta personalidade vivia na sua humilde simplicidade junto a seus familiares lá bem longe destes superpoderes. No entanto, esta mesma personalidade também não deixa de ter o seu supersonho. “Como é que ele pôde chegar lá em cima?” Não acreditam! Escandalizam-se, e não aprovam. Por estes dias, e até hoje ainda faz grande alvoroço na mídia por meio de seus apaixonados admiradores, dados os seus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos deste planeta, morreu uma personalidade considerada um superstar do rock internacional, e as suspeitas caíram sobre o uso de uma superdose de remédios dos quais dizem que era superdependente, posto que não conseguia dormir sem o tal uso. Seus admiradores ainda choram a sua morte, para eles, uma superperda; e fazem vigília diante de seu túmulo, de sua casa; guardam lembranças, porções de suas peças pessoais, uma gota de seu suor ou sabe-se lá de que mais, obtido durante um show, sendo até capazes de morrerem por causa deste seu ídolo. É isso! Incrível, mas pode acontecer! O mundo é super. E por vias desta superlatividade vive superlativado por um consumismo superdesenfreado, tendendo-se ao supérfluo, confundindo quantidade com qualidade, exageradamente, ou melhor, superexageradamente. E, supervalorizado pelo que tem e não pelo que é, chafurda-se no mesquinho balaio da hipocrisia, do superficial, do preconceito, do fanatismo, da vulgaridade, do egocentrismo, da ignorância e das discriminações. Daí, as suas superconsequências. Veja o mundo em que vivemos, tantos absurdos, tantas necessidades por parte daqueles que não detêm os tais superpoderes, que não são super-homens, não desfrutam dos chiques supermercados ou shopping centers, superigrejas, ou não são supercrentes, superstars, supersupers, ou melhor, o super do super!... e por aí vai, não se sabe para onde nesta megalomania que já virou alienação, um delírio frustrante entre certos seres humanos, enquanto que ninguém se propõe a baixar a guarda considerando que o maior deve servir o menor ou valer-se de ações positivas no sentido de um edificante bem comum; um bem maior que ocasione o bem-estar entre os homens, longe das rebeldias, exaltações, e tantas barbaridades desde mundo frio e cruel.
A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes, ou seja, Deus cuida dos mansos de espírito. “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”, pois, segundo os comentaristas, o pecado da soberba não permite que o insensato se beneficie da sabedoria de outrem, posto que o arrogante coloca-se acima de todos e de tudo, sem o devido temor, muito menos o temor de Deus que é o princípio do conhecimento, e, agindo tresloucadamente, despreza a sabedoria e a instrução. Convém anotar que este temor não significa um temor desconfiado de Deus, medo, terror, ou algo assim, mas, antes de qualquer coisa, consiste na admiração reverente e a resposta da fé em adoração a um Deus que Se revela como Criador, Salvador e Juiz. Os especialistas analisam que, enquanto em Sua graça comum, Deus capacita os indivíduos a saberem muito sobre o mundo, por outro lado, somente o temor do Senhor capacita a pessoa a saber o que alguma coisa significa em última análise. E, dependendo desse entendimento, a sabedoria persegue a tarefa de refletir sobre a experiência humana. “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” A sabedoria tem o seu princípio com o temor de Deus, coisa que o cínico escarnecedor jamais poderá compreender.
De superperseguidor de cristãos nos tempos da sua soberba, e da falta do temor de Deus, e apesar de toda a sua empáfia, o apóstolo Paulo foi transformado, e, como personalidade que traz um belo exemplo de um testemunho de conversão através de todos os tempos até os dias de hoje, ele foi alçado pela graça deste mesmo Deus a Quem pensava que poderia afrontar atacando Seus seguidores a ponto de, passado para o outro lado, ser ele mesmo, desta vez, o próprio perseguido, preso e martirizado pelos superpoderosos que antes o apoiavam, invertendo-se aí os papéis tendo em vista a sua nova fé, para a glória de Deus. Assim, revestido deste novo homem criado por Deus em justiça e santidade, Paulo iniciou o seu ministério, pregando nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus, diferentemente dos tempos da sua arrogância, confundindo os judeus que, atônitos, quando o ouviam, perguntavam-se: “Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui para levá-los presos aos principais dos sacerdotes?” Mas Paulo continuou falando ousadamente no nome do Senhor Jesus. A Bíblia diz que, assim, as Igrejas tinham paz, e eram edificadas, e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esse mesmo Jesus que Paulo afirmava que era o Filho de Deus também foi rejeitado até pelos Seus, tamanha era a incredulidade de um povo que não aceitava que Jesus havia deixado Nazaré como uma pessoa comum e voltasse como um rabino rodeado por Seus discípulos. As pessoas não acreditaram que um dos seus patrícios havia recebido uma missão dos céus. Recusaram persistentemente as evidências da presença e do poder de Deus, inibindo, com isso, a operação divina através da incredulidade. E Jesus não pôde fazer ali nenhum milagre. Quanto este fato, os comentaristas afirmam que, embora onipotente, Deus, na Sua soberania, não agirá em prol de bênção, em face da rebeldia humana, e que os milagres de Jesus não são magia, eles são relacionados positivamente à condição moral e à fé das pessoas. E esta fé operada por obra do Espírito de Deus é que nos faz proclamar que todo poder emana somente deste mesmo Deus que é e sempre será absolutamente Soberano e Todo-poderoso nos céus e na terra e de Quem todos os demais poderes somente dEle procedem, para Sua glória, mesmo que tivermos que enfrentar espinhos de quaisquer espécies ou jactâncias por parte daqueles que se autodefinem como super qualquer coisa nesta vida tal qual os superapóstolos dos tempos paulinos que agiam, e agem ainda hoje, não como servos de Deus, mas de Satanás, até mesmo dentro da própria Igreja, tentando impedir aqueles que são predestinados por Deus para denunciar a rebeldia entre os homens. Tentam, mas não conseguem. Nunca conseguiram e jamais conseguirão derrubar a Igreja de Deus, posto que quando pensam que ela está fraca, aí é que ela está forte e inabalavelmente firme na sua Rocha. Vivemos somente pela graça, não por qualquer outro superpoder imposto por homens. Poderoso é Deus que nos aperfeiçoa na nossa fraqueza e humildade para que em nós habite o poder de Cristo. “Por isso, sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo”, proclama o apóstolo Paulo, e, consequentemente, anuncia: “Porque quando estou fraco então sou forte.” Que Deus nos abençoe e nos aperfeiçoe na graça deste Cristo Jesus por meio do Seu Espírito Santo. Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:7-10.
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:137-144; Ezequiel 2:1-5
2Coríntios 12:7-10; Marcos 6:1-6
NOTAS
[1] Mateus 20:26-28; 23:11,12; Lucas 22:24-27; 14:11; 18:14; Jó 22:29; Salmo 18:27; Provérbios 15:33; 16:18,19; 18:12; 29:23; Tiago 4:6; 1Pedro 5:5,6; Isaías 66:2 Provérbios 1:7
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 764
[2] Provérbios 1:7; 9:10; Jó 28:28; Salmo 111:10
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 726
JONES REES, W. A., WALLS, ANDREW F. Os Provérbios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 640, 641. Reimpressão
[3] Atos 9:1-31; Efésios 4:22-27; 2Coríntios 11:5,13; 12:7-10; Ezequiel 2:3-5; Deuteronômio 32:4; 2Coríntios 12:9,10
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo:Vida Nova, 1963, 1990. p. 999. Reimpressão
segunda-feira, 29 de junho de 2009
UM TOQUE DE FÉ
“O SENHOR é Quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” – Salmo 121:5,8
AINDA HOJE vivemos nos tempos em que frequentemente algumas verdades são colocadas em dúvida por conta de escusos interesses de certos podres poderes que trazem à tona o desconforto da desconstução de um modo de vida até então vigente nos promissores projetos de uma ordem desde o princípio estabelecida, bisbilhotices estas que podem levar à desconfiança ou desvios de rota de muitos, principalmente daqueles que ainda não estão firmes no caminho que deveriam seguir, esfacelando, assim, todas as vias de uma crença profícua. Ou seja, um comportamento com vistas a virtudes que possam trazer benefícios e bem-estar para nós mesmos, e para os outros, posto que ninguém é uma ilha encravada longe dos respingos das águas em seu derredor. Assim como Satanás travestido de serpente colocou a dúvida naquilo que Deus havia ordenado obediência por parte do casal Adão e Eva que vivia natural e espiritualmente na mais perfeita paz em um ambiente saudável planejado pelo divino Criador para que nele vivesse livremente, cultivando-o, e protegendo-o contra os inimigos – embora houvesse regulamentos para se viver em harmonia por lá; eles tinham que cumprir alguns requisitos, e não cumpriram –, também vivemos rodeados de astutos pregadores de mentiras, perdulários do mal que, sem medir consequências, dissimulam-se em devaneios fraudulentos, levando muitos a acreditarem em falsas promessas ou premissas mal formuladas que nos induzem a descambar por caminhos que não nos levam a nada que nos edifique, embora pareçam ser aquilo que faltava no rol dos nossos sonhos. Mas, como dizem que nem tudo aquilo que brilha é ouro, muita vez, caímos em ciladas, se, incessantemente, não vigiarmos. Sofremos as sequelas catastróficas de uma queda da qual até hoje não conseguimos nos levantar sozinhos, dada a nossa herança de um estado moral pervertido, e de um intenso desejo de fugir da presença de Deus, mesmo sendo todos nós criados à Sua imagem e semelhança, e Sua existência ser uma idéia universal na raça humana até mesmo entre as mais atrasadas nações e tribos do mundo. Ainda hoje pessoas põem em dúvida as Sagradas Escrituras, e, consequentemente, a própria existência de Deus, sendo que, na opinião delas, o Deus das Escrituras é um Ser fora de moda, que não condiz com os padrões destes novos tempos, tendo em vista os avanços e a nova visão deste século. Até mesmo para muitos daqueles que se dizem cristãos, e até mesmo com o endosso de suas próprias lideranças, estes transgridem a Palavra de Deus, e adulteram literal e propositadamente o seu contexto por conta e proveito próprios, como se fossem deuses, surrupiando o lugar dAquele que é o Deus verdadeiro. Inferno, pecado, castigo, temor, justiça divina?... Tudo isso é coisa do passado, de outros tempos. Imagine se Deus aplicaria ou exigiria isso hoje em dia; Ele é tão bonzinho! Isso são coisas de outros tempos, interpretam, equivocadamente, como se estivessem acima de todas as coisas, e desprezam, arrogante e egoisticamente, todo um projeto idealizado cuidadosamente com amor para o nosso bem, e que, para tal, tem as suas próprias regras, mas que muitos de nós preferem jogar tudo na lata de lixo, não desvendando a seriedade dos negócios divinos, e que, por falta de responsabilidade, têm um fim trágico, infelizmente.
Deus não brinca em serviço. Deus não é um ser irresponsável que com tanto zelo concebeu toda a Sua obra, e, no final, viu que tudo era bom; fez alianças e cumpriu promessas maravilhosas prenunciadas a Suas criaturas, para depois não Se preocupar com ela. Deus não age assim. Nós, de nossa parte, é que devemos ter um mínimo de consideração por Ele, sendo, pelo menos, gratos diante de um Ser pessoalmente autoconsciente e autoexistente, que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas que, ao mesmo tempo, é imanente em cada parte desta criação, nos dizeres de Berkhof, acrescentando ainda que os verdadeiros crentes em Cristo devem aceitar a existência de Deus por fé. Não por uma demonstração lógica, embora esta fé não seja cega. Ela tem sua base nas provas que se acham nas Sagradas Escrituras como a Palavra inspirada deste mesmo Deus, além da revelação dEle na natureza. O incrédulo não tem a real compreensão destas coisas, e, sem fé, é impossível agradar a Deus, “porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam.” A Bíblia fala de certo profeta-cultista chamado Hananias a quem Jeremias denunciou por haver declarado publicamente sua oposição ao oráculo de Deus. Hananias não creu na Palavra de Deus, e levou o povo a confiar em mentiras, por isso, foi declarada a sua morte. Morreu porque foi rebelde ao SENHOR, desobedecendo, e interpretando do seu jeito a Palavra, não como verdadeiramente deveria ser anunciada a quem Deus pedira que a mensagem fosse enviada. Hananias falou por iniciativa própria, sem qualquer fonte superior de inspiração. Foi um falso profeta que faltou com a devida responsabilidade e acatamento perante a Palavra de Deus.
Também com Deus não se brinca. A Ele devemos obediência com toda reverência de um coração temente, e com tremor diante dEle devemos crer nEle não como um Deus de terror, mas como Quem merece toda honra e toda glória por ser um Deus de amor e infinitamente misericordioso que está acima de todas as coisas no céu e na terra. Um Deus que age com a autoridade que Lhe é devida. Um Deus que tem autoridade sobre a vida, sobre a morte e todas as enfermidades. Um Deus que é o doador da vida, que não tem prazer quando alguém se perde. Assim como na história de Hananias, a Bíblia também nos ensina quando fala de um chefe de certa sinagoga chamado Jairo cuja filha foi curada por Jesus. Jairo era pessoa importante na sua comunidade e na sua família; tinha seus subalternos, e, dentre seus deveres, incluíam a direção da adoração na sinagoga e a seleção daqueles que deveriam liderar a oração, a leitura das Escrituras e a pregação. Homem de fé, Jairo teve que apelar para o Senhor Jesus quando Este atravessou o mar da Galiléia, vindo de Decápolis, e desembarcou perto de Cafarnaum. A filha de Jairo tinha cerca de doze anos de idade e estava prestes a morrer, e Jairo humildemente pediu a Jesus que a curasse. Mas quando Jesus Se dirigia a casa de Jairo outro milagre também aconteceu. Em meio a uma multidão que O apertava havia uma mulher que sofria há dozes anos de um sangramento ininterrupto que nenhum médico conseguiu curar até então, mesmo tendo ela insistido na busca desta cura. A doença lhe incomodava. Ela era discriminada e humilhada por causa disso. Não podia relacionar-se com ninguém. Era como se ela fosse uma leprosa, conforme estabelecia a lei. Mas ela tinha muita fé, e ouviu falar das maravilhas que Jesus operava naqueles que têm fé. Ela queria ao menos tocar nas vestes de Jesus, assim, tinha certeza de que seria curada. “Se tão somente tocar nas Suas vestes, sararei”, falava consigo mesma, tamanha era a sua fé. E assim o fez, e o milagre aconteceu, quando Jesus lhe confirmou: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.” Quanto a Jairo, enquanto todos se apavoravam, temendo que a menina morresse, Jesus lhe disse: “Não temas, crê somente.” E chegando a casa do chefe da sinagoga todos riram de Jesus quando Ele disse que a menina não morrera, que ela estava apenas dormindo. Assim, tomando-a pela mão, ordenou: “Menina, a ti te digo, levanta-te.” A Bíblia diz que imediatamente a menina levantou, e começou a andar, para assombro daqueles incrédulos. É este o Deus dos verdadeiros cristãos, dos verdadeiros crentes em Jesus, não dos crentes em especulações que não levam a nada, a não ser a sua própria derrocada tal qual os Hananias de todos os tempos; de ontem e de hoje. Estes vivem inquietos, insatisfeitos, perdidos, mas, mesmo assim, não dão o braço a torcer. Desprezam e não reconhecem o seu próprio Criador como o seu Senhor e Salvador que fez o céu e a terra, e de onde vem o nosso socorro, mesmo que estes Hananias não aceitem isso. É Ele que não nos deixa vacilar nas horas mais amargas de nossa vida, mesmo estando nós em meio a uma multidão hipócrita que muita vez finge estar em sintonia com Deus, até mesmo nos momentos de adoração, mas que não está com o coração ligado nEle, pois, dissimuladamente muitos parecem estar contritos nEle, mas estão bem longe dEle. Estão bem longe da Sua Verdade porque não estão em espírito ligados nEle, talvez porque desconheçam que qualquer possibilidade de perigo é recompensada pela confiança ilimitada e indubitável no poder e na vigilância do Senhor, ratificam os especialistas. Não devemos, pois, ter medo, mas somente crer, e seguir em frente, posto que, se crermos, veremos a glória de um Deus que sempre responde a nosso toque de fé, guardando-nos de todo o mal, de dia e de noite, como diz o salmista. “O SENHOR é Quem te guarda. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” Que o Espírito Santo deste nosso Deus nos faça crer nEle, sempre, e em quaisquer circunstâncias, e que possamos prosseguir confirmando a nossa fé diante deste mundo incrédulo, para a glória de Deus Pai pela graça de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
REFLEXÃO DE HOJE
“Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; Aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é Quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” – Salmo 121:1-8
LEITURAS DE HOJE
Salmo 121; Jeremias 28:5-9
2Coríntios 8:1-9; Marcos 5:21-24a,35-43
NOTAS
[1] Provérbios 22:6; Gênesis 3:1-24; 2:4-17
BERKHOF, LOUIS. Teologia Sistemática. 3.ª ed. revisada. Trad. Odayr Olivetti. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. p. 20, 21
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 12, 13
[2] Gênesis 1:10,12,18,21,25,31; Hebreus 11:6; Jeremias 27:2,3,6-14,22; 28:1-17
O Novo Dicionário da Bíblia. vol. 1. editor org. J. D. Douglas (editor em português R. P. Shedd). Trad. por João Bentes. São Paulo: Vida Nova, 1962, 1990. p.694. Reimpressão
CAWLEY, F.Jeremias: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.762, 763. Reimpressão
[3] Marcos 5:21-43; Levítico 15:25-27; Salmo 121:1-8; João 11:40
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.608. Reimpressão
AINDA HOJE vivemos nos tempos em que frequentemente algumas verdades são colocadas em dúvida por conta de escusos interesses de certos podres poderes que trazem à tona o desconforto da desconstução de um modo de vida até então vigente nos promissores projetos de uma ordem desde o princípio estabelecida, bisbilhotices estas que podem levar à desconfiança ou desvios de rota de muitos, principalmente daqueles que ainda não estão firmes no caminho que deveriam seguir, esfacelando, assim, todas as vias de uma crença profícua. Ou seja, um comportamento com vistas a virtudes que possam trazer benefícios e bem-estar para nós mesmos, e para os outros, posto que ninguém é uma ilha encravada longe dos respingos das águas em seu derredor. Assim como Satanás travestido de serpente colocou a dúvida naquilo que Deus havia ordenado obediência por parte do casal Adão e Eva que vivia natural e espiritualmente na mais perfeita paz em um ambiente saudável planejado pelo divino Criador para que nele vivesse livremente, cultivando-o, e protegendo-o contra os inimigos – embora houvesse regulamentos para se viver em harmonia por lá; eles tinham que cumprir alguns requisitos, e não cumpriram –, também vivemos rodeados de astutos pregadores de mentiras, perdulários do mal que, sem medir consequências, dissimulam-se em devaneios fraudulentos, levando muitos a acreditarem em falsas promessas ou premissas mal formuladas que nos induzem a descambar por caminhos que não nos levam a nada que nos edifique, embora pareçam ser aquilo que faltava no rol dos nossos sonhos. Mas, como dizem que nem tudo aquilo que brilha é ouro, muita vez, caímos em ciladas, se, incessantemente, não vigiarmos. Sofremos as sequelas catastróficas de uma queda da qual até hoje não conseguimos nos levantar sozinhos, dada a nossa herança de um estado moral pervertido, e de um intenso desejo de fugir da presença de Deus, mesmo sendo todos nós criados à Sua imagem e semelhança, e Sua existência ser uma idéia universal na raça humana até mesmo entre as mais atrasadas nações e tribos do mundo. Ainda hoje pessoas põem em dúvida as Sagradas Escrituras, e, consequentemente, a própria existência de Deus, sendo que, na opinião delas, o Deus das Escrituras é um Ser fora de moda, que não condiz com os padrões destes novos tempos, tendo em vista os avanços e a nova visão deste século. Até mesmo para muitos daqueles que se dizem cristãos, e até mesmo com o endosso de suas próprias lideranças, estes transgridem a Palavra de Deus, e adulteram literal e propositadamente o seu contexto por conta e proveito próprios, como se fossem deuses, surrupiando o lugar dAquele que é o Deus verdadeiro. Inferno, pecado, castigo, temor, justiça divina?... Tudo isso é coisa do passado, de outros tempos. Imagine se Deus aplicaria ou exigiria isso hoje em dia; Ele é tão bonzinho! Isso são coisas de outros tempos, interpretam, equivocadamente, como se estivessem acima de todas as coisas, e desprezam, arrogante e egoisticamente, todo um projeto idealizado cuidadosamente com amor para o nosso bem, e que, para tal, tem as suas próprias regras, mas que muitos de nós preferem jogar tudo na lata de lixo, não desvendando a seriedade dos negócios divinos, e que, por falta de responsabilidade, têm um fim trágico, infelizmente.
Deus não brinca em serviço. Deus não é um ser irresponsável que com tanto zelo concebeu toda a Sua obra, e, no final, viu que tudo era bom; fez alianças e cumpriu promessas maravilhosas prenunciadas a Suas criaturas, para depois não Se preocupar com ela. Deus não age assim. Nós, de nossa parte, é que devemos ter um mínimo de consideração por Ele, sendo, pelo menos, gratos diante de um Ser pessoalmente autoconsciente e autoexistente, que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas que, ao mesmo tempo, é imanente em cada parte desta criação, nos dizeres de Berkhof, acrescentando ainda que os verdadeiros crentes em Cristo devem aceitar a existência de Deus por fé. Não por uma demonstração lógica, embora esta fé não seja cega. Ela tem sua base nas provas que se acham nas Sagradas Escrituras como a Palavra inspirada deste mesmo Deus, além da revelação dEle na natureza. O incrédulo não tem a real compreensão destas coisas, e, sem fé, é impossível agradar a Deus, “porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam.” A Bíblia fala de certo profeta-cultista chamado Hananias a quem Jeremias denunciou por haver declarado publicamente sua oposição ao oráculo de Deus. Hananias não creu na Palavra de Deus, e levou o povo a confiar em mentiras, por isso, foi declarada a sua morte. Morreu porque foi rebelde ao SENHOR, desobedecendo, e interpretando do seu jeito a Palavra, não como verdadeiramente deveria ser anunciada a quem Deus pedira que a mensagem fosse enviada. Hananias falou por iniciativa própria, sem qualquer fonte superior de inspiração. Foi um falso profeta que faltou com a devida responsabilidade e acatamento perante a Palavra de Deus.
Também com Deus não se brinca. A Ele devemos obediência com toda reverência de um coração temente, e com tremor diante dEle devemos crer nEle não como um Deus de terror, mas como Quem merece toda honra e toda glória por ser um Deus de amor e infinitamente misericordioso que está acima de todas as coisas no céu e na terra. Um Deus que age com a autoridade que Lhe é devida. Um Deus que tem autoridade sobre a vida, sobre a morte e todas as enfermidades. Um Deus que é o doador da vida, que não tem prazer quando alguém se perde. Assim como na história de Hananias, a Bíblia também nos ensina quando fala de um chefe de certa sinagoga chamado Jairo cuja filha foi curada por Jesus. Jairo era pessoa importante na sua comunidade e na sua família; tinha seus subalternos, e, dentre seus deveres, incluíam a direção da adoração na sinagoga e a seleção daqueles que deveriam liderar a oração, a leitura das Escrituras e a pregação. Homem de fé, Jairo teve que apelar para o Senhor Jesus quando Este atravessou o mar da Galiléia, vindo de Decápolis, e desembarcou perto de Cafarnaum. A filha de Jairo tinha cerca de doze anos de idade e estava prestes a morrer, e Jairo humildemente pediu a Jesus que a curasse. Mas quando Jesus Se dirigia a casa de Jairo outro milagre também aconteceu. Em meio a uma multidão que O apertava havia uma mulher que sofria há dozes anos de um sangramento ininterrupto que nenhum médico conseguiu curar até então, mesmo tendo ela insistido na busca desta cura. A doença lhe incomodava. Ela era discriminada e humilhada por causa disso. Não podia relacionar-se com ninguém. Era como se ela fosse uma leprosa, conforme estabelecia a lei. Mas ela tinha muita fé, e ouviu falar das maravilhas que Jesus operava naqueles que têm fé. Ela queria ao menos tocar nas vestes de Jesus, assim, tinha certeza de que seria curada. “Se tão somente tocar nas Suas vestes, sararei”, falava consigo mesma, tamanha era a sua fé. E assim o fez, e o milagre aconteceu, quando Jesus lhe confirmou: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.” Quanto a Jairo, enquanto todos se apavoravam, temendo que a menina morresse, Jesus lhe disse: “Não temas, crê somente.” E chegando a casa do chefe da sinagoga todos riram de Jesus quando Ele disse que a menina não morrera, que ela estava apenas dormindo. Assim, tomando-a pela mão, ordenou: “Menina, a ti te digo, levanta-te.” A Bíblia diz que imediatamente a menina levantou, e começou a andar, para assombro daqueles incrédulos. É este o Deus dos verdadeiros cristãos, dos verdadeiros crentes em Jesus, não dos crentes em especulações que não levam a nada, a não ser a sua própria derrocada tal qual os Hananias de todos os tempos; de ontem e de hoje. Estes vivem inquietos, insatisfeitos, perdidos, mas, mesmo assim, não dão o braço a torcer. Desprezam e não reconhecem o seu próprio Criador como o seu Senhor e Salvador que fez o céu e a terra, e de onde vem o nosso socorro, mesmo que estes Hananias não aceitem isso. É Ele que não nos deixa vacilar nas horas mais amargas de nossa vida, mesmo estando nós em meio a uma multidão hipócrita que muita vez finge estar em sintonia com Deus, até mesmo nos momentos de adoração, mas que não está com o coração ligado nEle, pois, dissimuladamente muitos parecem estar contritos nEle, mas estão bem longe dEle. Estão bem longe da Sua Verdade porque não estão em espírito ligados nEle, talvez porque desconheçam que qualquer possibilidade de perigo é recompensada pela confiança ilimitada e indubitável no poder e na vigilância do Senhor, ratificam os especialistas. Não devemos, pois, ter medo, mas somente crer, e seguir em frente, posto que, se crermos, veremos a glória de um Deus que sempre responde a nosso toque de fé, guardando-nos de todo o mal, de dia e de noite, como diz o salmista. “O SENHOR é Quem te guarda. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” Que o Espírito Santo deste nosso Deus nos faça crer nEle, sempre, e em quaisquer circunstâncias, e que possamos prosseguir confirmando a nossa fé diante deste mundo incrédulo, para a glória de Deus Pai pela graça de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
REFLEXÃO DE HOJE
“Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; Aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é Quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.” – Salmo 121:1-8
LEITURAS DE HOJE
Salmo 121; Jeremias 28:5-9
2Coríntios 8:1-9; Marcos 5:21-24a,35-43
NOTAS
[1] Provérbios 22:6; Gênesis 3:1-24; 2:4-17
BERKHOF, LOUIS. Teologia Sistemática. 3.ª ed. revisada. Trad. Odayr Olivetti. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. p. 20, 21
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 12, 13
[2] Gênesis 1:10,12,18,21,25,31; Hebreus 11:6; Jeremias 27:2,3,6-14,22; 28:1-17
O Novo Dicionário da Bíblia. vol. 1. editor org. J. D. Douglas (editor em português R. P. Shedd). Trad. por João Bentes. São Paulo: Vida Nova, 1962, 1990. p.694. Reimpressão
CAWLEY, F.Jeremias: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.762, 763. Reimpressão
[3] Marcos 5:21-43; Levítico 15:25-27; Salmo 121:1-8; João 11:40
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.608. Reimpressão
segunda-feira, 22 de junho de 2009
POR UMA SÓ PALAVRA
“Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?” – Marcos 4:40
UM IMPORTANTE canal de televisão estatal veiculou nesta semana um programa que tinha como tema o tempo na visão religiosa e profana que foi apresentado em formato de palestra num auditório de uma outra empresa também estatal proferida por um intelectual a quem se conferiram os créditos de filósofo e professor. Focando mais no contexto judaísmo-cristianismo e, resvalando um pouco pelo budismo, disse que é até atraente ser budista nas rodas sociais hoje em dia, segundo ele, diferentemente de quando uma pessoa diz ser católica ou evangélica fora do seu rebanho, tendo em vista as características práticas de cada um destes segmentos. O filósofo-professor discorreu tudo na mais perfeita retórica, passando de uma religião a outra, às vezes, até digno de aplausos, além de mencionar, explicando resumidamente, as teorias sobre religião definidas segundo os conceitos de Freud (1856-1939), Marx (1818-1883), Nietszche (1844-1900) e Darwin (1809-1882) – os assim denominados quatro cavaleiros do ateísmo. Até aí, tudo muito bem; todo mundo concentrado, anotando tudo direitinho, imbuído na veemência e segurança com que o especialista explanava o assunto da pauta, incumbindo-se para que fosse bem apreendido, a não ser quando, já quase ao final do evento, talvez permitido a participações dos ouvintes, alguém da plateia lhe perguntou de microfone em punho qual era a sua opção ou opinião pessoal, ou coisa assim, em meio a tudo isso. Foi quando o filósofo-professor, meio ensimesmado, esbanjou uma sarcástica gargalhada, e devolvendo a pergunta a seu interlocutor, rapidamente atropelou: Você está me perguntando se eu tenho uma religião? E, de pronto, repetindo a mesma gargalhada zombeteira, sem responder objetiva e claramente a respeito do seu credo, afirmou que não existem provas sobre a existência de Deus. E, assim, sobem os créditos da produção do programa, a chamada para o intervalo, os comerciais, a outra vinheta, outro programa, e a vida, ou melhor, a programação, continua às mil maravilhas deste mundo como se tudo surgisse do nada e diante do nada tudo se sucumbisse, e mais nada; e a gente no meio disso tudo tendo que inventar qualquer coisa para sobreviver neste imbróglio todo até quando a morte chegar e tudo se acabar, assim, do nada, e para o nada, segundo este filósofo-professor apóstata que sai por aí defendendo incredulidades, assim como tantas outras pessoas formadoras de opinião que, apesar deste seu imenso potencial, andam de braços dados com a apostasia em plenas vias deste século. E nós, que andamos por aí identificando-nos como crentes, será que o somos realmente? O que temos apregoado neste mundo ridículo e incrédulo? Como e o que temos apregoado? Será que temos anunciado alguma coisa edificante? Será que não saímos por aí com a Bíblia debaixo do braço utilizando-a apenas e tão somente para proveito próprio descontextualizando os seus textos e, com isso, desvirtuando a divina Palavra, de uma maneira ou de outra, constrangendo as pessoas, gerando mais uma multidão de apóstatas? Por onde anda a nossa genuína fé? Por onde anda a convicção daquela fé nAquele a Quem em espírito e em verdade devemos adorar e louvar? Será que diante de tantas bordoadas também não estamos sendo desleixadamente desencorajados, tímidos, sem ânimo para defender esta nossa fé a todo custo? Ou será que nos abatemos, assim, com tanta facilidade, diante de qualquer novo embate? Quem foi que disse que era tão fácil carregar a nossa cruz, enfrentando todos os ventos contrários, e, ao mesmo tempo, ser fiel a Deus neste mundo tão sedutor e tão perdido? Por que, então, muitas vezes, somos tão tímidos? Por onde anda a nossa fé? Que estejamos atentos as nossas reais responsabilidades, não perdendo de vista o nosso chamado! Que tenhamos ânimo, posto que seguir a Jesus, carregar a nossa cruz com e como Ele carregou a Sua por nossa causa, é para quem realmente crê nEle como o único verdadeiro Senhor e Salvador; para quem foi chamado por Ele para segui-lO devidamente. Somos Seus discípulos ou não somos? Ou será que nos esquecemos de mirar nEle quando estamos fraquejados? Aliás, sem Ele, é que estaremos, de fato, sendo envolvidos pelos ventos de uma tempestade avassaladora que nos distanciam cada vez mais da verdadeira bonança; da segurança de nossa salvação, enfim, do nosso porto seguro que é a nossa eterna paz celestial, a menos que também andemos por aí somente na base da retórica sem condições de testificarmos aquilo que andamos apregoando, ou seja, a nossa fé eficazmente aplicada pelo Espírito de Deus.
Como crentes em Jesus, como cristãos, ou seja, como fiéis seguidores dos ensinamentos de Cristo, temos que ser coerentes entre o nosso discurso e a nossa prática, assim como fez o próprio Mestre que, além de ser um exemplo de vida a ser seguido por todos nós, em todos os aspectos, quando Ele fala, as coisas acontecem. Os discursos não ficam apenas em palavras ocas, jorradas somente da boca para fora em púlpitos, palanques ou no corpo a corpo com o intuito de agradar a uns e a outros, apenas, conforme a medida de nossos interesses. As palavras de Jesus, mesmo em forma de parábolas ou outras alegorias e similares, não são frases sem sentido, sem provas, sem respaldo, posto que são a Palavra de Deus nEle encarnada, e que se manifesta em atos, concretamente falando, por ela ser a Verdade. Por isso, Jesus tem autoridade nas Suas palavras. Ele fala com a autoridade do Pai, já que, juntos, Eles são um; um único Deus, juntamente com o Espírito Santo que dEles procede, sendo estas três pessoas desta Divindade um único Deus da mesma substância, iguais em poder e glória. Então, Ele é a própria Palavra, e a Sua Palavra tem poder. Poder de transformar pessoas, não só espiritualmente, mas também no mundo natural, já que o novo nascimento não é uma ação parcial, mas, sim, uma mudança de vida total, dos nossos pés a nossa cabeça, passando principalmente por nosso coração, ou seja, pelo mais íntimo do nosso ser interior, do nosso espírito, com quem o Espírito de Deus testifica que somos filhos de Deus, intercedendo por nós, ajudando-nos nas nossas fraquezas quando não sabemos fazer aquilo que Deus quer que façamos. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É o Espírito de Deus intercedendo pelos santos. É a Palavra de Deus trabalhando dentro de nós por meio da fé; ações estas operadas por este mesmo Espírito Santo.
Sendo a Bíblia a revelação desta Palavra escrita, ou seja, o caminho por onde Deus pode ser conhecido, ela prescreve a fé e a prática cristãs nela contidas refletindo as razões precípuas de uma vida voltada para o bem, para a salvação do homem miseravelmente caído por causa da sua desobediência, por causa do seu pecado, trazendo ainda em seus ensinos uma inestimável influência espiritual para nossas vidas – cujas bênçãos de Deus são usufruídas já neste mundo. De inspiração divina, portanto, inerrante e infalível naquilo que ela ensina, a Bíblia nos mostra o agir de Deus em toda a história, conforme Suas promessas desde os tempos mais remotos. São as maravilhas do poder de Deus manifestando-se por meio da Sua Palavra, derrotando o poder do mal em quaisquer circunstâncias. Suas ações justificam a Sua Palavra, não que Ele precisa de provas, de justificativas, para avaliar ou garantir a Sua própria existência ou ações, posto que Ele é, e age, absolutamente soberano por meio de Suas poderosas obras em todos os tempos; ontem, hoje e sempre. E também porque Ele é Deus, o SENHOR forte e poderoso, o Senhor de todas as coisas que existem no céu e na terra, posto que dEle é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Deus fala e tudo é criado; ordena e tudo começa a existir. Emudece a fúria do mar, acalma todos os tipos de tempestade, seja no sentido literal ou espiritual, assim como coloca Satanás no seu devido lugar, ou seja, debaixo dos Seus pés, e ainda nos conclama a sermos corajosos, e não tímidos, e que tenhamos fé. Tudo acontece por uma só Palavra Sua, e todos Lhe obedecem! Somente Ele nos traz paz porque nEle está a verdadeira paz. É esta força da Sua autoridade divina que Jesus demonstrou, e vem demonstrando, muito bem no meio de nós. O pior cego é aquele que não quer ou não pode ver nem entender que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Mas tudo isto provém de Deus – na opinião do apóstolo Paulo –, “que nos reconciliou Consigo mesmo por Jesus Cristo (...)”, abrindo-nos um novo estilo de vida, para a Sua glória, já que o nosso fim principal é glorificar a Deus, e gozá-lO para sempre, “porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém.”
REFLEXÃO DE HOJE
“Louvai ao SENHOR, porque Ele é bom, porque a Sua benignidade dura para sempre. Digam-no os remidos do SENHOR, os que remiu da mão do inimigo, e os que congregou das terras do oriente e do ocidente, do norte e do sul. Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas. Esses veem as obras do SENHOR, e as Suas maravilhas no profundo. Pois Ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas. Sobem aos céus; descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústia. Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino. Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e Ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietam; assim os leva ao seu porto desejado. Louvem ao SENHOR pela Sua bondade, e pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens. Exaltem-nO na congregação do povo, e glorifiquem-nO na assembléia dos anciãos.” – Salmo 107:1-3,23-32
LEITURAS DE HOJE
Salmo 107:1-3,23-32; Jó 38:1-11
2Coríntios 5:14-21; Marcos 4:35-41
NOTAS
[1]Êxodo 3:14; 34:6,7; Gênesis 17:1; Salmo 90:2; 145:3; Malaquias 3:6;Romanos 11:3; Tiago 1:17; Apocalipse 4:8; Gênesis 1:1-31; Salmo 8:6-8; 33:6,9; 104:1-35; 148:1-14; João 1:1-3; Atos 17:25-28; Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:2; 11:1,3; 2Pedro 3:5; Romanos 8:13-18; 1Coríntios 15:12-15,19-25; 50-54; 2Coríntios 5:1-5; Filipenses 3:20,21; 1João 3:1-5; 4:1-6; Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; João 4:24; Mateus 16:24-27; 20:28; 2Coríntios 5:21; 1Timóteo 2:5; Filipenses 2:6-8; Gálatas 3:13; Isaías 53:3; 1Coríntios 15:3,4; João 1:12,13; 3:5,6; 1Coríntios 12:12,13; Gálatas 2:20; Efésios 2:8; Tito 3:5,6
[2]Mateus 3:16,17; 28:19; João 1:1; 3:18; Atos 5:3,4; 2Coríntios 13:13; Hebreus 1:3; Romanos 8:16,26,27,31b
O Breve Catecismo de Westminster. 2.ª ed. Trad. por Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 7, 10-12, 26. Reimpressão
[3]João 14:26; 16:13; 1Pedro 1:12; 1Coríntios 2:12,13; 1Tessalonicenses 4:2,14;
2Tessalonicenses 3:6,12; 1Coríntios 14:37; Mateus 4:1-11; Salmo 24:1,8b; 33:9; Marcos 4:39; 2Coríntios 5:17,18a; Romanos 11:36; 14:7,8; 1Coríntios 10:31; Salmo 73:24-26; Isaías 43:7; 61:3; Efésios 1:5,6; João 17:22,24
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 996, 997. Reimpressão
UM IMPORTANTE canal de televisão estatal veiculou nesta semana um programa que tinha como tema o tempo na visão religiosa e profana que foi apresentado em formato de palestra num auditório de uma outra empresa também estatal proferida por um intelectual a quem se conferiram os créditos de filósofo e professor. Focando mais no contexto judaísmo-cristianismo e, resvalando um pouco pelo budismo, disse que é até atraente ser budista nas rodas sociais hoje em dia, segundo ele, diferentemente de quando uma pessoa diz ser católica ou evangélica fora do seu rebanho, tendo em vista as características práticas de cada um destes segmentos. O filósofo-professor discorreu tudo na mais perfeita retórica, passando de uma religião a outra, às vezes, até digno de aplausos, além de mencionar, explicando resumidamente, as teorias sobre religião definidas segundo os conceitos de Freud (1856-1939), Marx (1818-1883), Nietszche (1844-1900) e Darwin (1809-1882) – os assim denominados quatro cavaleiros do ateísmo. Até aí, tudo muito bem; todo mundo concentrado, anotando tudo direitinho, imbuído na veemência e segurança com que o especialista explanava o assunto da pauta, incumbindo-se para que fosse bem apreendido, a não ser quando, já quase ao final do evento, talvez permitido a participações dos ouvintes, alguém da plateia lhe perguntou de microfone em punho qual era a sua opção ou opinião pessoal, ou coisa assim, em meio a tudo isso. Foi quando o filósofo-professor, meio ensimesmado, esbanjou uma sarcástica gargalhada, e devolvendo a pergunta a seu interlocutor, rapidamente atropelou: Você está me perguntando se eu tenho uma religião? E, de pronto, repetindo a mesma gargalhada zombeteira, sem responder objetiva e claramente a respeito do seu credo, afirmou que não existem provas sobre a existência de Deus. E, assim, sobem os créditos da produção do programa, a chamada para o intervalo, os comerciais, a outra vinheta, outro programa, e a vida, ou melhor, a programação, continua às mil maravilhas deste mundo como se tudo surgisse do nada e diante do nada tudo se sucumbisse, e mais nada; e a gente no meio disso tudo tendo que inventar qualquer coisa para sobreviver neste imbróglio todo até quando a morte chegar e tudo se acabar, assim, do nada, e para o nada, segundo este filósofo-professor apóstata que sai por aí defendendo incredulidades, assim como tantas outras pessoas formadoras de opinião que, apesar deste seu imenso potencial, andam de braços dados com a apostasia em plenas vias deste século. E nós, que andamos por aí identificando-nos como crentes, será que o somos realmente? O que temos apregoado neste mundo ridículo e incrédulo? Como e o que temos apregoado? Será que temos anunciado alguma coisa edificante? Será que não saímos por aí com a Bíblia debaixo do braço utilizando-a apenas e tão somente para proveito próprio descontextualizando os seus textos e, com isso, desvirtuando a divina Palavra, de uma maneira ou de outra, constrangendo as pessoas, gerando mais uma multidão de apóstatas? Por onde anda a nossa genuína fé? Por onde anda a convicção daquela fé nAquele a Quem em espírito e em verdade devemos adorar e louvar? Será que diante de tantas bordoadas também não estamos sendo desleixadamente desencorajados, tímidos, sem ânimo para defender esta nossa fé a todo custo? Ou será que nos abatemos, assim, com tanta facilidade, diante de qualquer novo embate? Quem foi que disse que era tão fácil carregar a nossa cruz, enfrentando todos os ventos contrários, e, ao mesmo tempo, ser fiel a Deus neste mundo tão sedutor e tão perdido? Por que, então, muitas vezes, somos tão tímidos? Por onde anda a nossa fé? Que estejamos atentos as nossas reais responsabilidades, não perdendo de vista o nosso chamado! Que tenhamos ânimo, posto que seguir a Jesus, carregar a nossa cruz com e como Ele carregou a Sua por nossa causa, é para quem realmente crê nEle como o único verdadeiro Senhor e Salvador; para quem foi chamado por Ele para segui-lO devidamente. Somos Seus discípulos ou não somos? Ou será que nos esquecemos de mirar nEle quando estamos fraquejados? Aliás, sem Ele, é que estaremos, de fato, sendo envolvidos pelos ventos de uma tempestade avassaladora que nos distanciam cada vez mais da verdadeira bonança; da segurança de nossa salvação, enfim, do nosso porto seguro que é a nossa eterna paz celestial, a menos que também andemos por aí somente na base da retórica sem condições de testificarmos aquilo que andamos apregoando, ou seja, a nossa fé eficazmente aplicada pelo Espírito de Deus.
Como crentes em Jesus, como cristãos, ou seja, como fiéis seguidores dos ensinamentos de Cristo, temos que ser coerentes entre o nosso discurso e a nossa prática, assim como fez o próprio Mestre que, além de ser um exemplo de vida a ser seguido por todos nós, em todos os aspectos, quando Ele fala, as coisas acontecem. Os discursos não ficam apenas em palavras ocas, jorradas somente da boca para fora em púlpitos, palanques ou no corpo a corpo com o intuito de agradar a uns e a outros, apenas, conforme a medida de nossos interesses. As palavras de Jesus, mesmo em forma de parábolas ou outras alegorias e similares, não são frases sem sentido, sem provas, sem respaldo, posto que são a Palavra de Deus nEle encarnada, e que se manifesta em atos, concretamente falando, por ela ser a Verdade. Por isso, Jesus tem autoridade nas Suas palavras. Ele fala com a autoridade do Pai, já que, juntos, Eles são um; um único Deus, juntamente com o Espírito Santo que dEles procede, sendo estas três pessoas desta Divindade um único Deus da mesma substância, iguais em poder e glória. Então, Ele é a própria Palavra, e a Sua Palavra tem poder. Poder de transformar pessoas, não só espiritualmente, mas também no mundo natural, já que o novo nascimento não é uma ação parcial, mas, sim, uma mudança de vida total, dos nossos pés a nossa cabeça, passando principalmente por nosso coração, ou seja, pelo mais íntimo do nosso ser interior, do nosso espírito, com quem o Espírito de Deus testifica que somos filhos de Deus, intercedendo por nós, ajudando-nos nas nossas fraquezas quando não sabemos fazer aquilo que Deus quer que façamos. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” É o Espírito de Deus intercedendo pelos santos. É a Palavra de Deus trabalhando dentro de nós por meio da fé; ações estas operadas por este mesmo Espírito Santo.
Sendo a Bíblia a revelação desta Palavra escrita, ou seja, o caminho por onde Deus pode ser conhecido, ela prescreve a fé e a prática cristãs nela contidas refletindo as razões precípuas de uma vida voltada para o bem, para a salvação do homem miseravelmente caído por causa da sua desobediência, por causa do seu pecado, trazendo ainda em seus ensinos uma inestimável influência espiritual para nossas vidas – cujas bênçãos de Deus são usufruídas já neste mundo. De inspiração divina, portanto, inerrante e infalível naquilo que ela ensina, a Bíblia nos mostra o agir de Deus em toda a história, conforme Suas promessas desde os tempos mais remotos. São as maravilhas do poder de Deus manifestando-se por meio da Sua Palavra, derrotando o poder do mal em quaisquer circunstâncias. Suas ações justificam a Sua Palavra, não que Ele precisa de provas, de justificativas, para avaliar ou garantir a Sua própria existência ou ações, posto que Ele é, e age, absolutamente soberano por meio de Suas poderosas obras em todos os tempos; ontem, hoje e sempre. E também porque Ele é Deus, o SENHOR forte e poderoso, o Senhor de todas as coisas que existem no céu e na terra, posto que dEle é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Deus fala e tudo é criado; ordena e tudo começa a existir. Emudece a fúria do mar, acalma todos os tipos de tempestade, seja no sentido literal ou espiritual, assim como coloca Satanás no seu devido lugar, ou seja, debaixo dos Seus pés, e ainda nos conclama a sermos corajosos, e não tímidos, e que tenhamos fé. Tudo acontece por uma só Palavra Sua, e todos Lhe obedecem! Somente Ele nos traz paz porque nEle está a verdadeira paz. É esta força da Sua autoridade divina que Jesus demonstrou, e vem demonstrando, muito bem no meio de nós. O pior cego é aquele que não quer ou não pode ver nem entender que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Mas tudo isto provém de Deus – na opinião do apóstolo Paulo –, “que nos reconciliou Consigo mesmo por Jesus Cristo (...)”, abrindo-nos um novo estilo de vida, para a Sua glória, já que o nosso fim principal é glorificar a Deus, e gozá-lO para sempre, “porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém.”
REFLEXÃO DE HOJE
“Louvai ao SENHOR, porque Ele é bom, porque a Sua benignidade dura para sempre. Digam-no os remidos do SENHOR, os que remiu da mão do inimigo, e os que congregou das terras do oriente e do ocidente, do norte e do sul. Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas. Esses veem as obras do SENHOR, e as Suas maravilhas no profundo. Pois Ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas. Sobem aos céus; descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústia. Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino. Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e Ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietam; assim os leva ao seu porto desejado. Louvem ao SENHOR pela Sua bondade, e pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens. Exaltem-nO na congregação do povo, e glorifiquem-nO na assembléia dos anciãos.” – Salmo 107:1-3,23-32
LEITURAS DE HOJE
Salmo 107:1-3,23-32; Jó 38:1-11
2Coríntios 5:14-21; Marcos 4:35-41
NOTAS
[1]Êxodo 3:14; 34:6,7; Gênesis 17:1; Salmo 90:2; 145:3; Malaquias 3:6;Romanos 11:3; Tiago 1:17; Apocalipse 4:8; Gênesis 1:1-31; Salmo 8:6-8; 33:6,9; 104:1-35; 148:1-14; João 1:1-3; Atos 17:25-28; Colossenses 1:15-17; Hebreus 1:2; 11:1,3; 2Pedro 3:5; Romanos 8:13-18; 1Coríntios 15:12-15,19-25; 50-54; 2Coríntios 5:1-5; Filipenses 3:20,21; 1João 3:1-5; 4:1-6; Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; João 4:24; Mateus 16:24-27; 20:28; 2Coríntios 5:21; 1Timóteo 2:5; Filipenses 2:6-8; Gálatas 3:13; Isaías 53:3; 1Coríntios 15:3,4; João 1:12,13; 3:5,6; 1Coríntios 12:12,13; Gálatas 2:20; Efésios 2:8; Tito 3:5,6
[2]Mateus 3:16,17; 28:19; João 1:1; 3:18; Atos 5:3,4; 2Coríntios 13:13; Hebreus 1:3; Romanos 8:16,26,27,31b
O Breve Catecismo de Westminster. 2.ª ed. Trad. por Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 7, 10-12, 26. Reimpressão
[3]João 14:26; 16:13; 1Pedro 1:12; 1Coríntios 2:12,13; 1Tessalonicenses 4:2,14;
2Tessalonicenses 3:6,12; 1Coríntios 14:37; Mateus 4:1-11; Salmo 24:1,8b; 33:9; Marcos 4:39; 2Coríntios 5:17,18a; Romanos 11:36; 14:7,8; 1Coríntios 10:31; Salmo 73:24-26; Isaías 43:7; 61:3; Efésios 1:5,6; João 17:22,24
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 996, 997. Reimpressão
domingo, 14 de junho de 2009
PODEROSA PEQUENA SEMENTE
“(...) mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Qual agora alcançamos a reconciliação.” - Romanos 5:11b
MUITAS VEZES, e até mesmo pelo nosso jeito de ser, de pensar e agir, humanamente falando, atuamos acostumados com a nossa formação que herdamos e aprendemos a lidar desde cedo em meio a tanta competição e concorrência, e também a deformações de conceitos, mirando naqueles que obtêm os resultados que nós ainda não obtivemos; cobiçando e espelhando-nos em aparatos alheios e externamente visíveis. Muitas vezes nos frustramos ao vermos que os outros já alcançaram suas metas, e nós ainda continuamos capengando, como se não encontrássemos a trilha certa, achando que estamos perdidos, longe dos prazos e espaços que fixamos. Nós queremos que as coisas aconteçam do nosso jeito, assim, de imediato, ao nosso tempo, e exatamente como gostaríamos que acontecessem. Muitas vezes nem respeitamos o jeito de ser dos outros, e aí, de pronto, invadimos seus espaços e privacidades e começamos a exagerar em palavras e atitudes, perdendo a paciência, e, metendo os pés pelas mãos, como se fôssemos todo-poderosos, e, com as nossas todo-poderosas atuações, pomos tudo a perder. Muitas vezes nem sabemos por que, posto que não conseguimos enxergar ou ter a sensibilidade para entender que só caminharemos seguramente e a passos firmes depois que aprendermos a engatinhar e que só conseguiremos os nossos objetivos depois de darmos cada passo e, passo a passo, experimentarmos esse cada passo. E, paulatinamente, muitas vezes até caindo, mas nos levantando, nesta sequência, é que chegamos lá, colhendo os frutos daquilo que sonhamos, e que semeamos grão a grão, suando, e até mesmo chorando. Não importa quando e onde queremos chegar, tudo tem o seu tempo. Basta acreditar. Mas acreditar nAquele que é maior do que todos nós juntos; nAquele que pode fazer e acontecer de verdade, sem nenhuma falcatrua.O sábio Salomão, desafiando o nosso entendimento, e em defesa da fé em Deus, para quem esta fé é o único caminho para a realização humana, ensina que aquele que é verdadeiramente sábio busca e geralmente acha o tempo próprio para cada ação, posto que muitas vezes não conhecemos o nosso tempo determinado, já que é o próprio Deus Quem determina este nosso tempo. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, declara, e, do fundo do seu coração, afirma que Deus julgará o justo e o ímpio porque “há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”. É preciso, então, ter confiança em Deus, e colocar os nossos tempos nas mãos dEle para que Ele nos livre das mãos dos nossos inimigos, daqueles que não acreditam, que pensam que tudo na vida é muito fácil, e que nos perseguem, achincalhando-nos, e atrapalhando a concretização de nossos sonhos. Assim também é a dinâmica do Reino de Deus em nossas vidas. Falando por meio de parábolas, e utilizando-Se de temas do dia a dia daquelas pessoas para um melhor entendimento por parte delas, ninguém mais do que Jesus sabia atingir os Seus propósitos diante daquela gente tão arredia. Assim Jesus dizia: “O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe a foice, porque está chegada ceifa.” Conhecida como a parábola da semente que cresce misteriosamente, e que é a única que se encontra somente em Marcos, Jesus ensina que se a terra por si mesma frutifica, basta apenas que nela seja colocada a semente, assim também é a Palavra de Deus. Ela opera por si mesma, e no seu tempo, em nosso coração, basta apenas que nele haja uma disposição efetuada pelo Espírito para que produza frutos abundantes.
Mas nós também temos que fazer a nossa parte, sim. Como crentes em Jesus, nós também temos as nossas responsabilidades, todas elas dadas por Deus, e que devemos cumpri-las à risca conforme a medida dos dons de cada um de nós, se não seremos taxados de desobedientes, posto que o divino Criador não nos reconciliou com Ele pela morte de Seu Filho – justificando-nos pelo Seu sangue para sermos salvos da ira, sendo todos nós ainda pecadores – para retornarmos a posturas de mentirosos, de impostores, de parasitas, de arrogantes, de indóceis, de impacientes, intolerantes e invejosos, ou de opressores que espalham virulência por todos os lados, ainda enlameados por tantos outros pecados, mas de colaboradores dEle por obediência a Seus preceitos, devido o cumprimento da Sua aliança para com Seu povo, para que, enlevados por nossa fé e movidos pelo Seu Espírito, proclamemos as boas-novas deste Seu Reino que, mesmo ainda sem a sua atuação plena aqui na terra, já está em nós por meio deste mesmo Senhor Jesus – ou seja, as maravilhas da Sua salvação. “(...) como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim, agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo (...).” São instruções divinas dadas a Moisés para que este as transmita a Israel, incluindo aí um sumário da fidelidade de Deus à aliança, assim como as responsabilidades pactuais de Seu povo. Esta mesma fidelidade e responsabilidade que são termos de um relacionamento sério e sincero entre as partes também devem refletir em nossos compromissos diante de Deus como preceitos de uma nova realidade desta nova aliança para com os crentes em Cristo, assim como preceituava na antiga aliança abraâmica. É Deus sempre usando de Seu terno cuidado para com o Seu povo, livrando-o do inimigo; levando-o para bem longe das influências perversas desde aqueles tempos de escravidão egípcia até estes nossos dias de pecaminosidade deste mundo cruel. Assim como aos pés do monte Sinai os israelitas prometeram a Moisés cumprir tudo o que o SENHOR lhes havia anunciado ao serem preparados para a recepção da lei do concerto – os dez mandamentos –, num consentimento de todos, e sem nenhuma imposição, também nós devemos estar preparados, com o coração receptivo, como a terra que recebe a semente ministrada por meio da parábola, semente esta que é a Palavra de Deus que é semeada e cresce no nosso coração; e, por fim, realiza-se a colheita. Observa-se que este desenvolvimento acontece espontaneamente sem nenhuma participação do homem que pode até dormir, e se levantar de noite ou de dia, que a semente continua brotando e crescendo, “não sabendo ele como”. É o Espírito que põe em destaque a força irresistível da Palavra de Deus, que, uma vez lançada em nosso coração, cresce sozinha e opera por si mesma, dadas as condições favoráveis, exatamente da mesma maneira que por si mesma a terra dá os seus frutos.
Ainda sobre um tema hoje em dia pouco respeitado, dada a nossa característica correria, e a nossa capacidade de não sabermos esperar, mantendo a calma, acompanhando com paciência e admiração este desenvolvimento da semente que germina, cresce e produz frutos abundantes, o Senhor Jesus também compara o Reino de Deus como um grão de mostarda que, quando é semeado na terra, mesmo sendo a menor de todas as sementes, mas, que tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças com seus grandes ramos. Dizem que o apressado come cru. Pode ser verdade. Há certos momentos na nossa vida que não adianta precipitarmo-nos, desesperadamente por nós mesmos, ou seja, por nossas próprias mãos, já que o que tiver que ser, assim o será. Nós temos, sim, é que fazermos a nossa parte. Ainda mais como cristãos. Isto é imprescindível. Não podemos esperar as coisas de braços cruzados. Nós temos uma missão. Não estamos neste mundo em vão nem por mera casualidade. Depois disso, só mesmo a providência divina para a concretização dos fatos, ou seja, nem sempre o nosso tempo funciona, já que é Deus o dono do tempo. E o tempo de Deus é só Ele mesmo Quem sabe. Nós só temos mesmo é que saber esperar, com fé e na segurança de que Ele não vai nos abandonar principalmente nas metas que com Ele compartilharmos. Se o grão de mostarda nos tempos de Jesus simbolizava a explosão da vida, também nós não devemos menosprezar o que a nossos olhos parece tão pequeno e sem nenhum valor em nosso dia a dia, posto que tudo tem o seu valor e significado, já que um grande incêndio sempre toma corpo por meio de uma pequena chama. Uma simples fagulha poderá se transformar num grande acendimento, este ardor espiritual de que tanto precisamos para tocar a obra de Deus com todo o amor necessário por meio do Espírito Santo que nos incentiva em nosso testemunho de vida. Mas cada coisa a seu tempo, que muitas vezes até pensamos que estamos longe ou até mesmo fora dos tempos os quais o Senhor nos chamou para semear. Na verdade, temos é que ir em frente, posto que “quão grandes são, SENHOR, as Tuas obras! Mui profundos são os Teus pensamentos. O homem brutal não conhece, nem o louco entende isto”. São as maravilhas deste Reino de Deus que nós nem podemos imaginar tamanha a dimensão e poder diante de tanta pequenez de nossa parte se esta for comparada com a magnificência deste Soberano Senhor em nossas vidas que é capaz de fazer coisas inacreditáveis aos olhos dos ímpios que, mesmo podendo crescer como a erva, “quando florescerem todos os que praticam a iniquidade, é que serão destruídos perpetuamente”, lembra o salmista. E “o justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano”. E ainda: “Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o SENHOR é reto (...).” Se verdadeiramente acreditamos nesta dimensão da Palavra de Deus, da sua simplicidade, mas de um aprendizado, grandiosidade e eficácia que podem transformar vidas – e esta transformação é para valer; é real e para sempre –, possibilitando-nos dar frutos em abundância, inclusive espalhando-se pelos confins de toda a terra, devemos insistir, aprendendo com a parábola, e continuar semeando, plantando a Palavra, posto que ela faz milagres; o milagre da salvação ainda aqui neste mundo. Que o Espírito de Deus, e em nome do Senhor da messe, possa nos capacitar para podermos entender tudo isso, e continuarmos nesta semeadura, trabalhando humildemente, mas com todo ânimo e esperança na segurança de uma boa colheita, já que os frutos são dEle, para o engrandecimento do Seu Reino, tendo em vista o Seu poderoso nome.
REFLEXÃO DE HOJE
“Quão grandes são, SENHOR, as Tuas obras! Mui profundos são os Teus pensamentos. O homem brutal não conhece nem o louco entende isto. Quando o ímpio crescer como a erva, e quando florescerem todos os que praticam a iniqüidade, é que serão destruídos perpetuamente. O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos, e vigorosos, para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nEle não há injustiça.” – Salmo 92:5-7,12-15
LEITURAS DE HOJE
Salmo 92; Êxodo 19:1-8
Romanos 5:6-11; Marcos 4:26-34
NOTAS
[1] Eclesiastes 3:1-8,17; 8:5,6; Salmo 31:15; Marcos 4:26-29
HENDRY, G. S. Eclesiastes ou Pregador: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 657 . Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 768, 774
HENDRY, G. S. Eclesiastes ou Pregador: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 657 . Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 996. Reimpressão
[2] Romanos 5:8-11; Êxodo 19:4-6a; Gênesis 12:1-3; 1Pedro 2:9,10; Apocalipse 1:6; 5:10; 20:6; Êxodo 19:7,8; Mateus 13:24
CONNELL, J. C. Êxodo: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 135, 136. Reimpressão
[3] Marcos 4:30-32; Mateus 24:30; Salmo 92:5-7,12-15a
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996
MUITAS VEZES, e até mesmo pelo nosso jeito de ser, de pensar e agir, humanamente falando, atuamos acostumados com a nossa formação que herdamos e aprendemos a lidar desde cedo em meio a tanta competição e concorrência, e também a deformações de conceitos, mirando naqueles que obtêm os resultados que nós ainda não obtivemos; cobiçando e espelhando-nos em aparatos alheios e externamente visíveis. Muitas vezes nos frustramos ao vermos que os outros já alcançaram suas metas, e nós ainda continuamos capengando, como se não encontrássemos a trilha certa, achando que estamos perdidos, longe dos prazos e espaços que fixamos. Nós queremos que as coisas aconteçam do nosso jeito, assim, de imediato, ao nosso tempo, e exatamente como gostaríamos que acontecessem. Muitas vezes nem respeitamos o jeito de ser dos outros, e aí, de pronto, invadimos seus espaços e privacidades e começamos a exagerar em palavras e atitudes, perdendo a paciência, e, metendo os pés pelas mãos, como se fôssemos todo-poderosos, e, com as nossas todo-poderosas atuações, pomos tudo a perder. Muitas vezes nem sabemos por que, posto que não conseguimos enxergar ou ter a sensibilidade para entender que só caminharemos seguramente e a passos firmes depois que aprendermos a engatinhar e que só conseguiremos os nossos objetivos depois de darmos cada passo e, passo a passo, experimentarmos esse cada passo. E, paulatinamente, muitas vezes até caindo, mas nos levantando, nesta sequência, é que chegamos lá, colhendo os frutos daquilo que sonhamos, e que semeamos grão a grão, suando, e até mesmo chorando. Não importa quando e onde queremos chegar, tudo tem o seu tempo. Basta acreditar. Mas acreditar nAquele que é maior do que todos nós juntos; nAquele que pode fazer e acontecer de verdade, sem nenhuma falcatrua.O sábio Salomão, desafiando o nosso entendimento, e em defesa da fé em Deus, para quem esta fé é o único caminho para a realização humana, ensina que aquele que é verdadeiramente sábio busca e geralmente acha o tempo próprio para cada ação, posto que muitas vezes não conhecemos o nosso tempo determinado, já que é o próprio Deus Quem determina este nosso tempo. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, declara, e, do fundo do seu coração, afirma que Deus julgará o justo e o ímpio porque “há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”. É preciso, então, ter confiança em Deus, e colocar os nossos tempos nas mãos dEle para que Ele nos livre das mãos dos nossos inimigos, daqueles que não acreditam, que pensam que tudo na vida é muito fácil, e que nos perseguem, achincalhando-nos, e atrapalhando a concretização de nossos sonhos. Assim também é a dinâmica do Reino de Deus em nossas vidas. Falando por meio de parábolas, e utilizando-Se de temas do dia a dia daquelas pessoas para um melhor entendimento por parte delas, ninguém mais do que Jesus sabia atingir os Seus propósitos diante daquela gente tão arredia. Assim Jesus dizia: “O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe a foice, porque está chegada ceifa.” Conhecida como a parábola da semente que cresce misteriosamente, e que é a única que se encontra somente em Marcos, Jesus ensina que se a terra por si mesma frutifica, basta apenas que nela seja colocada a semente, assim também é a Palavra de Deus. Ela opera por si mesma, e no seu tempo, em nosso coração, basta apenas que nele haja uma disposição efetuada pelo Espírito para que produza frutos abundantes.
Mas nós também temos que fazer a nossa parte, sim. Como crentes em Jesus, nós também temos as nossas responsabilidades, todas elas dadas por Deus, e que devemos cumpri-las à risca conforme a medida dos dons de cada um de nós, se não seremos taxados de desobedientes, posto que o divino Criador não nos reconciliou com Ele pela morte de Seu Filho – justificando-nos pelo Seu sangue para sermos salvos da ira, sendo todos nós ainda pecadores – para retornarmos a posturas de mentirosos, de impostores, de parasitas, de arrogantes, de indóceis, de impacientes, intolerantes e invejosos, ou de opressores que espalham virulência por todos os lados, ainda enlameados por tantos outros pecados, mas de colaboradores dEle por obediência a Seus preceitos, devido o cumprimento da Sua aliança para com Seu povo, para que, enlevados por nossa fé e movidos pelo Seu Espírito, proclamemos as boas-novas deste Seu Reino que, mesmo ainda sem a sua atuação plena aqui na terra, já está em nós por meio deste mesmo Senhor Jesus – ou seja, as maravilhas da Sua salvação. “(...) como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim, agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo (...).” São instruções divinas dadas a Moisés para que este as transmita a Israel, incluindo aí um sumário da fidelidade de Deus à aliança, assim como as responsabilidades pactuais de Seu povo. Esta mesma fidelidade e responsabilidade que são termos de um relacionamento sério e sincero entre as partes também devem refletir em nossos compromissos diante de Deus como preceitos de uma nova realidade desta nova aliança para com os crentes em Cristo, assim como preceituava na antiga aliança abraâmica. É Deus sempre usando de Seu terno cuidado para com o Seu povo, livrando-o do inimigo; levando-o para bem longe das influências perversas desde aqueles tempos de escravidão egípcia até estes nossos dias de pecaminosidade deste mundo cruel. Assim como aos pés do monte Sinai os israelitas prometeram a Moisés cumprir tudo o que o SENHOR lhes havia anunciado ao serem preparados para a recepção da lei do concerto – os dez mandamentos –, num consentimento de todos, e sem nenhuma imposição, também nós devemos estar preparados, com o coração receptivo, como a terra que recebe a semente ministrada por meio da parábola, semente esta que é a Palavra de Deus que é semeada e cresce no nosso coração; e, por fim, realiza-se a colheita. Observa-se que este desenvolvimento acontece espontaneamente sem nenhuma participação do homem que pode até dormir, e se levantar de noite ou de dia, que a semente continua brotando e crescendo, “não sabendo ele como”. É o Espírito que põe em destaque a força irresistível da Palavra de Deus, que, uma vez lançada em nosso coração, cresce sozinha e opera por si mesma, dadas as condições favoráveis, exatamente da mesma maneira que por si mesma a terra dá os seus frutos.
Ainda sobre um tema hoje em dia pouco respeitado, dada a nossa característica correria, e a nossa capacidade de não sabermos esperar, mantendo a calma, acompanhando com paciência e admiração este desenvolvimento da semente que germina, cresce e produz frutos abundantes, o Senhor Jesus também compara o Reino de Deus como um grão de mostarda que, quando é semeado na terra, mesmo sendo a menor de todas as sementes, mas, que tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças com seus grandes ramos. Dizem que o apressado come cru. Pode ser verdade. Há certos momentos na nossa vida que não adianta precipitarmo-nos, desesperadamente por nós mesmos, ou seja, por nossas próprias mãos, já que o que tiver que ser, assim o será. Nós temos, sim, é que fazermos a nossa parte. Ainda mais como cristãos. Isto é imprescindível. Não podemos esperar as coisas de braços cruzados. Nós temos uma missão. Não estamos neste mundo em vão nem por mera casualidade. Depois disso, só mesmo a providência divina para a concretização dos fatos, ou seja, nem sempre o nosso tempo funciona, já que é Deus o dono do tempo. E o tempo de Deus é só Ele mesmo Quem sabe. Nós só temos mesmo é que saber esperar, com fé e na segurança de que Ele não vai nos abandonar principalmente nas metas que com Ele compartilharmos. Se o grão de mostarda nos tempos de Jesus simbolizava a explosão da vida, também nós não devemos menosprezar o que a nossos olhos parece tão pequeno e sem nenhum valor em nosso dia a dia, posto que tudo tem o seu valor e significado, já que um grande incêndio sempre toma corpo por meio de uma pequena chama. Uma simples fagulha poderá se transformar num grande acendimento, este ardor espiritual de que tanto precisamos para tocar a obra de Deus com todo o amor necessário por meio do Espírito Santo que nos incentiva em nosso testemunho de vida. Mas cada coisa a seu tempo, que muitas vezes até pensamos que estamos longe ou até mesmo fora dos tempos os quais o Senhor nos chamou para semear. Na verdade, temos é que ir em frente, posto que “quão grandes são, SENHOR, as Tuas obras! Mui profundos são os Teus pensamentos. O homem brutal não conhece, nem o louco entende isto”. São as maravilhas deste Reino de Deus que nós nem podemos imaginar tamanha a dimensão e poder diante de tanta pequenez de nossa parte se esta for comparada com a magnificência deste Soberano Senhor em nossas vidas que é capaz de fazer coisas inacreditáveis aos olhos dos ímpios que, mesmo podendo crescer como a erva, “quando florescerem todos os que praticam a iniquidade, é que serão destruídos perpetuamente”, lembra o salmista. E “o justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano”. E ainda: “Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos para anunciar que o SENHOR é reto (...).” Se verdadeiramente acreditamos nesta dimensão da Palavra de Deus, da sua simplicidade, mas de um aprendizado, grandiosidade e eficácia que podem transformar vidas – e esta transformação é para valer; é real e para sempre –, possibilitando-nos dar frutos em abundância, inclusive espalhando-se pelos confins de toda a terra, devemos insistir, aprendendo com a parábola, e continuar semeando, plantando a Palavra, posto que ela faz milagres; o milagre da salvação ainda aqui neste mundo. Que o Espírito de Deus, e em nome do Senhor da messe, possa nos capacitar para podermos entender tudo isso, e continuarmos nesta semeadura, trabalhando humildemente, mas com todo ânimo e esperança na segurança de uma boa colheita, já que os frutos são dEle, para o engrandecimento do Seu Reino, tendo em vista o Seu poderoso nome.
REFLEXÃO DE HOJE
“Quão grandes são, SENHOR, as Tuas obras! Mui profundos são os Teus pensamentos. O homem brutal não conhece nem o louco entende isto. Quando o ímpio crescer como a erva, e quando florescerem todos os que praticam a iniqüidade, é que serão destruídos perpetuamente. O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos, e vigorosos, para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha e nEle não há injustiça.” – Salmo 92:5-7,12-15
LEITURAS DE HOJE
Salmo 92; Êxodo 19:1-8
Romanos 5:6-11; Marcos 4:26-34
NOTAS
[1] Eclesiastes 3:1-8,17; 8:5,6; Salmo 31:15; Marcos 4:26-29
HENDRY, G. S. Eclesiastes ou Pregador: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 657 . Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 768, 774
HENDRY, G. S. Eclesiastes ou Pregador: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 657 . Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 996. Reimpressão
[2] Romanos 5:8-11; Êxodo 19:4-6a; Gênesis 12:1-3; 1Pedro 2:9,10; Apocalipse 1:6; 5:10; 20:6; Êxodo 19:7,8; Mateus 13:24
CONNELL, J. C. Êxodo: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 135, 136. Reimpressão
[3] Marcos 4:30-32; Mateus 24:30; Salmo 92:5-7,12-15a
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996
Assinar:
Postagens (Atom)