domingo, 24 de maio de 2009
UMA QUESTÃO DE AMOR
ESTA QUESTÃO de amor é algo que não tem fim nunca, pois, de um jeito ou de outro, ela faz parte da nossa vida. Se formos um pouco mais atentos, veremos que se quisermos ouvir uma história bem contada de amor, temos que passar primeiro pela história da nossa própria vida, a nossa própria história, já que somos criaturas projetadas apenas por um gesto de amor por parte do divino Criador que, por amor e graça, envolveu nossos próprios pais neste Seu projeto de vida. Por isso é que esta questão de amor é algo que não tem fim nunca. Veja o acervo das obras e descobertas científicas sobre a vida, e literárias sobre o amor, e também outras manifestações artísticas sobre o assunto como o cinema, e até mesmo o teatro, sem falar de outros tipos de arte, e sem fugir de certos gêneros musicais, muitos deles até mesmo de muito mau gosto, mas que ainda fazem muito sucesso; ou mesmo as histórias da vida real entre homens e mulheres ou vice-versa. Nas poesias, então, isso vem de longe, e ainda vai dar muitos versos para se tirar da manga, e cantar e decantar, declamar e apaixonar – e, por que não, “reclamar”, de um amor não correspondido, de um amor possessivo, dominador, com recheio de tantos outros ismos e adjetivos? Este é o amor que se encanta entre os humanos, amor este que, em nome dele, muitos praticam coisas absurdas, fatalidades contra até a própria vida, ou de outrem, diferentemente daquele amor que só pode gerar e gerir coisas boas para nós mesmos e para os outros, nosso próximo e irmão, assim como o bem-estar e a harmonia entre as partes envolvidas cujos acordes se encaixam e se expandem em seu derredor porque este tipo de amor é contagiante. Claro que estamos falando agora deste amor de Deus, sem adjetivos e nem outros ismos; deste amor fraterno e verdadeiro; deste amor cristão que só tem comparação com o amor de Jesus. Este, sim, realmente, é contagiante, e não tem limites, posto que vai além das nossas próprias conveniências e outros interesses pessoais. Falando aos crentes de Corinto – mas que atinge a todos nós que também passamos por aqueles mesmos problemas daquelas pessoas, problemas relacionados a contendas e divergências, a litígios, desmandos e hostilidades –, e enfatizando a inutilidade dos dons quando exercidos sem o concurso do amor, o apóstolo Paulo personaliza este amor como uma pessoa que age de modo a que os crentes deveriam agir que, segundo alguns comentadores, o quadro total sugere uma descrição do próprio Cristo e também uma reprimenda àquela comunidade que estava fracassando na conduta de si mesma com relação a este assunto. O apóstolo ainda considera que este amor é a base de tudo, já que sem amor nada mais vale, além de o amor ser um dos termos mais dinâmicos aplicados pelo apóstolo para referir-se a uma vida santa habilitada pela plenitude do Espírito e, por ser a característica do cristão maduro, nele também se incluem motivação e ação. “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha (...)” , destaca o apóstolo, avaliando que o amor é o dom supremo, “um caminho sobremodo excelente”.
Assim como Paulo indicou que o amor é a condição essencial para o exercício apropriado de qualquer outro dom – já que o amor é a essência da própria vida –, como o único apóstolo vivo, e já com a sua idade avançada, com tons paternais, tanto no terreno da afeição como no da autoridade paternal que caracteriza a sua pregação, e por meio de palavras simples e claras, assim como na sua riqueza e profundidade de pensamentos, o apóstolo João, também conhecido como “o discípulo amado”, exorta-nos a vivermos em comunhão com Deus e com nossos semelhantes, que também são nossos irmãos. Sabe como? Praticando este amor cristão, pois, segundo ele, a prática deste amor é a nossa medida de que amamos a Deus e a nosso próximo ou mesmo a nossa condição de vida com Deus. Este amor é o reflexo de que somos filhos de Deus, já que “o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” ou ainda: “Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor”. São palavras inspiradas do apóstolo João em que cada frase é uma pérola que exige atitudes de nossa parte sem necessidade de qualquer especulação. São as maravilhas de Deus na boca de um homem de Deus, que conviveu diretamente com o Filho de Deus encarnado e experimentou pessoalmente este amor de Deus na sua própria pele, ou melhor, no seu íntimo. “Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o Seu amor. Nisto conhecemos que estamos nEle, e Ele em nós, pois que nos deu do Seu Espírito. E vimos, e testificamos que o Pai enviou Seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele” É isso. Falar deste amor de Deus que diuturnamente age em nós, e sem o qual nem existiríamos por sermos frutos deste amor, assim como comentar as palavras deste apóstolo do amor, faltaria espaço, tendo em vista a utilidade e a profundeza deste amor em nossa vida cotidianamente. Sem mais delongas, este amor de Deus é a razão do nosso viver, em todos os sentidos, espiritual e naturalmente. “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou Seu Filho Unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.” Precisa dizer mais alguma coisa sobre este amor tão sublime? Sobre o amor de Deus Pai por Seu Filho Unigênito? Esta é a fonte do amor que nos une. Sim, esta é a mais incorruptível das histórias de amor que existem porque foi Deus que nos amou primeiro. Cada um de nós como crentes traz em si esta marca de uma história que nos une como família; a família de Deus. Se a perdermos de vista, esta já é uma outra história. Até mesmo por gratidão devemos também amar a este Deus por este Seu amor gracioso para conosco, e termos este amor como modelo em nosso dia a dia. Até que ponto temos levado isto a sério? Até que ponto temos sido imitadores deste Deus como Seus filhos amados? Sim, Ele nos ama, a você e a mim, e a cada um de nós particularmente, e não deseja que nos percamos por aí em meio às mazelas deste mundo. Até que ponto cremos nEle sinceramente?
Sem subterfúgios nem outros adjetivos ou mais ismos que possam embaralhar os seus objetivos, o amor cristão é um mandamento de Deus, e se assim o é, tem que ser cumprido, para não sermos desobedientes e cairmos em pecado, posto que se Deus é amor, os Seus filhos devem ser semelhantes a Ele na prática deste amor fraternal – a nossa obrigação permanente, se somos cristãos realmente. Por isso é que os especialistas sustentam que, em amor por aqueles que não amavam, o Pai deu o Filho, e o Filho deu Sua vida, e o Pai e o Filho, juntos, enviaram o Espírito para salvar os pecadores da miséria e levá-los à glória. Segundo estes estudiosos, crer e desfrutar desta tremenda realidade deste amor divino sustenta o nosso amor por este Deus e pelo nosso próximo, já que este amor é a marca registrada e indispensável do cristão, que deve ter como característica dar a sua própria vida em favor dos outros, sejam eles quem forem, porque ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos outros. Veja que isso não é retórica. É a realidade de um amor sacrificial que envolve dar-se, gastar, e até empobrecer-se, pelo bem-estar do próximo. Quem está disposto a isso nestes nossos tempos do império do egoísmo, do cada um por si, e o resto que se esgane? Veja a situação deste mundo, tantas necessidades, guerras, misérias, intolerâncias; tanta ignorância; tanta sede e fome, principalmente espiritual, e aqueles que se dizem poderosos esnobando! Você está disposto a doar sua própria vida em favor do seu próximo, seja ele quem for, assim como fez aquele samaritano para com um dos seus tradicionais inimigos? Será que estamos dispostos a abraçar uma total ausência de interesses próprios diante de toda e qualquer situação que possa despontar em nossa frente e nos doarmos total e desinteressadamente a nosso próximo? Quem aceita estes desafios? Oremos, pois, para que este Deus de amor por meio de Seu Filho Jesus Cristo nos envie o Seu Espírito para nos encher desta Sua graça para podermos cumprir este primeiro e grande mandamento, exatamente como o próprio Jesus ensinou.
REFLEXÃO DE HOJE
“Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o Seu amor. Nisto conhecemos que estamos nEle, e Ele em nós, pois que nos deu do Seu Espírito. E vimos, e testificamos que o Pai enviou Seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nós O amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dEle temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” – 1João 4:11-16,19-21
LEITURAS DE HOJE
Salmo 98; Isaías 41:17-20
1João 4:11-21; João 17:6-19
NOTAS
[1] 1Coríntios 13:4-8a; Provérbios 10:12; Efésios 4:32; 1Coríntios 10:24; 2João 4; Gálatas 6:2
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1362, 1363, 1513
PROCTOR, W. C. G. As Epístolas aos Coríntios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1210, 1211. Reimpressão
[2] 1João 4:7-10,12-16,19; Efésios 4:32-5:2; 1João 3:16; João 17:9,11,12,15,16; 10:14,15,27-29
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1513
DRUMMOND, R. J.; MORRIS, Leon. As Epístolas de João - 1João: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1436. Reimpressão
[3] Levítico 19:18; Mateus 22:34-40; Romanos 13:8-10; 1Coríntios 13:1-13; João 14:15,21,23; 1João 5:3; Lucas 10:25-37; João 15:12,13
MACLEOD, A. J. O Evangelho Segundo São João: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1094. Reimpressão
segunda-feira, 18 de maio de 2009
NÃO ESTAMOS SÓS
NÃO SÃO tão raras as ocasiões em que presenciamos pessoas às multidões tropeçando entre si, multidões estas que andam vagando pelos campos e cidades; que vivem chafurdadas nesta atmosfera do seu próprio mundo em meio a tanta solidão interior, mesmo tendo, muitas delas, condições de vida material que poderiam proporcioná-lhes um viver bem mais confortável neste mundo. Porém, lhes falta algo que, muitas vezes, nem elas mesmas sabem o que é, e que, no entanto, persistem neste vazio. E elas sobrevivem, assim, enfadadas, sozinhas, mesmo comprometidas, no meio de tanta gente desta multidão, com seus negócios, seus afazeres cotidianos, com pessoas que se dizem suas amigas, mas que, mesmo assim, continuam sentindo-se inúteis inventando o que fazer em suas futilidades na tentativa de preencher tamanha lacuna, uma incógnita que lhes perturba corriqueiramente. Muitas destas pessoas, assim, em meio a esta multidão, assim, de longe, parecem estar com tudo em dia. Parecem não lhes faltar nada. Parecem ter e estar em paz. No entanto, de perto, lá no seu íntimo, é uma confusão só! São tantas as inquietações, perturbações e prisões advindas das correntes deste mundo, ou seja, do pecado, tais como uma doença, uma dor incessante, superstições, idolatrias, vícios, notadamente das drogas ilícitas, ou até mesmo a morte, dentre tantas outras situações que tanto lhes atormentam, e que, sorrateiramente, escravizam. São tantas as aflições deste mundo que, regidas pelas forças das trevas, nós, pelas nossas próprias forças, não somos capazes de superá-las nem de suportá-las sozinhos, posto que, em sua hostilidade a Deus, o mundo está impregnado dos propósitos do diabo, que aprisionou a raça humana pela tentação, e que por meio de seus oráculos age continuamente por este mundo afora com a incumbência de confundir-nos quanto ao que a Bíblia chama de “o Espírito da Verdade e o espírito do erro”. Se vivemos assim, de um lado para outro, sem alvo ou objetivo em nossa vida, notadamente na nossa vida espiritual, cumprindo apenas o trivial, sem aquele algo mais consistente e zeloso que nos garanta uma segurança naquilo que defendemos, ou seja, na nossa fé, ou mesmo naquilo que agimos – se é que defendemos alguma coisa consistente neste sentido –, deixamo-nos estar na mira dos chamados falsos profetas, que são conduzidos pelos falsos espíritos que se têm levantado neste mundo, defendendo o espírito deste mundo. Se não recebemos o espírito deste mundo, “mas, sim, o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus”, não “com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras que o Espírito Santo ensina”, aí, sim, podemos comparar coisas espirituais com as espirituais; coisas do espírito com as da carne, colocando cada uma destas coisas em seu devido lugar. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e de ninguém é discernido, porque, quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lO? Mas nós temos a mente de Cristo”, distingue o apóstolo Paulo, contrastando o homem como ser inteligente, mas caído, com o homem como ser espiritual, e regenerado pelo Espírito.
O Senhor Jesus ao preparar os Seus discípulos sobre a Sua iminente partida, confortando-os, anuncia-lhes que estes não estariam permanentemente separados da Sua presença; que eles não estariam sós assim que Ele partisse para o Pai. E, falando-lhes do amor fraternal, isto é, daquele novo mandamento já tão largamente acentuado, cujo cumprimento se espelha nas palavras: “Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”, referiu-Se ao propósito de Sua partida e o destino de Seus discípulos; que não deem lugar ao medo; que tenham fé em Deus e também nEle, pois Ele iria preparar-lhes um lugar; que Sua retirada deste mundo seria necessária para que, mais tarde, Ele pudesse voltar e recebê-los eternamente. Com relação ao cumprimento deste novo mandamento disse ainda: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Depois de uma controvérsia entre os discípulos, Jesus afirma que Ele é “o caminho, e a verdade e a vida” e que ninguém iria ao Pai senão por meio dEle, já que a meta é o conhecimento do Pai e este conhecimento somente Ele poderia conceder. Ele iria, então, para preparar-lhes o lugar junto ao Pai. Assim, conhecer a Jesus é o mesmo que conhecer a Deus, Seu Pai. Atentemos que estes momentos de supremo conforto oferecidos por Jesus aconteceram em ocasiões que também foram momentos de grandes tensões envolvidos pela sombra da traição de Judas e pela negação de Pedro, apenas algumas horas antes da agonia do Getsêmani e da morte na cruz. Contudo, segundo os comentaristas, estas afirmações de conforto, de segurança e firmeza na fé transmitidas aos discípulos imprimiram um sentido de sublime paz que visavam ministrar aos temores deles, em vez das próprias necessidades de Jesus. O Senhor Jesus, até então, considerado como nosso Advogado, ou seja, Aquele que sempre está ao nosso lado, consolando-nos e prestando assistência na defesa dos pecadores, na verdade, estava falando tudo isso para dizer que iria mandar-lhes outro Advogado, outro Consolador, ou seja, que Sua retirada lhes significaria o derramamento do Espírito, cujo poder operaria neles para a execução de obras gloriosas. Assim, prometendo que não deixaria órfãos os Seus discípulos, mas que voltaria, disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre. O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis porque habita convosco, e estará em vós”, numa alusão, não só ao Pentecostes, assim como à Sua segunda vinda, mas que também estas palavras são apropriadas para a esperança da Igreja dos dias de hoje em que todos estes eventos sevem-nos de reflexão para nós mesmos – para cada um de nós, sem exceção – , já que Jesus voltará para levar com Ele os redimidos.
Quão maravilhoso é este nosso Deus que, mesmo sendo nós miseráveis pecadores, e que, por isso mesmo, somos tão desobedientes, fracos e falhos, principalmente quando se tratam das coisas do alto, assim mesmo, este mesmo Deus não olha para estas nossas fraquezas, mas Se detém na Sua imensa misericórdia a ponto de Se humilhar por meio de Seu Filho Jesus Cristo, que Se encarnou, Se fez homem, sofreu e morreu na cruz para o resgate de muitos destes mesmos pecadores. E mesmo depois da vitória da cruz, cujo projeto de salvação culminou com Jesus Cristo ressurreto voltando-Se para o Pai, ambos, o Pai e o Filho, ainda nos deixam outro Consolador, o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, ou seja, o Espírito da Verdade, exatamente para convencer o mundo do pecado – para muitos estudiosos, um desmascaramento da imperdoável culpa da humanidade pela sua incredulidade. Como um combustível que age em nós, fazendo-nos agir também, o Espírito Santo é aquele companheiro de sempre em nosso dia a dia que nos dá vida, que nos move, e cuja obra é glorificar a Jesus Cristo, pois assim como mostrou aos discípulos quem era Jesus e o que Jesus significava para eles, este mesmo Espírito também nos ilumina, regenera, santifica e nos transforma. Ele dá ao povo de Deus aquilo que ele precisa para servir ao Senhor, afirmam os estudiosos, confirmando que o Espírito Santo fala, ensina, testemunha, perscruta, quer e intercede. Tudo isso em nosso favor, provando-nos que não estamos sós, mesmo diante de tanta tribulação e inquietação para quem ainda não conhece este poder transformador do Espírito de Deus, tentações estas que os espíritos contrários tentam nos incutir com o seu jeito próprio deste mundo, desconhecendo que quem é de Deus já os tem vencido porque este Deus é maior do que o que está neste mundo. Assim como em Cristo somos livres para adorarmos este nosso Deus, que nos exigiu que fôssemos santos assim como Ele também é santo, e tendo em vista que é Ele quem nos julga, governa e nos guia, tal como governou e guiou o povo escolhido no deserto, o salmista nos anima a orar no sentido de que Deus que produz tanta coisa a partir de tão pouco, que somos nós, distribuindo estas coisas em amor, possa abençoar-nos de tal modo que nós nos tornemos, por nossa vez, uma bênção neste mundo.Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o Seu rosto sobre nós para que se conheça na terra o Teu caminho, e, entre todas as nações, a Tua salvação. Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos. Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra. Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos. Então, a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra O temerão” – Salmo 67:1-7
LEITURAS DE HOJE
Salmo 67; Levítico 19:1-10
1João 4:1-11; João 14:15-26
NOTAS
[1] João 16:33; 1João 4:1-6; 1Coríntios 2:12-16; 12:3
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1349, 1513
PROCTOR, W. C. G. As Epístolas aos Coríntios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1196. Reimpressão
[2] João 13:31-35; Levítico 19:18; 1Tessalonicenses 4:9; João 14:1-15; 16-26; 13:21; 1João 2:1,2; Hebreus 7:25; 9:24; João 14:15-18; João 14:3,19,28; Atos 1:11
MACLEOD, A. J. O Evangelho Segundo São João: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1090, 1091. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1255
[3] João 16:8; Atos 1:8; 2:1-4,37-41; Hebreus 10:29; João 16:7-15; romanos 8:15-17; Gálatas 4:6; Efésios 1:17,18; João 3:5-8; Gálatas 5:16-18; 2Coríntios 3:18; Gálatas 5:22,23; Atos 1:16; 8:29; 10:19; 13:2; João 14:26; 15:26; 1Coríntios 2:10; 12:11; Romanos 8:26,27; Efésios 2:14; Levítico 19:2; Mateus 5:48; 1Pedro 1:15,16; Salmo 67
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1256, 1259
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 555. Reimpressão
KIDNER, Derek. Salmos 1-72: Introdução e Comentário aos Livros I e II dos Salmos. Trad. por Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1980, 1981, 1987.p. 258, 259. Reimpressão
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O BOM PASTOR
ASSIM COMO todos aqueles que seguiram a Jesus, dentre estes, o próprio apóstolo Pedro, e que igualmente testemunharam todas aquelas maravilhas e ensinamentos do Mestre, conclamando a todos os crentes a também participarem com eles deste gozo que é a comunhão com o SENHOR nosso Deus e com Seu Filho Jesus Cristo “porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a Sua majestade”, o evangelista João, e também apóstolo, conhecido como “o discípulo amado”, retoma a figura de Jesus quando Ele Se descreve como o Bom Pastor que dá Sua vida pelas ovelhas, figura esta usada para revelar a pessoa e a missão do próprio Senhor Jesus.A imagem de pastor aparece com frequência em toda a Bíblia, desde Abel, o segundo filho de Adão e Eva, símbolo de homem justo, amigo de Deus, perseguido e morto pelo próprio irmão, assim como a imagem de Moisés, que conduziu um rebanho antes de conduzir o povo de Deus para a liberdade, e de Davi, que Deus tirou dos apriscos das ovelhas para apascentar a Jacó, Seu povo, e a Israel, Sua herança. Até mesmo o próprio Deus é tido como o Pastor do Seu povo, já que permanece com eles, e eles dependem totalmente dEle quanto ao alimento, água e proteção contra os inimigos, a ponto de o salmista declarar que “o SENHOR é o meu Pastor, nada me faltará”, num dos mais belos e conhecidos exemplos de confiança que é termos o SENHOR nosso Deus como nosso Pastor cujas expressões dos Seus cuidados ternos e próprios de um pastor chegam a apascentar o Seu rebanho e até a recolher entre Seus próprios braços os cordeirinhos, levando-os no Seu regaço, e guiando suavemente as ovelhas que ainda amamentam. O Senhor trazendo os Seus nos Seus braços, conduzindo-os como ovelhas que, sozinhas, dificilmente encontrarão pasto, esta também é a imagem de Jesus que Se revela como o Bom Pastor, cumprindo, assim, a profecia de que Deus viria para pastorear o Seu povo, “porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido”, explica Jesus, perguntando a Seus discípulos: “Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?”. E, na verdade, Ele mesmo responde, dizendo que, se achá-la, terá maior prazer por aquela do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. “Assim, também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca”, conclui, não excluindo a possibilidade da perdição, mas que Deus não a deseja, opinião esta reforçada por vários comentaristas que ainda destacam que a preocupação por uma só ovelha não é às expensas das noventa e nove, mas indica o compromisso de Deus com cada discípulo e Sua especial preocupação por um que se extravia ou está em perigo. “Deus elege, busca e preserva não somente Sua Igreja como um todo, mas cada indivíduo dentro da Igreja”, afirmam os estudiosos. O SENHOR nosso Deus é tão benevolente que não tem prazer nem na morte de um ímpio, já que nem todos os homens serão salvos, mas, mesmo assim, Deus, de um modo geral, deseja para com a humanidade que todos gozem da salvação. Porém, o homem continua investindo na sua incredulidade; na sua perdição.
Daí a imagem de Jesus apresentando-Se profeticamente como o Bom Pastor, aqui, sem nenhum valor sentimental, mas com o significado de verdadeiro, autêntico, corajoso, belo, nobre, competente, ou seja, o amor de Jesus é tão incomparavelmente imensurável que Ele Se dispôs a sacrificar Sua própria vida por Suas ovelhas. Aquelas que o Pai Lhe deu para que delas cuidasse, e as levasse até Ele, pois estas ovelhas são dEle. São o Seu povo – salvo dos inimigos; dos seus pecados e iniqüidades. São a Sua Igreja – gloriosa, sem mácula, santa e irrepreensível. São os Seus eleitos – que o Seu Filho Unigênito resgatou com Seu próprio sangue para que eles não pereçam, mas que tenham a vida eterna por meio da fé nEle. Quem intentará acusação contra estes escolhidos de Deus? Se Deus é por eles, quem será contra eles? Quem os separará deste amor de Jesus? “É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”, destaca o apóstolo Paulo. Por causa da criação, tudo e todos pertencem a Deus, mas, por causa de nossos pecados, só mesmo pela graça divina é que podemos ser “justificados gratuitamente pela redenção que há em Cristo Jesus”. Esta justificação é final e irreversível, posto que decisões divinas não se discutem porque elas não voltam atrás. Na opinião de Berkhof, é impossível que aqueles por quem Cristo pagou o preço, cuja culpa Ele removeu, se percam por causa dessa culpa. Segundo ele, as Sagradas Escrituras qualificam repetidamente aqueles pelos quais Cristo entregou Sua vida de tal maneira que indicam uma limitação muito definida, ou seja, Cristo morreu por um povo específico com a clara implicação de que Sua morte assegurou a salvação destas pessoas – aqueles que foram conhecidos de antemão. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e meu Pai somos um”. É isso aí. Quem separará estas ovelhas deste amor de Jesus? Quem real e sinceramente segue a Jesus jamais voltará atrás, mesmo sendo pecador, mas que sabe do seu devido lugar diante do seu Pastor que é o seu Senhor diante dele, ou melhor, à frente dele – o Pastor que sempre vai lhe acolher, e receber com festas no Seu aprisco quando esta ovelha, arrependida, retornar ao seu lugar de sempre. É a perseverança dos santos, posto que estes se sentem seguros diante da perseverança de Deus, impedindo que se percam para sempre. É uma eterna comunhão com Deus dada pelo Senhor, aquele Bom Pastor que os protege dos perigos de acordo com a infalibilidade da graça divina que não permite que nenhum mercenário os arrebate de Suas mãos.
É este grande amor deste grande e maravilhoso Deus que é reiteradamente prenunciado em todas as Sagradas Escrituras a todas as diferentes pessoas em suas diferentes situações. É a este grande e maravilhoso Deus que o salmista Davi nos convida a louvar, exortando-nos a confiar nEle, pois Ele sempre ouve e responde às orações de Seu povo, daqueles que estão em correta comunhão com Ele. Aqueles que O temem. “A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos O ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o Seu nome. Busquei ao SENHOR, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores”. O salmista ainda chega a ponto de colocar até sua própria experiência pessoal para nos provar e vermos o quanto este Deus é bom, experiência esta também mencionada pelo apóstolo Pedro quando fala que os crentes são a casa espiritual edificada em Cristo. Mas, iludidos e preocupados com os nossos mesquinhos afazeres de nosso dia a dia, muitas vezes, nem percebemos que são tantas as experiências deste amor incomensurável. do Senhor em nossas vidas. Esta bondade e poder do Senhor é que mantém a força interna do crente, e a escolha da incredulidade é que traz a nossa inevitável condenação devido a seu próprio antagonismo ao bem, cuja prática do mal resulta na ruína de seus culpados. Entretanto, é impossível àquele que confia no Senhor compartilhar com esta multidão de culpados. Assim, cumprindo a promessa anunciada pelo profeta Ezequiel de que o SENHOR nosso Deus viria para pastorear o Seu povo, depois de ser maltratado e oprimido pelos maus pastores, ou seja, os reis de Israel ou mesmo por pessoas outras como os membros das classes abastadas de Jerusalém, o Senhor Jesus veio estabelecer um governo de justiça e de paz entre todas as nações. Mas assim como naqueles tempos existiram os pastores infiéis, nos tempos do Senhor Jesus, ou seja, ainda hoje, também existem estes mercenários. Aqueles que só pensam em si próprios; em dinheiro, em seu próprio bolso. Aqueles que solapam, roubam, oprimem, corrompem e dispersam as ovelhas, deixando-as em situação cada vez pior em vez de serem agentes da paz e do bem-estar em favor do rebanho do Senhor espalhado por este mundo afora; muitos deles ainda sem o seu devido Pastor. Que o Espírito deste Divino Pastor nos abra os olhos de nosso coração para que possamos ter sensibilidade cristã e coragem para vivermos como verdadeiros pastores diante daquelas ovelhas desgarradas; e que nos ajude também a preservar o rebanho que já está no Seu aprisco para juntos gozarmos a experiência da salvação. E que tudo seja para Sua honra e glória, por meio e pelo amor do Senhor Jesus, o Pastor de nossas almas. Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o Seu louvor estará continuamente na minha boca. Busquei ao SENHOR, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia. Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os Seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles. Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas” – Salmo 34:1,4,8,11-17,19
LEITURAS DE HOJE
Salmo 34; Ezequiel 34:11-17
1João 3:1-9; João 10:11-18
NOTAS
[1] 1João 1:3,4; 2Pedro 1:16; João 10:11; Gênesis 4:1,2; Mateus 23:35; Lucas 11:51; Hebreus 11:4; Salmo 78:70-72; 1Samuel 16:11-13; 2Samuel 3:18; 5:2; 7:8; Salmo 23; 77:20; 78:52; 79:13; 80:1; Isaías 40:11; 63:9-12
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 629, 634, 636, 672, 831
O Novo Dicionário da Bíblia. Trad. por João Bentes; editor org. J. D. Douglas. São Paulo: Vida Nova, 1962. 1.ª ed. 2v. p. 18
[2] João 10:11,14; Ezequiel 34:7-16,23; Mateus 18:12-14; Lucas 15:3-7; 1Timóteo 2:4; Apocalipse 7:9,10; Marcos 10:45; João 10:11,14,15,26-29; 17:9; Atos 20:28; Mateus 1:21; Efésios 5:25-27; Romanos 8:32-35; João 3:16; Romanos 3:24; João 10:15-18,27-30; Romanos 5:8-10; 8:32; Gálatas 2:20; 3:13,14; 4:4,5; 1João 4:9,10; Apocalipse 1:4-6; 5:9,10
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1126, 1248
ATKINSON, Basil F. C. O Evangelho Segundo São Mateus: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 971. Reimpressão
BERKHOF, LOUIS. Teologia Sistemática. 3.ª ed. revisada. Trad. Odayr Olivetti. São Paluo: Cultura Cristã, 2007. p. 363
[3] Salmo 34:4,7,8,19-22; 1Pedro 2:3; Romanos 8:1,33,34; Ezequiel 34; Jeremias 23:1-6
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 527, 528. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 635, 636
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O PASTOR DE NOSSAS ALMAS
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (João 10:9)
ATÉ MESMO em meio a incompreensões e cegueira das pessoas, expressando-Se por meio de alegorias, metáforas ou parábolas, ou mesmo aproveitando-Se de tantas outras oportunidades, Jesus continuava apresentando o Seu ministério, pregando sobre o caráter da Sua atividade salvífica como um pastor que, incansavelmente, responsabiliza-se, dia após dia, por suas ovelhas indo adiante delas, guiando-as, por saber que elas o seguem porque reconhecem a sua voz.
Mesmo diante da cegueira e incompreensão de tantas pessoas, Jesus conhece as Suas ovelhas. Por isso, Ele Se revela a elas de tal modo que elas Lhe responderão. Somente através dessa segurança nEle é despertada nelas esta vontade de segui-Lo.De modo nenhum seguirão um estranho. Mas mesmo diante de promessas tão confortadoras estes crentes em Cristo não deverão vacilar, devendo estar sempre prontos contra os falsos mestres porque o “ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir” (Ezequiel 34:7-16,23; João 10:1-10,11,14; Marcos 13:22,23; 2Timóteo 3:5; 4:2-5; 1João 2:26).
O SENHOR Deus é o Pastor do Seu povo (Gênesis 48:15; 49:24; Salmo 23:1; 28:9; 78:52; 80:1; Isaías 40:11; Jeremias 31:10; Ezequiel 34:11-16) que, na pessoa desse mesmo Jesus, como Pastor e Bispo de nossas almas, mesmo ferido e afligido, carrega os nossos pecados e maldições, padecendo num madeiro, na qualidade de um sacrifício perfeito em benefício de Suas próprias ovelhas (Zacarias 13:7; Mateus 26:31; Atos 10:39; Deuteronômio 21:22,23; Gálatas 3:13; 1Pedro 1:19,20; 2:24).
Em meio a uma humanidade caída, o SENHOR Deus tem marcado algumas pessoas para serem Suas, pois, em Cristo, Ele é o genuíno Pastor que conhece as Suas próprias ovelhas e as chama pelo nome e as conduz para o desfrute da liberdade delas, já que esse mesmo Jesus é “a porta de Suas ovelhas”, ou seja, o único através de Quem a vida eterna é recebida (João 10:3,5,7; cf. João 14:6; Mateus 7:13,14). Por ser a porta, tanto de entrada como de saída, é pelo intermédio desse mesmo Jesus que entramos na presença do Pai e, por Ele, saímos para uma vida de liberdade e serviço longe dos ladrões e salteadores que falsamente se autoproclamam como o Messias.
Esse mesmo Jesus, que muitos não compreenderam – e ainda hoje não compreendem, pois estão cegos diante do Seu plano de salvação –, é a única porta. “Se alguém entrar por mim será salvo” (João 10:9). A salvação é dada àqueles que confiam nesse Jesus (Atos 16:31; Romanos 10:9,10). Somente estes são salvos (João 14:6). Somente Ele é necessário e suficiente para tal, posto que Ele veio para dar vida – vida única e eterna, e em abundância – a Seus redimidos (João 3:36; 10:10; Salmo 23:1,5,6).