“Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em Meu nome e possa logo falar mal de Mim” – Marcos 9:39b
NESTE mundo em que tudo é para ontem, tudo é rápido, como se estivéssemos fugindo do bicho papão, ou sabe-se lá de quê, apenas por insistirmos estar na crista da onda, e por priorizarmos estar sempre à frente dos nossos antagonistas, fazemos de tudo para podermos aparecer utilizando-nos de meios dos mais absurdos possíveis e impossíveis que passam por nossa imaginação, quando não lutamos com unhas e dentes em busca deles, doa a quem doer, apenas para que nossos intentos sejam satisfeitos. As intenções aí são das mais diversas, assim como as vias para acessarmos e chegarmos até a consumação delas. Hoje, diante de todos os meios à nossa disposição, muitos de nós em vez de ajudarmo-nos uns aos outros, prevenindo estas más intenções com vistas a um mundo melhor e de paz, envolvemo-nos em toda esta agitação, e damos as nossas próprias mãos, sujando-as até então. Não que não devamos ser eficientes na excelência daquilo que propomos ou que não devamos batalhar por aquilo que cremos e queremos, mas que estejamos bem longe das intrigas, ciúmes, invejas, orgulhos, presunções e fanatismo deste mundo. Tudo isso não nos leva a nenhuma edificação – nem de nosso corpo nem de nossa alma nem de nós mesmos, como um todo, na nossa comunidade, na nossa família, nos nossos filhos, e diante de todos os demais. Entretanto, nos iludimos, pensando estar com aquela corda toda, posto que em menos ou mais dia, atrelada a nosso pescoço, esta ruirá do mais alto que estivermos. É quando já é tarde! Ou já vamos tarde? Depende do lado em que estivermos. Mas como de coisas ruins não nos descartamos tão fácil assim, muitos de nós ainda continuamos engrossando as fileiras dos adeptos daqueles que não importam que falem, mesmo que falem mal, mas que falem de nós. Assim, o importante é estarmos na boca do povo, custe o que custar, não importa o teor desta falação. “Falem mal, mas falem de mim”, confirma um certo homem público bem conhecido por seus caracteres pouco ortodoxos de gerir o erário, além da sua autoria de outros tantos fiascos. “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”, alerta o apóstolo Paulo, preocupando-se com as necessidades e interesses dos outros, posto que este seja o melhor alvo para onde deveríamos direcionar todos os nossos atos, estando nós em que esfera estivermos na sociedade, sem nenhuma retórica ou hipocrisia; sem nenhum exclusivismo arrogante e sectário.
Na sua difícil missão de conduzir o povo eleito, em meio a exigências, idolatrias, revoltas e murmurações, Moisés, apesar de haver-se dedicado totalmente ao serviço do povo de Deus, e de considerar pesado este seu cargo, ele também se emocionava com as lágrimas dos israelitas. Por meio de suas orações, Deus lhe ouvia, e respondia os seus pedidos. Foi assim que lhes vieram o maná, as codornizes, os 70 anciãos para ajudarem Moisés, dentre outras promessas cumpridas pelo SENHOR nosso Deus. “Escolhe 70 homens que estejam em condições de colaborar contigo; sobre eles farei descer o mesmo Espírito que se encontrava em ti”, disse Deus a Moisés, e assim o fez, de modo que, “quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais”; servindo para autenticar a liderança destes anciãos. Ora, havia dois anciãos do povo, Eldade e Medade, que, embora não tivessem participado daquele evento dos 70, também receberam o Espírito de Deus e se tornaram profetas, exatamente como os outros 70 anciãos. Armou-se uma grande confusão, posto que pessoas estranhas tinham recebido o mesmo dom de Deus, sem fazerem parte do grupo dos escolhidos. Escandalizado com este acontecimento, Josué, servo de Moisés, e eminente personagem no seio dos israelitas, receando pela reputação do seu senhor – o único a quem competia a suprema direção do povo –, pediu para que Moisés interviesse a fim de impedir que aqueles dois homens profetizassem. Sem sentir qualquer ponta de inveja pelos demais auxiliares, na sua grandeza de ânimo, segundo os especialistas, Moisés simplesmente respondeu, alegremente: “Tens tu ciúmes por mim? Quem me dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o Seu Espírito sobre ele!” Esta é a Palavra de Deus! Que excelente exemplo para todos nós, principalmente para quem tem ou almeja algum cargo de liderança secular ou no ministério eclesiástico. Qual seria a nossa postura, igual à de Josué ou à de Moisés, diante de nossos colaboradores? Será que somos nós que comandamos o Espírito de Deus ou Ele age como, quando e em quem quiser? Será que a escassez de resultados e o excesso de nossas preocupações não dependem, pelo menos parcialmente, de nós que estamos na liderança e achamos que podemos resolver tudo sozinhos? Até que ponto, por ciúmes, inveja ou insegurança, não boicotamos o bom andamento de um trabalho, as esperanças e sonhos de nossos auxiliares com medo de perdermos o nosso lugar de destaque na empresa, na Igreja ou em qualquer outra instituição, ignorando que, se Deus realmente nos deu qualquer posição em qualquer lugar, ninguém a tirará de nós? É bonito despejarmos elogios a alguém diante dos aplausos de uma efusiva platéia. Mas será que estamos sendo realmente sinceros ou fingindo de bonzinhos pela causa de um possível proveito próprio?
É certo que ás vezes é difícil distinguirmos quem realmente está conosco ou quem está contra nós neste mundo hipócrita e calculista. É certo que também não é fácil apontarmos quem são nossos amigos ou inimigos. Alguém pode se declarar nosso fiel amigo, e, na hora de que mais precisamos dele, na hora de praticar isso tudo, pode nos trair, tirando o corpo fora, deixando o nosso cair na lama e às feras. Para nossa surpresa, alguma outra pessoa, até então, considerada adversária, por nós atacada e até caluniada, pode se revelar como nosso parceiro de confiança, que luta por nossa causa até o fim, venha o que vier nestas horas tão importantes. O Senhor Jesus nos alerta em um outro episódio que pode nos levar à reflexão sobre a nossa sabedoria e discernimento na hora de lidarmos com os dons das pessoas, sejam elas do nosso grupo ou fora dele. O importante é não posarmos de fanáticos, orgulhosos ou presunçosos, e pensarmos que somos os donos do pedaço, e que, ao fazermos parte de um determinado grupo, ninguém mais poderá entrar nele. Temos que abrir mão deste exclusivismo arrogante e sectário. Infelizmente, entre os discípulos de Jesus isso também acontecia. Temos a mania de pensarmos que somente nós ou nosso grupo é que podemos tudo, que podemos praticar qualquer ato que quisermos; qualquer arbitrariedade. Somente nós é que somos os melhores, e ninguém mais tem este direito. Fanatismos, sectarismos, ciúmes, invejas, arbitrariedades e discórdias à parte, o que vale mesmo é o bom desempenho dos nossos dons com abnegação e generosidade, sem a preocupação com o que os outros podem fazer, sem glosarmos o trabalho deles diante da comunidade, se é melhor ou pior do que o nosso, e sem os tacharmos de intrusos, quando eles simplesmente só querem nos ajudar. E sem inseguranças; sem o medo de perdermos o nosso espaço de poder e de prestígio que conseguimos até então. Sem o medo de sermos felizes também, dando uma chance aos outros. Temos que ajudar os outros a serem úteis e desenvolverem os seus melhores dons para o bem dos seus semelhantes, e de si mesmos, e também serem felizes, sem cometermos nenhum escândalo, nenhum tropeço. Sem deixarmos nenhuma dúvida daquilo que realmente somos, mas que não temos o monopólio de nada. Deus deu a cada um de nós aquilo que somos capazes de fazer. Basta percebermos isso e irmos em frente, sem contendas, de mãos limpas, com todo o ânimo, humilhando-nos diante dEle para que Ele possa nos exaltar diante dos outros. Nas Suas lições de discipulado, o Senhor Jesus, conforme narrações de Marcos, salienta-nos o dever da bondade e tolerância mútuas, e enfatiza a nossa disciplina pessoal, quando João, mencionando um exorcista anônimo, que não seguia a Jesus, portanto, não era do grupo dos Seus discípulos, mas que expulsava demônios em nome de Jesus, diferentemente do caso do menino que tinha um espírito mudo, mas que os próprios discípulos não conseguiram expulsar os demônios dele, e também do caso dos exorcistas judeus que o maligno não reconheceu seus poderes, mas, sim, os de Jesus e de Paulo, o evangelista destaca, na opinião dos especialistas, a sinceridade e eficiência deste exorcista, não obstante todos os seus defeitos. João queria que o senhor Jesus proibisse os trabalhos deste exorcista pelos quais as vidas estavam sendo abençoadas e libertadas do poder do mal, mas que, talvez, este homem não reconhecesse a autoridade dos Doze. Sem tirar a prerrogativa dos Doze, mas percebendo o orgulho e exclusivismo deles, Jesus Se recusa a condenar aquele de quem os discípulos estavam falando. Em vez disso, o Senhor Jesus ensina que o apoio e a comunhão de todos os que defendem Sua causa devem ser gratamente reconhecidos. “Porque quem não é contra nós, é por nós”, diz, para, em seguida, advertir solenemente contra os escândalos que possam fazer tropeçar aqueles de pequena importância para o mundo, “os pequeninos”, os fracos na fé. Os especialistas comentam que comprometer a confiança destes através do uso egoísta e inconsiderado de poder exige a mais severa punição. O apóstolo Paulo diz que é bom nem comer carne nem beber vinho nem fazer outras coisas que possam fazer tropeçar nosso irmão ou que o escandalize ou que o enfraqueça na fé. “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”, avisa o próprio Senhor Jesus para Quem é melhor entrarmos no Reino dos Céus aleijados ou cegos, faltando um de nossos membros, ou mesmo o nosso próprio olho, do que irmos para o inferno com o nosso corpo todo perfeito, numa clara alusão a que é muito difícil renunciarmos os nosso hábitos pecaminosos, mas que devemos perseverar, insistindo na nossa fé e nos nossos serviços, com humildade com vistas a nossa própria paz, seja na Igreja ou em qualquer outro lugar da nossa comunidade. Não devemos temer a cirurgia espiritual para salvar a vida da alma, nos dizeres de J. D. Jones, para não sermos lançados no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, ou seja, no inferno.
REFLEXÃO DE HOJE
“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar. E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no Reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” – Marcos 9:42-48
LEITURAS DE HOJE
Salmo 19; Números 11:4-6,10-16,24-29
Tiago 4:7-12; Marcos 9:38-50
NOTAS
[1] Judas 3; 1Tessalonicenses 5:22; 1Coríntios 6:12; 10:23,24; Efésios 4:29; Filipenses 2:3; Gálatas 5:26
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1414
[2] Números 11:4-6,10-16,24-29
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 173
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 412-420
MAC RAE, A. A. Números: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.200. Reimpressão
[3] Marcos 9:38-50; Tiago 4:8,10; Marcos 9:38-42,43-50; Atos 19:15-16; Marcos 9:18; Mateus 18:7; Romanos 14:21; Isaías 66:24; Mateus 10:28
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1007, 1008. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1163, 1164
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
SELVA HUMANA
“Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” – Marcos 9:35b
VIVEMOS num mundo exageradamente competitivo, e quem fugir destes padrões consumistas de nossos dias é visto como um estranho no ninho, carregando sobre si todas as sequelas e chacotas por causa de uma postura desigual, além das discriminações e possíveis retaliações impostas por supostos detentores de certos poderes que se acham no direito de ditarem a moda que se deve seguir por todos a seu modo, e ponto final. Vivemos iludidos por chavões em nossa mente incutidos como se fôssemos gado marcado para ser despachado a um mercado que se tornou escravo do quanto mais, melhor, ou daquele que tem mais é o melhor. Somos vistos pelo que temos e não pelo que somos. Somos produtos das aparências, da hipocrisia, em todos os sentidos, e em quaisquer segmentos em que estamos inseridos, sejam eles laicos ou não. Desde pequenos somos educados para sermos os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais isso, os mais aquilo, senão não conseguiremos sucesso na vida, e assim por diante. Irrefletidamente, tomamos tais conceitos ao pé da letra, e construímos a nossa vida assim, arrasando tudo e todos, pisando em tudo e em todos, até naquilo que com muito amor e com todo cuidado plantamos. Adotamos tais atitudes às vezes até por uma questão banal ou mesmo em troca de uma posição social, política ou até mesmo religiosa que, na realidade, jamais seríamos capazes de preencher, já que os nossos dons são visivelmente antagônicos a estes que tresloucadamente forçamos a sua prática, mesmo que em sã consciência seja impraticável, apenas para inviabilizarmos que outrem possa desempenhá-los bem melhor do que nós. Mas, não, “isto é meu; é meu! Sou eu que sei tudo. Fui eu que fiz. Nenhum outro é capaz, além de mim”, e assim vamos tropeçando. Estouramos, estrondosamente, vociferando que os outros são os outros, o resto, a gentalha... Em meio a esta insana ânsia pelo poder, por querermos ser sempre o melhor de todos e o maior dentre todos, o detentor de tudo, ou seja, os superpoderosos, perdemos o senso do ridículo, incapacitando-nos de distinguirmos com transparência quem é quem neste contexto e nestes conceitos de gente ordinária ou de ralé nesta pirâmide da desinteligência esparramada por esta selva de barbárie humana. Somos incapazes de refletirmos que somos reféns de nós mesmos, que somos intimamente atormentados dia após dia por nossos próprios estranhos desejos e pelo medo de botarmos o nariz ou os nossos próprios olhos para fora da janela e não sermos decepados de corpo inteiro ou atravessados por balas de todos os calibres disparadas por pessoas do mais baixo mundo por conta da nossa ganância, do nosso egoísmo, dos nossos maus desejos, da nossa imoralidade, das nossas corrupções, das nossas paixões desenfreadas, da nossa covardia, das nossas intrigas e mentiras, e da nossa retórica em relação a nossa falta de humildade e desapego aos bens materiais – e olha que isso vem enlameando todos os escalões da nossa sociedade há muito tempo para vexame de poucos. Aonde tudo isso pode nos levar? Em que pé estamos neste lamaçal? Até onde está o nosso dedo nisso tudo? Será que não temos nem um pingo de vergonha? Por onde anda aquela nossa dignidade cuja excelência pelo Pai das Luzes nos foi outorgada? Ou será que esta luz ainda não nos foi alcançada? Até quando vamos viver iludidos pelas bobagens deste mundo, embevecidos por este abjeto e efêmero glamour, apegados às coisas que são da terra, a estas coisas passageiras, que logo se apodrecem, e que estão bem longe daquelas coisas que vêm do alto? Quando vamos nos abdicar de tudo o que pertence à nossa natureza terrena? Quando vamos desistir de tanta idolatria?
E, então, quem é o maior nesta confusão toda com relação ao Reino dos Céus? Responder a esta pergunta talvez não seja tão fácil assim, no universo da nossa concepção humana, assim como também não foi aos discípulos de Jesus que discutiam entre si sobre tal assunto. Entre nós também talvez tenhamos este mesmo receio, até de inquirirmos uns aos outros, dada tanta competição entre os homens, posto que ninguém queira ficar por baixo como se isso fosse algum demérito para alguém quando se trata de sermos úteis aos serviços do SENHOR nosso Deus; àquilo que realmente fomos chamados a desempenhar na nossa comunidade. Talvez precipitadamente desejosos de transformarem-se em deficientes físicos ou em monstros, uns até se arroguem dizendo que não nasceram para serem cauda, mas, sim, cabeça, como se uma coisa desdissesse ou anulasse a outra, segundo Aquele que criou todas as coisas para o louvor da Sua glória. Ensinando a Seus discípulos, Jesus, como o Messias anunciado em toda a Escritura, como o Filho do Deus vivo e Redentor nosso apregoado em todos os tempos, que, por um imenso amor, rebaixou-Se ao nível dos homens, tomando sobre Si todos os nossos pecados e sofrimentos, além de anunciar Sua morte e ressurreição, deu o exemplo a todos os arrogantes e filhos da desobediência ainda presentes nos dias de hoje. Mas, sem destruir a noção de hierarquia funcional daquela sociedade, dada a sua importância de honra, assim como a preocupação de desempenhar um significativo papel na mente daquele povo, Jesus introduz uma revolução neste modo de pensar quando chama à parte os Doze e, reconhecendo explicitamente a posição de liderança deles, diz: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.” Segundo os especialistas, Jesus não está atacando a posição de liderança, mas mostrando o modo que essa liderança deve ser exercida, como “último e servo de todos”. Princípio este que é exemplificado pelo próprio Jesus, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos”.
Ao concluir Sua obra o supremo e divino Criador viu que tudo era bom, e, assim, por último, nela colocou o homem para dela usufruir de tudo, multiplicando-se nela, administrando-a para o seu próprio bem-estar e felicidade geral da humanidade. Só que, para isso, o homem teria que obedecer a certos requisitos ordenados por Deus. O desfecho desta história todo mundo já sabe, pois ainda respinga em todos nós, e, mesmo assim, ainda continuamos no auge da nossa ingratidão, soberba e desobediência. Ainda continuamos aprontando as nossas peripécias que vêm custando muito caro a cada um de nós, não apenas no campo espiritual, mas também aos quatro cantos deste mundo que jaz no maligno. São as farpas fincadas no nosso íntimo que sangram até na nossa carne. São resquícios de uma herança dos nossos próprios pecados. Haja vista os contrastes e as incoerências deste mundo; as catástrofes e aflições que sofremos, as guerras, a fome, e tantas outras mazelas e necessidades, se comparadas com a parte saudável de toda esta história, que anda bem distante daquela do jardim do Éden, e que ninguém pode escapar a esta rede de intrigas sem o socorro divino, já que a escravização ao pecado é voluntária e somente o Filho de Deus pode destruir tal servidão, substituindo-a por uma vida de perdão, gratidão e obediência, ou seja, uma nova vida. Também não podemos fugir de nossas responsabilidades, culpando os outros ou mesmo o próprio diabo por nossa situação. Somos responsáveis por nossos próprios atos, não o vizinho, o cara lá de longe, da esquina, de não se sabe onde, mas cada um de nós coopera com a sua parte, já que qualquer assunto resvala pela aldeia global. Temos que vestir a nossa própria carapuça, sem covardias nem fingimentos; pelo menos isso. Ninguém é uma ilha, que sobrevive isolado, longe de tudo e todos, muito menos nos dias de hoje, na era das mais avançadas tecnologias. Só que muitos ainda vivem muito longe da parte boa destes benefícios, como se vivêssemos em castas, a dos privilegiados e a dos outros, como se fossem predestinados a sobreviverem à míngua, eternamente. Resistência também tem seus limites. Há muito conhecimento e pouca sabedoria. Até quando? A verdadeira sabedoria vem de Deus. A epístola de Tiago fala desta sabedoria que vem do alto, posto ser possível alguém conhecer muita coisa e ter pouca sabedoria, já que o sábio é aquele que tem fé, é submisso a Deus, e, além de ser ensinado por Ele, aceita críticas, aprende e cresce com elas. Já uma sabedoria falsa e simulada, pode produzir inveja e rivalidades, ciúmes e contendas, aguçando os nossos instintos desregrados de onde provém toda a maldade, inclusive o vandalismo, assassínio, adultério, furtos, malícia e outros pecados que violam as pessoas, e provocam caos na comunidade. Segundo Tiago, esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. “Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” A epístola continua examinando as causas das discórdias que existem entre os homens, assim como nas comunidades cristãs, denunciando a ganância de acumular bens materiais e, consequentemente, a inveja, em relação àqueles que possuem mais que os outros. Assim, as guerras, as lutas, as contendas existem por causa do nosso egoísmo em procurar dominar os outros quando, na verdade, deveríamos colaborar, até mesmo com os mais necessitados, os pobres e os desvalidos em qualquer circunstância. Mas não; todos queremos alcançar os primeiros lugares, não os últimos, como aconselha o próprio Senhor Jesus, que tanto insistiu nisso, e serviu de exemplo em toda a Sua vida prática. É o que todos deveríamos priorizar em nossa prática diária, como ressalta a epístola de Tiago, ou seja, todo aquele que se arroga uma superioridade deve provar de modo prático, e modestamente, tal superioridade por meio de seu bom procedimento no meio da sua comunidade, inclusive no meio cristão. Devemos não só praticar esta sabedoria, mas também ensiná-la aos demais para que estes também a pratiquem, e o mundo passe a ser mais solidário, em vez de solitário, em meio a tantas guerras, tanto ódio, enfim, tantos conflitos que têm sua origem na não-aceitação dos ensinos de Jesus que é o de colocarmo-nos a serviço do bem-estar dos outros, sejam eles quem forem, posto que quem semeia a verdadeira sabedoria, não apenas o conhecimento ou a exorbitância, semeia a boa semente que produz a justiça, a retidão, já que é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
REFLEXÃO DE HOJE
“Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais; e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Antes, ele dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” – Tiago 3:16-4:6
LEITURAS DE HOJE
Salmo 54; Jeremias 11:18-20
Tiago 3:16-4:6; Marcos 9:30-37
NOTAS
[1] Tiago 1:17; Colossenses 3:2,5,6,8; Romanos 6:13; 8:13; Efésios 4:19; 5:3,5; Mateus 6:19-22
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 406-411
[2] Marcos 8:31; 9:30-37; João 3:13-19; Colossenses 3:6; Marcos 10:45
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1163
[3] Gênesis 1:1-31; 2:4-25; 3:1-24; 6:3; 8:21; 1João 3:8; 5:19;Tiago 1:13-18; 4:1-6; Gálatas 5:22; 2Pedro 1:5-9
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1490, 1515
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1394-1396. Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1007.Reimpressão
VIVEMOS num mundo exageradamente competitivo, e quem fugir destes padrões consumistas de nossos dias é visto como um estranho no ninho, carregando sobre si todas as sequelas e chacotas por causa de uma postura desigual, além das discriminações e possíveis retaliações impostas por supostos detentores de certos poderes que se acham no direito de ditarem a moda que se deve seguir por todos a seu modo, e ponto final. Vivemos iludidos por chavões em nossa mente incutidos como se fôssemos gado marcado para ser despachado a um mercado que se tornou escravo do quanto mais, melhor, ou daquele que tem mais é o melhor. Somos vistos pelo que temos e não pelo que somos. Somos produtos das aparências, da hipocrisia, em todos os sentidos, e em quaisquer segmentos em que estamos inseridos, sejam eles laicos ou não. Desde pequenos somos educados para sermos os mais bonitos, os mais inteligentes, os mais isso, os mais aquilo, senão não conseguiremos sucesso na vida, e assim por diante. Irrefletidamente, tomamos tais conceitos ao pé da letra, e construímos a nossa vida assim, arrasando tudo e todos, pisando em tudo e em todos, até naquilo que com muito amor e com todo cuidado plantamos. Adotamos tais atitudes às vezes até por uma questão banal ou mesmo em troca de uma posição social, política ou até mesmo religiosa que, na realidade, jamais seríamos capazes de preencher, já que os nossos dons são visivelmente antagônicos a estes que tresloucadamente forçamos a sua prática, mesmo que em sã consciência seja impraticável, apenas para inviabilizarmos que outrem possa desempenhá-los bem melhor do que nós. Mas, não, “isto é meu; é meu! Sou eu que sei tudo. Fui eu que fiz. Nenhum outro é capaz, além de mim”, e assim vamos tropeçando. Estouramos, estrondosamente, vociferando que os outros são os outros, o resto, a gentalha... Em meio a esta insana ânsia pelo poder, por querermos ser sempre o melhor de todos e o maior dentre todos, o detentor de tudo, ou seja, os superpoderosos, perdemos o senso do ridículo, incapacitando-nos de distinguirmos com transparência quem é quem neste contexto e nestes conceitos de gente ordinária ou de ralé nesta pirâmide da desinteligência esparramada por esta selva de barbárie humana. Somos incapazes de refletirmos que somos reféns de nós mesmos, que somos intimamente atormentados dia após dia por nossos próprios estranhos desejos e pelo medo de botarmos o nariz ou os nossos próprios olhos para fora da janela e não sermos decepados de corpo inteiro ou atravessados por balas de todos os calibres disparadas por pessoas do mais baixo mundo por conta da nossa ganância, do nosso egoísmo, dos nossos maus desejos, da nossa imoralidade, das nossas corrupções, das nossas paixões desenfreadas, da nossa covardia, das nossas intrigas e mentiras, e da nossa retórica em relação a nossa falta de humildade e desapego aos bens materiais – e olha que isso vem enlameando todos os escalões da nossa sociedade há muito tempo para vexame de poucos. Aonde tudo isso pode nos levar? Em que pé estamos neste lamaçal? Até onde está o nosso dedo nisso tudo? Será que não temos nem um pingo de vergonha? Por onde anda aquela nossa dignidade cuja excelência pelo Pai das Luzes nos foi outorgada? Ou será que esta luz ainda não nos foi alcançada? Até quando vamos viver iludidos pelas bobagens deste mundo, embevecidos por este abjeto e efêmero glamour, apegados às coisas que são da terra, a estas coisas passageiras, que logo se apodrecem, e que estão bem longe daquelas coisas que vêm do alto? Quando vamos nos abdicar de tudo o que pertence à nossa natureza terrena? Quando vamos desistir de tanta idolatria?
E, então, quem é o maior nesta confusão toda com relação ao Reino dos Céus? Responder a esta pergunta talvez não seja tão fácil assim, no universo da nossa concepção humana, assim como também não foi aos discípulos de Jesus que discutiam entre si sobre tal assunto. Entre nós também talvez tenhamos este mesmo receio, até de inquirirmos uns aos outros, dada tanta competição entre os homens, posto que ninguém queira ficar por baixo como se isso fosse algum demérito para alguém quando se trata de sermos úteis aos serviços do SENHOR nosso Deus; àquilo que realmente fomos chamados a desempenhar na nossa comunidade. Talvez precipitadamente desejosos de transformarem-se em deficientes físicos ou em monstros, uns até se arroguem dizendo que não nasceram para serem cauda, mas, sim, cabeça, como se uma coisa desdissesse ou anulasse a outra, segundo Aquele que criou todas as coisas para o louvor da Sua glória. Ensinando a Seus discípulos, Jesus, como o Messias anunciado em toda a Escritura, como o Filho do Deus vivo e Redentor nosso apregoado em todos os tempos, que, por um imenso amor, rebaixou-Se ao nível dos homens, tomando sobre Si todos os nossos pecados e sofrimentos, além de anunciar Sua morte e ressurreição, deu o exemplo a todos os arrogantes e filhos da desobediência ainda presentes nos dias de hoje. Mas, sem destruir a noção de hierarquia funcional daquela sociedade, dada a sua importância de honra, assim como a preocupação de desempenhar um significativo papel na mente daquele povo, Jesus introduz uma revolução neste modo de pensar quando chama à parte os Doze e, reconhecendo explicitamente a posição de liderança deles, diz: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.” Segundo os especialistas, Jesus não está atacando a posição de liderança, mas mostrando o modo que essa liderança deve ser exercida, como “último e servo de todos”. Princípio este que é exemplificado pelo próprio Jesus, que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos”.
Ao concluir Sua obra o supremo e divino Criador viu que tudo era bom, e, assim, por último, nela colocou o homem para dela usufruir de tudo, multiplicando-se nela, administrando-a para o seu próprio bem-estar e felicidade geral da humanidade. Só que, para isso, o homem teria que obedecer a certos requisitos ordenados por Deus. O desfecho desta história todo mundo já sabe, pois ainda respinga em todos nós, e, mesmo assim, ainda continuamos no auge da nossa ingratidão, soberba e desobediência. Ainda continuamos aprontando as nossas peripécias que vêm custando muito caro a cada um de nós, não apenas no campo espiritual, mas também aos quatro cantos deste mundo que jaz no maligno. São as farpas fincadas no nosso íntimo que sangram até na nossa carne. São resquícios de uma herança dos nossos próprios pecados. Haja vista os contrastes e as incoerências deste mundo; as catástrofes e aflições que sofremos, as guerras, a fome, e tantas outras mazelas e necessidades, se comparadas com a parte saudável de toda esta história, que anda bem distante daquela do jardim do Éden, e que ninguém pode escapar a esta rede de intrigas sem o socorro divino, já que a escravização ao pecado é voluntária e somente o Filho de Deus pode destruir tal servidão, substituindo-a por uma vida de perdão, gratidão e obediência, ou seja, uma nova vida. Também não podemos fugir de nossas responsabilidades, culpando os outros ou mesmo o próprio diabo por nossa situação. Somos responsáveis por nossos próprios atos, não o vizinho, o cara lá de longe, da esquina, de não se sabe onde, mas cada um de nós coopera com a sua parte, já que qualquer assunto resvala pela aldeia global. Temos que vestir a nossa própria carapuça, sem covardias nem fingimentos; pelo menos isso. Ninguém é uma ilha, que sobrevive isolado, longe de tudo e todos, muito menos nos dias de hoje, na era das mais avançadas tecnologias. Só que muitos ainda vivem muito longe da parte boa destes benefícios, como se vivêssemos em castas, a dos privilegiados e a dos outros, como se fossem predestinados a sobreviverem à míngua, eternamente. Resistência também tem seus limites. Há muito conhecimento e pouca sabedoria. Até quando? A verdadeira sabedoria vem de Deus. A epístola de Tiago fala desta sabedoria que vem do alto, posto ser possível alguém conhecer muita coisa e ter pouca sabedoria, já que o sábio é aquele que tem fé, é submisso a Deus, e, além de ser ensinado por Ele, aceita críticas, aprende e cresce com elas. Já uma sabedoria falsa e simulada, pode produzir inveja e rivalidades, ciúmes e contendas, aguçando os nossos instintos desregrados de onde provém toda a maldade, inclusive o vandalismo, assassínio, adultério, furtos, malícia e outros pecados que violam as pessoas, e provocam caos na comunidade. Segundo Tiago, esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. “Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” A epístola continua examinando as causas das discórdias que existem entre os homens, assim como nas comunidades cristãs, denunciando a ganância de acumular bens materiais e, consequentemente, a inveja, em relação àqueles que possuem mais que os outros. Assim, as guerras, as lutas, as contendas existem por causa do nosso egoísmo em procurar dominar os outros quando, na verdade, deveríamos colaborar, até mesmo com os mais necessitados, os pobres e os desvalidos em qualquer circunstância. Mas não; todos queremos alcançar os primeiros lugares, não os últimos, como aconselha o próprio Senhor Jesus, que tanto insistiu nisso, e serviu de exemplo em toda a Sua vida prática. É o que todos deveríamos priorizar em nossa prática diária, como ressalta a epístola de Tiago, ou seja, todo aquele que se arroga uma superioridade deve provar de modo prático, e modestamente, tal superioridade por meio de seu bom procedimento no meio da sua comunidade, inclusive no meio cristão. Devemos não só praticar esta sabedoria, mas também ensiná-la aos demais para que estes também a pratiquem, e o mundo passe a ser mais solidário, em vez de solitário, em meio a tantas guerras, tanto ódio, enfim, tantos conflitos que têm sua origem na não-aceitação dos ensinos de Jesus que é o de colocarmo-nos a serviço do bem-estar dos outros, sejam eles quem forem, posto que quem semeia a verdadeira sabedoria, não apenas o conhecimento ou a exorbitância, semeia a boa semente que produz a justiça, a retidão, já que é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.
REFLEXÃO DE HOJE
“Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais; e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes? Antes, ele dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” – Tiago 3:16-4:6
LEITURAS DE HOJE
Salmo 54; Jeremias 11:18-20
Tiago 3:16-4:6; Marcos 9:30-37
NOTAS
[1] Tiago 1:17; Colossenses 3:2,5,6,8; Romanos 6:13; 8:13; Efésios 4:19; 5:3,5; Mateus 6:19-22
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 406-411
[2] Marcos 8:31; 9:30-37; João 3:13-19; Colossenses 3:6; Marcos 10:45
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1163
[3] Gênesis 1:1-31; 2:4-25; 3:1-24; 6:3; 8:21; 1João 3:8; 5:19;Tiago 1:13-18; 4:1-6; Gálatas 5:22; 2Pedro 1:5-9
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1490, 1515
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1394-1396. Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1007.Reimpressão
domingo, 13 de setembro de 2009
À LUTA, POIS!...
“Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR, e firme-se sobre o seu Deus” – Isaías 50:10b
DIANTE DOS desafios a que estamos expostos todos os dias da nossa vida – e olha que são muitos! –, muitas vezes, até parece que esta lide nunca terá fim, posto que estamos tão envolvidos neles que nem vemos o final deste túnel, muito menos a tão esperada e famigerada luz. Diante de tão exaustiva situação, às vezes nos tornamos ainda mais frágeis, muito mais impotentes do que já fomos, ou que ainda somos, perante outras ocasiões, posto que não somos nenhum super-homem, por mais que pensamos ou que nos arroubamos que somos ou por mais metidos a besta que queiramos, tendo em vista tanta propaganda enganosa em torno deste assunto supervalorizando o antropocentrismo, que, no final das contas, ou melhor, no final dos nossos dias, veremos que aqueles super-heróis da mídia são muito melhores do que nós mesmos porque, embora inventados pelo próprio homem, eles não passam de um grande sonho daquilo que almejávamos na vida real. Super-heróis? Super-homens? Ledo engano! Haja vista tantas crianças que na sua vasta, mas ingênua, criatividade tentam imitá-los, e se esborracham pela janela abaixo, esboroando-se, deixando apenas uma triste história nas cenas de uma tragédia de um catastrófico e último ato, ou seja, levando consigo o fim de um sonho para toda a eternidade. Embora todos estejam no direito de terem os seus sonhos – porque sonhar também faz parte desta vida –, mesmo assim, sonhos não passam de apenas sonhos, se não os transformarmos em realidade; se, na prática, não os concretizarmos. Aí é que a coisa pega, porque é aí que temos que suar a nossa camisa e mostrarmos o que somos, ou a que viemos, para não tornarmos tais sonhos em pesadelo. Temos que praticar os nossos melhores dons, conforme os desígnios dAquele que nos incumbiu que os praticássemos com vistas aos objetivos para cada um de nós por Ele projetados. Daí, voltarmos aos nossos desafios, à nossa realidade do dia a dia que, mesmo sacrificante, é bem melhor, já que esta nossa vida não é nenhum faz de conta, muito menos um mar de rosas, mas que, no final das contas, vivemos pela causa de alguma vitória, mesmo que nem sempre tenhamos a chance de vencer tudo numa única largada. Muita vez a derrota significa uma grande vitória, um enorme estágio para um importante aprendizado, uma reflexão de que estávamos necessitando para botarmos os pés nos trilhos e começarmos tudo de novo, de uma outra forma, bem mais amadurecida. E para que consigamos tal vitória, imprescindivelmente, é necessário que passemos por lutas, às vezes, terríveis, que parecem não ter fim. Mas isto é a vida, ou não é? Vida fácil? Balela. Superpoderes, sonhos, vitórias ou derrotas à parte, poderoso mesmo é somente Deus, que de tudo nos provê em favor do nosso bem-estar, natural e espiritual; que é o Criador do céu e da terra, e de tudo o que neles há; e de Quem vem a nossa capacidade e o nosso socorro a todo tempo que clamarmos, não importam as circunstâncias, porque nEle não há acepção de pessoas. Ele não nos julga com parcialidade, como nós, seres humanos, errônea e costumeiramente nos portamos. Os especialistas confirmam que, embora Deus nos chame para discernir e discriminar entre o bem e o mal, uma distinção baseada sobre meras exterioridades, tais como status econômico, diferenças étnicas e coisas semelhantes, é vista como uma forma pervertida de juízo. Todos somos preciosos para Deus, ricos e pobres, negros e brancos, vermelhos e amarelos, dentre tantos outros contextos e matizes, no sentido de irmandade cristã, ensinada pelo próprio Senhor Jesus.
Basta uma pitada de fé, e a nossa vida se transformará para sempre por uma ação divina e eficaz operada pelo Santo Espírito de Deus para nunca mais desandarmos num passado nebuloso, covarde, e sem sentido para com as coisas espirituais, já que a carne é podre – pelo menos apodrecerá em pouquíssimo tempo; e fenecerá. “O espírito é que vivifica, a carne para nada aproveita”, ensina o Senhor Jesus, numa estreita cooperação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo com relação à condução à fé de todos aqueles que Deus escolheu redimir, já que a redenção dos eleitos é certa, e o Filho promete aceitar qualquer um que crê verdadeiramente. Só as coisas do espírito é que nos revigoram com o tônico da vida eterna, renovando-nos em abundância, cotidianamente, pela graça de Deus, não por merecimento nosso, longe das mesquinharias da carne cujos dias já estão contados nesta vida de lamúrias. Só o espírito é que permanece para toda a eternidade, carregando em si as consequências das práticas dos tempos da carne. Com propostas diametralmente opostas, como a luz e as trevas que, em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença, a carne e o espírito jamais se resolverão de comum acordo, daí, carecermos do alerta sobre a escolha entre um ou outro caminho, seguindo em constante vigilância na rota desta nova vida neste mundo atribulado, posto que, depois, só mesmo o juízo de Deus naquele dia aprazado.
Diante de tanto contrassenso e tentações neste mundo, o próprio Senhor Jesus ainda continua sendo a nossa única esperança, quer queira ou não os incrédulos e seus similares, já que este mesmo Jesus é a encarnação da própria Palavra de Deus tão insistentemente propalada desde os tempos mais remotos, e até mesmo antes da fundação do mundo, dado o soberano conhecimento do SENHOR nosso Deus sobre os nossos percalços, posto ser sabedor de todas as coisas como elas realmente se dão, passadas, presentes e futuras, e em suas reais relações, segundo Berkhof: “Ele [Deus] conhece a essência oculta das coisas, em que o conhecimento do homem não pode penetrar. Ele [Deus] não vê como vê o homem, que só observa as manifestações externas da vida, mas penetra as profundezas do coração humano.” Portanto, que nos vigiemos em estarmos em pé, cuidando-nos para não cairmos, como um atleta que toma o devido cuidado para chegar vitorioso ao final de cada modalidade das suas competições. Se somos verdadeiramente crentes em Cristo, se sabemos que fiel é Deus que não nos permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, estaremos seguros na certeza de que, juntamente com as tentações, o Senhor nos proverá livramento, de sorte que possamos suportar quaisquer agruras deste mundo cruel. Mas, segundo estudiosos, tal confiança deve-se estear nas promessas de Deus e na fiel aderência às condições nelas implícitas. Afirmam ainda que a tentação sempre nos força por afastar-nos do modo correto de vida, entretanto, Deus sempre guarda o crente neste particular, e se este crente se apoiar em Deus, encontrará meio de escapar, tornando-se mais que vencedor por meio dAquele que nos amou primeiro, e que, por isso mesmo, devemos aclamar tal qual o apóstolo Paulo: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” E quem é este Jesus Cristo para cada um de nós? Quem é Jesus Cristo para mim? Quem é Jesus Cristo para você, para o nosso vizinho, para nossa família, nossos filhos, nosso país? Além de ser Aquele que venceu o mundo, que alertou a Seus discípulos que por meio dEle é que se tem a verdadeira paz, posto que neste mundo teremos aflições, este mesmo Jesus Cristo também confia na vontade do Seu próprio Pai, o Qual está sempre com Ele. Mais ainda, revela que o alicerce da nossa fé deve ser posto na Sua vitória sobre as forças das trevas. Assim, encoraja os Seus discípulos, dizendo: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Tudo isso serve para cada um de nós também. São exemplos dos portais da nossa fé tão ameaçada hoje em dia, e que também servem para todos nós diante de tanta banalidade, mas que, inspirados pelo Espírito também possamos proclamar como fez Pedro em nome dos seus irmãos desta mesma fé quando Jesus lhe inquiriu sobre o que eles pensavam quem era o Senhor Jesus na opinião de cada um deles: “Tu és o Cristo.” Foi esta a resposta convicta de Pedro. Será que já estamos prontos para receber uma inspiração tão profunda e real a ponto de declararmos diante de todos em nosso derredor, seja lá onde estivermos, e na hora adequada, uma afirmação deste porte que possa convencer a todos os demais e levá-los a compartilhar e também a acreditar conosco nas maravilhas desta nossa fé, desta nossa confissão, assim, rasgada, de peito aberto, sem nenhum fanatismo religioso da boca para fora ou intenção outra senão a de que somos sincera e intimamente convencidos por uma ação divina do Espírito de Deus? Quão extraordinário é reconhecer nesse Jesus o Messias, o Salvador do Qual todos os profetas falaram e que todos nós, na nossa quase totalidade, esperamos! Quão admirável é confessarmos abertamente, e de dentro do nosso coração, ou seja, francamente, que esse Jesus Cristo é o Filho de Deus, o nosso único Advogado, o nosso único intercessor entre nós e o Pai – e não mais outro nem mais ninguém nem qualquer outra coisa, aqui sem nenhum fruto de pura emoção, mas racionalmente, ou seja, em espírito e em verdade! Só assim é que poderemos enfrentar qualquer desafio, venha de onde vier, posto que o nosso Deus é bem maior que as coisas deste mundo, e poderoso para nos livrar. “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” À luta, pois, já que somos mais que vencedores pelo amor deste SENHOR nosso Deus que está em Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor. À luta, pois!... É o SENHOR que nos livra a nossa alma da morte, os nossos olhos das lágrimas, e os nossos pés da queda; nEle, pois, não há derrota alguma.
REFLEXÃO DE HOJE
“O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem. O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde; não me retirei para trás. As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam. Porque o Senhor Deus me ajuda, assim não me confundo; por isso pus o meu rosto como um seixo, porque sei que não serei envergonhado. Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente; quem é meu adversário? Chegue-se para mim. Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles como roupas se envelhecerão, e a traça os comerá. Quem há entre vós que tema ao SENHOR e ouça a voz do Seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR, e firme-se sobre o seu Deus.” – Isaías 50:4-10
LEITURAS DE HOJE
Salmo 116; Isaías 50:4-10
Tiago 2:1-5; Marcos 8:27-38
NOTAS
[1] Salmo 121:1-8; 124:8; Gênesis 1:1; 2Coríntios 3:5; Romanos 2:11; Efésios 6:9; Colossenses 3:25; Tiago 2:1,4
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1487
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1391. Reimpressão
[2]Romanos 7:15-23; 8:5-8,13; João 6:63; 2Coríntios 3:5,6; João 6:37-40,44-46,57,65; 1:4,5
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1228, 1240, 1241
[3] João 1:1-14; 1Coríntios 10:24-27,12,13; Romanos 8:37; 1Coríntios 15:57; João 16:33; 17:15; Marcos 8:27-29; Romanos 8:31,37; João 4:23,24; Salmo 116:3b,8
BERKHOF, LOUIS. Teologia Sistemática. 3.ª ed. revisada. Trad. Odayr Olivetti. São Paluo: Cultura Cristã, 2007. p. 65, 66
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1356, 1357
PROCTOR, W. C. G. As Epístolas aos Coríntios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1206. Reimpressão
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 399
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1004, 1005. Reimpressão
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.601. Reimpressão
DIANTE DOS desafios a que estamos expostos todos os dias da nossa vida – e olha que são muitos! –, muitas vezes, até parece que esta lide nunca terá fim, posto que estamos tão envolvidos neles que nem vemos o final deste túnel, muito menos a tão esperada e famigerada luz. Diante de tão exaustiva situação, às vezes nos tornamos ainda mais frágeis, muito mais impotentes do que já fomos, ou que ainda somos, perante outras ocasiões, posto que não somos nenhum super-homem, por mais que pensamos ou que nos arroubamos que somos ou por mais metidos a besta que queiramos, tendo em vista tanta propaganda enganosa em torno deste assunto supervalorizando o antropocentrismo, que, no final das contas, ou melhor, no final dos nossos dias, veremos que aqueles super-heróis da mídia são muito melhores do que nós mesmos porque, embora inventados pelo próprio homem, eles não passam de um grande sonho daquilo que almejávamos na vida real. Super-heróis? Super-homens? Ledo engano! Haja vista tantas crianças que na sua vasta, mas ingênua, criatividade tentam imitá-los, e se esborracham pela janela abaixo, esboroando-se, deixando apenas uma triste história nas cenas de uma tragédia de um catastrófico e último ato, ou seja, levando consigo o fim de um sonho para toda a eternidade. Embora todos estejam no direito de terem os seus sonhos – porque sonhar também faz parte desta vida –, mesmo assim, sonhos não passam de apenas sonhos, se não os transformarmos em realidade; se, na prática, não os concretizarmos. Aí é que a coisa pega, porque é aí que temos que suar a nossa camisa e mostrarmos o que somos, ou a que viemos, para não tornarmos tais sonhos em pesadelo. Temos que praticar os nossos melhores dons, conforme os desígnios dAquele que nos incumbiu que os praticássemos com vistas aos objetivos para cada um de nós por Ele projetados. Daí, voltarmos aos nossos desafios, à nossa realidade do dia a dia que, mesmo sacrificante, é bem melhor, já que esta nossa vida não é nenhum faz de conta, muito menos um mar de rosas, mas que, no final das contas, vivemos pela causa de alguma vitória, mesmo que nem sempre tenhamos a chance de vencer tudo numa única largada. Muita vez a derrota significa uma grande vitória, um enorme estágio para um importante aprendizado, uma reflexão de que estávamos necessitando para botarmos os pés nos trilhos e começarmos tudo de novo, de uma outra forma, bem mais amadurecida. E para que consigamos tal vitória, imprescindivelmente, é necessário que passemos por lutas, às vezes, terríveis, que parecem não ter fim. Mas isto é a vida, ou não é? Vida fácil? Balela. Superpoderes, sonhos, vitórias ou derrotas à parte, poderoso mesmo é somente Deus, que de tudo nos provê em favor do nosso bem-estar, natural e espiritual; que é o Criador do céu e da terra, e de tudo o que neles há; e de Quem vem a nossa capacidade e o nosso socorro a todo tempo que clamarmos, não importam as circunstâncias, porque nEle não há acepção de pessoas. Ele não nos julga com parcialidade, como nós, seres humanos, errônea e costumeiramente nos portamos. Os especialistas confirmam que, embora Deus nos chame para discernir e discriminar entre o bem e o mal, uma distinção baseada sobre meras exterioridades, tais como status econômico, diferenças étnicas e coisas semelhantes, é vista como uma forma pervertida de juízo. Todos somos preciosos para Deus, ricos e pobres, negros e brancos, vermelhos e amarelos, dentre tantos outros contextos e matizes, no sentido de irmandade cristã, ensinada pelo próprio Senhor Jesus.
Basta uma pitada de fé, e a nossa vida se transformará para sempre por uma ação divina e eficaz operada pelo Santo Espírito de Deus para nunca mais desandarmos num passado nebuloso, covarde, e sem sentido para com as coisas espirituais, já que a carne é podre – pelo menos apodrecerá em pouquíssimo tempo; e fenecerá. “O espírito é que vivifica, a carne para nada aproveita”, ensina o Senhor Jesus, numa estreita cooperação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo com relação à condução à fé de todos aqueles que Deus escolheu redimir, já que a redenção dos eleitos é certa, e o Filho promete aceitar qualquer um que crê verdadeiramente. Só as coisas do espírito é que nos revigoram com o tônico da vida eterna, renovando-nos em abundância, cotidianamente, pela graça de Deus, não por merecimento nosso, longe das mesquinharias da carne cujos dias já estão contados nesta vida de lamúrias. Só o espírito é que permanece para toda a eternidade, carregando em si as consequências das práticas dos tempos da carne. Com propostas diametralmente opostas, como a luz e as trevas que, em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença, a carne e o espírito jamais se resolverão de comum acordo, daí, carecermos do alerta sobre a escolha entre um ou outro caminho, seguindo em constante vigilância na rota desta nova vida neste mundo atribulado, posto que, depois, só mesmo o juízo de Deus naquele dia aprazado.
Diante de tanto contrassenso e tentações neste mundo, o próprio Senhor Jesus ainda continua sendo a nossa única esperança, quer queira ou não os incrédulos e seus similares, já que este mesmo Jesus é a encarnação da própria Palavra de Deus tão insistentemente propalada desde os tempos mais remotos, e até mesmo antes da fundação do mundo, dado o soberano conhecimento do SENHOR nosso Deus sobre os nossos percalços, posto ser sabedor de todas as coisas como elas realmente se dão, passadas, presentes e futuras, e em suas reais relações, segundo Berkhof: “Ele [Deus] conhece a essência oculta das coisas, em que o conhecimento do homem não pode penetrar. Ele [Deus] não vê como vê o homem, que só observa as manifestações externas da vida, mas penetra as profundezas do coração humano.” Portanto, que nos vigiemos em estarmos em pé, cuidando-nos para não cairmos, como um atleta que toma o devido cuidado para chegar vitorioso ao final de cada modalidade das suas competições. Se somos verdadeiramente crentes em Cristo, se sabemos que fiel é Deus que não nos permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, estaremos seguros na certeza de que, juntamente com as tentações, o Senhor nos proverá livramento, de sorte que possamos suportar quaisquer agruras deste mundo cruel. Mas, segundo estudiosos, tal confiança deve-se estear nas promessas de Deus e na fiel aderência às condições nelas implícitas. Afirmam ainda que a tentação sempre nos força por afastar-nos do modo correto de vida, entretanto, Deus sempre guarda o crente neste particular, e se este crente se apoiar em Deus, encontrará meio de escapar, tornando-se mais que vencedor por meio dAquele que nos amou primeiro, e que, por isso mesmo, devemos aclamar tal qual o apóstolo Paulo: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” E quem é este Jesus Cristo para cada um de nós? Quem é Jesus Cristo para mim? Quem é Jesus Cristo para você, para o nosso vizinho, para nossa família, nossos filhos, nosso país? Além de ser Aquele que venceu o mundo, que alertou a Seus discípulos que por meio dEle é que se tem a verdadeira paz, posto que neste mundo teremos aflições, este mesmo Jesus Cristo também confia na vontade do Seu próprio Pai, o Qual está sempre com Ele. Mais ainda, revela que o alicerce da nossa fé deve ser posto na Sua vitória sobre as forças das trevas. Assim, encoraja os Seus discípulos, dizendo: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Tudo isso serve para cada um de nós também. São exemplos dos portais da nossa fé tão ameaçada hoje em dia, e que também servem para todos nós diante de tanta banalidade, mas que, inspirados pelo Espírito também possamos proclamar como fez Pedro em nome dos seus irmãos desta mesma fé quando Jesus lhe inquiriu sobre o que eles pensavam quem era o Senhor Jesus na opinião de cada um deles: “Tu és o Cristo.” Foi esta a resposta convicta de Pedro. Será que já estamos prontos para receber uma inspiração tão profunda e real a ponto de declararmos diante de todos em nosso derredor, seja lá onde estivermos, e na hora adequada, uma afirmação deste porte que possa convencer a todos os demais e levá-los a compartilhar e também a acreditar conosco nas maravilhas desta nossa fé, desta nossa confissão, assim, rasgada, de peito aberto, sem nenhum fanatismo religioso da boca para fora ou intenção outra senão a de que somos sincera e intimamente convencidos por uma ação divina do Espírito de Deus? Quão extraordinário é reconhecer nesse Jesus o Messias, o Salvador do Qual todos os profetas falaram e que todos nós, na nossa quase totalidade, esperamos! Quão admirável é confessarmos abertamente, e de dentro do nosso coração, ou seja, francamente, que esse Jesus Cristo é o Filho de Deus, o nosso único Advogado, o nosso único intercessor entre nós e o Pai – e não mais outro nem mais ninguém nem qualquer outra coisa, aqui sem nenhum fruto de pura emoção, mas racionalmente, ou seja, em espírito e em verdade! Só assim é que poderemos enfrentar qualquer desafio, venha de onde vier, posto que o nosso Deus é bem maior que as coisas deste mundo, e poderoso para nos livrar. “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” À luta, pois, já que somos mais que vencedores pelo amor deste SENHOR nosso Deus que está em Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor. À luta, pois!... É o SENHOR que nos livra a nossa alma da morte, os nossos olhos das lágrimas, e os nossos pés da queda; nEle, pois, não há derrota alguma.
REFLEXÃO DE HOJE
“O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem. O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde; não me retirei para trás. As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam. Porque o Senhor Deus me ajuda, assim não me confundo; por isso pus o meu rosto como um seixo, porque sei que não serei envergonhado. Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente; quem é meu adversário? Chegue-se para mim. Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles como roupas se envelhecerão, e a traça os comerá. Quem há entre vós que tema ao SENHOR e ouça a voz do Seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do SENHOR, e firme-se sobre o seu Deus.” – Isaías 50:4-10
LEITURAS DE HOJE
Salmo 116; Isaías 50:4-10
Tiago 2:1-5; Marcos 8:27-38
NOTAS
[1] Salmo 121:1-8; 124:8; Gênesis 1:1; 2Coríntios 3:5; Romanos 2:11; Efésios 6:9; Colossenses 3:25; Tiago 2:1,4
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1487
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1391. Reimpressão
[2]Romanos 7:15-23; 8:5-8,13; João 6:63; 2Coríntios 3:5,6; João 6:37-40,44-46,57,65; 1:4,5
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1228, 1240, 1241
[3] João 1:1-14; 1Coríntios 10:24-27,12,13; Romanos 8:37; 1Coríntios 15:57; João 16:33; 17:15; Marcos 8:27-29; Romanos 8:31,37; João 4:23,24; Salmo 116:3b,8
BERKHOF, LOUIS. Teologia Sistemática. 3.ª ed. revisada. Trad. Odayr Olivetti. São Paluo: Cultura Cristã, 2007. p. 65, 66
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1356, 1357
PROCTOR, W. C. G. As Epístolas aos Coríntios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 1206. Reimpressão
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 399
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1004, 1005. Reimpressão
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.601. Reimpressão
terça-feira, 8 de setembro de 2009
ABRE-TE!
“E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te. E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente” – Marcos 7:34,35
OU COMO PESSOA, individualmente falando, ou mesmo como nação ou como qualquer outra das nossas comunidades ou instituições de hoje, estamos sempre envolvidos com as nossas próprias linguagens como se estivéssemos sido encaixados em compartimentos muita vez adaptados a nossas próprias considerações, apreciações estas eivadas de julgamentos, manias e conflitos por nós mesmos inventados, talvez com medo de sermos atingidos por situações diferentes das que já estamos acostumados, desconstruindo, assim, antigos e vigentes conceitos. Situações estas que nós mesmos designamos por conta de uma pseudofelicidade, de acordo com o que cada um de nós pensa sobre o que vem a ser um genuíno e pleno conforto para nós mesmos e também, quem sabe, para os outros. Com receio de um mal-estar geral, talvez até mesmo por pura ignorância ou por ações do maligno, metemo-nos nas brenhas das tradições, costumes, segredos e tantos outros códigos gerados por nós mesmos com o intuito de garantirmos a nossa própria sobrevivência doa a quem doer neste mundo abarrotado de tantas ciladas. Em geral, fazemo-nos prisioneiros de nós mesmos sem condições de enxergar a realidade das coisas em nossa volta, tornando-nos reféns de quem jamais pensávamos que pudesse ser detentor de tal poder. Não vigiamos, deixando-nos seduzir pelos artifícios dos nossos opositores. Não tomamos as devidas precauções, e subestimamos os outros como se estivéssemos por cima de todas as coisas, desconsiderando até mesmo os possíveis falsos líderes. Não que não devamos lutar persuasiva e insistentemente por aquilo que cremos, se é que temos alguma fé pela qual valha a pena persistir. Como se fôssemos inatingíveis, referendamos o que pensávamos que jamais poderia nos alcançar ou, um dia, deteriorar-se. Assim, perdendo a nossa referência, caímos num mesmo saco de pancadas nesta guerra dos mundos que parece não ter fim. O grande dilema é se estamos prontos para encararmos sozinhos tantos infortúnios ou se estamos neste mundo como se cada um fosse e agisse apenas e tão somente para si mesmo ou como se fôssemos todos para cada um de nós ao mesmo tempo. E daí, como é que ficamos? Depende de cada um de nós? Mas, será que cada um de nós, acostumado com o seu contexto de cada dia, tem condições de se levantar contra toda a nossa inércia, natural e espiritual? Será?! Haja vista o cenário que estamos experimentando em nossos dias, até mesmo do lado de dentro da nossa própria porta, e as peripécias deste mundo para poder se autossustentar diante de tantos desafios e derrocadas provocados pelas posturas do próprio homem. E isto vem desde que o mundo é mundo, principalmente quando nele entraram os homens com suas histórias mirabolantes; com o seu histórico corrupto, e decaído, há muito tempo!... Eis o contraste entre os sábios e os insensatos. Enquanto aqueles percebem o lado positivo de uma mudança, de uma correção, não vivem na defensiva, não se ofendem facilmente, e, por meio da humildade, responsavelmente, se emendam, e crescem. Os outros, porém, por sua vez, resistem ou até mesmo odeiam mudanças ou admoestações; egoisticamente, persistem de olho no seu próprio umbigo. Mas por onde anda a nossa sabedoria?
A Bíblia diz que o temor de Deus é o princípio da sabedoria, e, destacando o seu valor, compara esta sabedoria com os mais desejáveis símbolos da riqueza, porém, advertindo contra o materialismo, obviamente. “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria; da Sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento” É Deus que nos provê as necessidades para a devida interpretação da nossa realidade. Até que ponto estamos sensíveis a isso ou será que somos tão surdos e mudos em relação a estes princípios tão básicos que não necessitamos de uma palavra amiga, de alguém que nos oriente, de alguém que nos conduza a algum conhecimento que nos edifique, ou até mesmo, e mais ainda, da própria Palavra de Deus? O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz para seu caminho. Que tal fazermos nossas estas sábias palavras, já que a revelação de Deus, por meio de Sua Palavra, ou seja, do Seu próprio Evangelho, provê o discernimento que nos guia, fazendo com que não tropecemos nas trevas, assim como considerava o próprio salmista? Que tal abrirmos o nosso coração e deixarmos Deus trabalhar dentro de nós, partindo do mais íntimo do nosso ser, pela obra transformadora do Seu Espírito, e, daí, contagiarmos todo o nosso derredor? Que beleza, não?! Esta é a única obra que pode mudar o homem; mudar você, a mim, e a todos nós, e, portanto, mudar o mundo. Você crê nisso? Então, arregacemos as mangas, e mãos à obra!
Na epístola de Tiago – analisada pelos especialistas como uma pequena obra, mas rica em conselhos práticos do começo ao fim, posto que é considerada como literatura de sabedoria, uma diatribe e uma exortação moral – , ao ensinar uma cristologia elevada e destacar a importância de lidar com a aflição do ponto de vista da fé, logo no início, o autor nos convida à prática da Palavra de Deus, já que fomos gerados para uma nova vida pela Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho, segundo a vontade de Deus, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. E esta é uma dádiva que procede do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação, pois permanece para sempre, diferentemente dos luzeiros do firmamento que variam em magnitude e são sujeitos a fases, eclipses e sombras. Ou seja, em Deus, como autor da luz, não há variações de brilho ou claridade. Não existem flutuações em Seu caráter, concluem os estudiosos. Em Deus não há meias palavras, titubeações ou quaisquer outras oscilações tão bem conhecidas em nosso meio, ou seja, em toda a humanidade. Com Ele é sim, sim, não, não, e ai de quem não seguir as Suas ordens! Os Seus mandamentos só falam de amor, e de obediência. De um amor sem igual, e sincero, que deve partir de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e de todo o nosso pensamento, ou seja, de todo o nosso ser, sem hipocrisias. Primeiro, devemos amar a Deus como nosso Senhor sobre todas as demais coisas, e, depois, a nosso próximo, ao qual devemos amar como amamos a nós mesmos, incluindo aí até os nossos inimigos. É o próprio SENHOR nosso Deus que manda fazer isso. “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (...).” Difícil isso? Experimentemos as riquezas deste amor de Deus! Se assim o fizermos, faremos como os filhos dAquele que está nos céus, já que pela graça da regeneração fomos adotados na família de Deus, e os filhos de Deus não andam por aí, costumeiramente, pisando na bola, como dizem por aí quando se fazem coisas erradas. “E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”, continua, alertando-nos em sua epístola, com toda a sua autoridade de apóstolo-líder da Igreja de Jerusalém e um dos pilares da Igreja de Cristo, juntamente com Pedro e João, e irmão do Senhor Jesus – o Seu discípulo e presbítero Tiago. Não é fácil tomarmos certas decisões em nossa vida, mas elas têm que ser tomadas quando devem ser tomadas, se não quisermos viver na cegueira, ou surdos e mudos para sempre, pagando pela nossa omissão, ou mesmo covardia, sem direito a provar as delícias dos novos céus e da nova terra reservadas a todo aquele que crê que o único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus, exemplo da maior prova de amor que Deus nos deu. E por acreditar nisso, e para deleite dos incrédulos, o próprio Tiago – também conhecido como “Tiago, o Justo” – foi martirizado depois que lhe bateram até a morte com uma clava depois de ter sido atirado do parapeito do templo por testificar sua piedade, seu zelo pela obediência à lei de Deus e sua singular devoção à oração, e depois de cumprir a sua missão, seguindo os passos de seu Mestre que a todos maravilhavam ao fazer o bem, fazendo ouvir os surdos e falar os mudos, abrindo-nos uma nova visão para uma nova vida ao ouvirmos a Palavra de Deus, curando-nos com o milagre de abrir-nos os nossos ouvidos, a nossa boca e o nosso coração, fazendo-nos entender que o cristão, não importa qual o seu segmento, não é somente aquele que pode escutar o Evangelho do Senhor Jesus, mas é também aquele que anuncia a Sua mensagem salvadora em alto e bom tom por este mundo afora, sem nenhum segredo nem tergiversação; mas também sem ser nenhum agente secreto.
REFLEXÃO DE HOJE
“TODA A BOA dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação. Segundo a Sua vontade, Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a Palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” – Tiago 1:17-22
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:113-120; Provérbios 9:8-12
Tiago 1:17-22; Marcos 7:31-37
NOTAS
[1] Marcos 13:32-37; 14:38; Atos 20:30,31; Efésios 6:18-20; Colossenses 4:2-6; Apocalipse 16:15; Provérbios 9:7-9; 1Coríntios 1:17-25
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1427,1428
[2] Provérbios 9:10; 2:1-6; 3:14,15; 8:19-21; Jó 28:12,17; Salmo 119:105
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil,1999. notas. p. 705,728,736, 738
[3] Tiago 1:17-22; 1Pedro 1:23; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5; Tiago 5:12; Mateus 5:37; 22:36-40; Romanos 13:9; 1Coríntios 13:1-13; Mateus 5:43-48; Levítico 19:2; 1Pedro 1:15,16; Atos 15; Gálatas 1:19; 2:9; Mateus 13:55; Marcos 6:3; 1Coríntios 15:7;
João 3:16; Marcos 7:32,34-37
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1485
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 380, 391-395
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1390. Reimpressão
O Breve Catecismo de Westminster. 2.ª ed. Trad. por Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 26. Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1003. Reimpressão
OU COMO PESSOA, individualmente falando, ou mesmo como nação ou como qualquer outra das nossas comunidades ou instituições de hoje, estamos sempre envolvidos com as nossas próprias linguagens como se estivéssemos sido encaixados em compartimentos muita vez adaptados a nossas próprias considerações, apreciações estas eivadas de julgamentos, manias e conflitos por nós mesmos inventados, talvez com medo de sermos atingidos por situações diferentes das que já estamos acostumados, desconstruindo, assim, antigos e vigentes conceitos. Situações estas que nós mesmos designamos por conta de uma pseudofelicidade, de acordo com o que cada um de nós pensa sobre o que vem a ser um genuíno e pleno conforto para nós mesmos e também, quem sabe, para os outros. Com receio de um mal-estar geral, talvez até mesmo por pura ignorância ou por ações do maligno, metemo-nos nas brenhas das tradições, costumes, segredos e tantos outros códigos gerados por nós mesmos com o intuito de garantirmos a nossa própria sobrevivência doa a quem doer neste mundo abarrotado de tantas ciladas. Em geral, fazemo-nos prisioneiros de nós mesmos sem condições de enxergar a realidade das coisas em nossa volta, tornando-nos reféns de quem jamais pensávamos que pudesse ser detentor de tal poder. Não vigiamos, deixando-nos seduzir pelos artifícios dos nossos opositores. Não tomamos as devidas precauções, e subestimamos os outros como se estivéssemos por cima de todas as coisas, desconsiderando até mesmo os possíveis falsos líderes. Não que não devamos lutar persuasiva e insistentemente por aquilo que cremos, se é que temos alguma fé pela qual valha a pena persistir. Como se fôssemos inatingíveis, referendamos o que pensávamos que jamais poderia nos alcançar ou, um dia, deteriorar-se. Assim, perdendo a nossa referência, caímos num mesmo saco de pancadas nesta guerra dos mundos que parece não ter fim. O grande dilema é se estamos prontos para encararmos sozinhos tantos infortúnios ou se estamos neste mundo como se cada um fosse e agisse apenas e tão somente para si mesmo ou como se fôssemos todos para cada um de nós ao mesmo tempo. E daí, como é que ficamos? Depende de cada um de nós? Mas, será que cada um de nós, acostumado com o seu contexto de cada dia, tem condições de se levantar contra toda a nossa inércia, natural e espiritual? Será?! Haja vista o cenário que estamos experimentando em nossos dias, até mesmo do lado de dentro da nossa própria porta, e as peripécias deste mundo para poder se autossustentar diante de tantos desafios e derrocadas provocados pelas posturas do próprio homem. E isto vem desde que o mundo é mundo, principalmente quando nele entraram os homens com suas histórias mirabolantes; com o seu histórico corrupto, e decaído, há muito tempo!... Eis o contraste entre os sábios e os insensatos. Enquanto aqueles percebem o lado positivo de uma mudança, de uma correção, não vivem na defensiva, não se ofendem facilmente, e, por meio da humildade, responsavelmente, se emendam, e crescem. Os outros, porém, por sua vez, resistem ou até mesmo odeiam mudanças ou admoestações; egoisticamente, persistem de olho no seu próprio umbigo. Mas por onde anda a nossa sabedoria?
A Bíblia diz que o temor de Deus é o princípio da sabedoria, e, destacando o seu valor, compara esta sabedoria com os mais desejáveis símbolos da riqueza, porém, advertindo contra o materialismo, obviamente. “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria; da Sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento” É Deus que nos provê as necessidades para a devida interpretação da nossa realidade. Até que ponto estamos sensíveis a isso ou será que somos tão surdos e mudos em relação a estes princípios tão básicos que não necessitamos de uma palavra amiga, de alguém que nos oriente, de alguém que nos conduza a algum conhecimento que nos edifique, ou até mesmo, e mais ainda, da própria Palavra de Deus? O salmista diz que a Palavra de Deus é lâmpada para seus pés e luz para seu caminho. Que tal fazermos nossas estas sábias palavras, já que a revelação de Deus, por meio de Sua Palavra, ou seja, do Seu próprio Evangelho, provê o discernimento que nos guia, fazendo com que não tropecemos nas trevas, assim como considerava o próprio salmista? Que tal abrirmos o nosso coração e deixarmos Deus trabalhar dentro de nós, partindo do mais íntimo do nosso ser, pela obra transformadora do Seu Espírito, e, daí, contagiarmos todo o nosso derredor? Que beleza, não?! Esta é a única obra que pode mudar o homem; mudar você, a mim, e a todos nós, e, portanto, mudar o mundo. Você crê nisso? Então, arregacemos as mangas, e mãos à obra!
Na epístola de Tiago – analisada pelos especialistas como uma pequena obra, mas rica em conselhos práticos do começo ao fim, posto que é considerada como literatura de sabedoria, uma diatribe e uma exortação moral – , ao ensinar uma cristologia elevada e destacar a importância de lidar com a aflição do ponto de vista da fé, logo no início, o autor nos convida à prática da Palavra de Deus, já que fomos gerados para uma nova vida pela Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho, segundo a vontade de Deus, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. E esta é uma dádiva que procede do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação, pois permanece para sempre, diferentemente dos luzeiros do firmamento que variam em magnitude e são sujeitos a fases, eclipses e sombras. Ou seja, em Deus, como autor da luz, não há variações de brilho ou claridade. Não existem flutuações em Seu caráter, concluem os estudiosos. Em Deus não há meias palavras, titubeações ou quaisquer outras oscilações tão bem conhecidas em nosso meio, ou seja, em toda a humanidade. Com Ele é sim, sim, não, não, e ai de quem não seguir as Suas ordens! Os Seus mandamentos só falam de amor, e de obediência. De um amor sem igual, e sincero, que deve partir de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e de todo o nosso pensamento, ou seja, de todo o nosso ser, sem hipocrisias. Primeiro, devemos amar a Deus como nosso Senhor sobre todas as demais coisas, e, depois, a nosso próximo, ao qual devemos amar como amamos a nós mesmos, incluindo aí até os nossos inimigos. É o próprio SENHOR nosso Deus que manda fazer isso. “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (...).” Difícil isso? Experimentemos as riquezas deste amor de Deus! Se assim o fizermos, faremos como os filhos dAquele que está nos céus, já que pela graça da regeneração fomos adotados na família de Deus, e os filhos de Deus não andam por aí, costumeiramente, pisando na bola, como dizem por aí quando se fazem coisas erradas. “E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”, continua, alertando-nos em sua epístola, com toda a sua autoridade de apóstolo-líder da Igreja de Jerusalém e um dos pilares da Igreja de Cristo, juntamente com Pedro e João, e irmão do Senhor Jesus – o Seu discípulo e presbítero Tiago. Não é fácil tomarmos certas decisões em nossa vida, mas elas têm que ser tomadas quando devem ser tomadas, se não quisermos viver na cegueira, ou surdos e mudos para sempre, pagando pela nossa omissão, ou mesmo covardia, sem direito a provar as delícias dos novos céus e da nova terra reservadas a todo aquele que crê que o único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus, exemplo da maior prova de amor que Deus nos deu. E por acreditar nisso, e para deleite dos incrédulos, o próprio Tiago – também conhecido como “Tiago, o Justo” – foi martirizado depois que lhe bateram até a morte com uma clava depois de ter sido atirado do parapeito do templo por testificar sua piedade, seu zelo pela obediência à lei de Deus e sua singular devoção à oração, e depois de cumprir a sua missão, seguindo os passos de seu Mestre que a todos maravilhavam ao fazer o bem, fazendo ouvir os surdos e falar os mudos, abrindo-nos uma nova visão para uma nova vida ao ouvirmos a Palavra de Deus, curando-nos com o milagre de abrir-nos os nossos ouvidos, a nossa boca e o nosso coração, fazendo-nos entender que o cristão, não importa qual o seu segmento, não é somente aquele que pode escutar o Evangelho do Senhor Jesus, mas é também aquele que anuncia a Sua mensagem salvadora em alto e bom tom por este mundo afora, sem nenhum segredo nem tergiversação; mas também sem ser nenhum agente secreto.
REFLEXÃO DE HOJE
“TODA A BOA dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudanças nem sombra de variação. Segundo a Sua vontade, Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas. Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a Palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” – Tiago 1:17-22
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:113-120; Provérbios 9:8-12
Tiago 1:17-22; Marcos 7:31-37
NOTAS
[1] Marcos 13:32-37; 14:38; Atos 20:30,31; Efésios 6:18-20; Colossenses 4:2-6; Apocalipse 16:15; Provérbios 9:7-9; 1Coríntios 1:17-25
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1427,1428
[2] Provérbios 9:10; 2:1-6; 3:14,15; 8:19-21; Jó 28:12,17; Salmo 119:105
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil,1999. notas. p. 705,728,736, 738
[3] Tiago 1:17-22; 1Pedro 1:23; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5; Tiago 5:12; Mateus 5:37; 22:36-40; Romanos 13:9; 1Coríntios 13:1-13; Mateus 5:43-48; Levítico 19:2; 1Pedro 1:15,16; Atos 15; Gálatas 1:19; 2:9; Mateus 13:55; Marcos 6:3; 1Coríntios 15:7;
João 3:16; Marcos 7:32,34-37
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 1485
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 380, 391-395
ROSS, ALEXANDER. A Epístola Geral de Tiago: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1390. Reimpressão
O Breve Catecismo de Westminster. 2.ª ed. Trad. por Igreja Presbiteriana do Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. p. 26. Reimpressão
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.1003. Reimpressão
terça-feira, 1 de setembro de 2009
SEM QUERER, QUERENDO...
“(...) hipócritas (...). Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim; em vão, porém, Me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens, porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens (...)” – Marcos 7:6b,7,8a
SEM QUERER botar o dedo na ferida ou na cara de ninguém, sem nenhuma exposição vexatória, aqui e agora, nem apontar culpados, muito menos acirrar os ânimos dos que se consideram intocáveis sabe-se lá por que razões ou justificativas apropriadas ou não, longe de tudo isso, e muito mais, longe até mesmo de certas arrogâncias, mas apenas com o cuidado de uma atenta, sincera e particular preocupação, assim como de uma reflexão que se deve brotar do íntimo de cada um de nós sobre o zelo que devemos praticar diante das coisas de Deus, Supremo Criador nosso e de todas as coisas, e diante de nós mesmos, sejamos nós simples mortais ou quem se vê acima destes quesitos todos por também sermos crias deste mesmo Deus, com vistas àquilo que Ele nos ordena, nos manda vigiar e seguir sem tergiversações, posto que todos somos passíveis de erros, de cometermos deslizes, ou mesmo crueldades, enlevados por certas e cotidianas hipocrisias mundanas por sermos falhos por conta da nossa natureza humana decaída. Quantas vezes já não nos deixamos ser levados por conversa fiada, por afiadas aleivosias, certos de que somos o dono da verdade, mesmo defrontados com incontestáveis balelas apenas por não aceitarmos o confronto por parte de nossos possíveis antagonistas. Somos humanos, sim; cheios de defeitos, sim; mas certas ocasiões só nos colocam em situações ridículas, não importa qual a nossa posição social, a nossa função ou cargo, ou mesmo o segmento que assumimos diante da comunidade, mesmo sendo um legítimo representante dela; autoridade esta dada pelo próprio Deus, que, muita vez, não levamos em consideração, e fazemos tudo de qualquer jeito, ou melhor, do nosso próprio jeito, irresponsável e irrefletidamente; ou mesmo por ignorância. Até que ponto temos cumprido o nosso papel como seres humanos, porém, criados à imagem e semelhança do divino Criador, e como cristãos, considerando os nossos melhores dons em benefício do bem-estar e do crescimento natural e espiritual dos outros, seja este outro quem for? Até que ponto temos nos esforçado para abandonarmos pelo menos um pouquinho deste nosso mundinho, destas nossas mesquinharias, e fraquezas, desta nossa estupidez e mesmices, longe de certos costumes e tradições, invalidando o mandamento de Deus, os Seus ensinamentos, a Sua Palavra viva até nossos dias, o Seu Evangelho – a dádiva maior que os homens podem receber e obedecer? Será que realmente temos parado para pensar nisso em meio à correria do nosso dia a dia envolvido na retórica do consumismo, das nossas ostentações e outros tantos apetrechos periféricos? E o nosso coração? E a nossa alma? E a nossa vida íntima quanto àquilo que verdadeiramente nos edifica? E a nossa vida íntima com Deus?
Ao exortar o povo de Israel à obediência, um dos seus maiores profetas nos chama a atenção, lembrando-nos de que a Palavra de Deus não pode ser distorcida. Além de ser guardada dentro do nosso coração todos os dias da nossa vida e cumprida tal como manda o SENHOR nosso Deus, esta deve ainda ser sempre lembrada a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos. “Não acrescentareis à Palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que Eu vos mando (...). Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida.” A insistência de Moisés para ouvir e obedecer a Palavra de Deus é frequente, certo de que estes estatutos são as regras de conduta permanente que devem ser gravadas, esculpidas, e dirigidas ou ao indivíduo ou à consciência da nação. Ainda segundo os especialistas, juízos são como uma decisão determinada por um juiz que profere os juízos ou sentenças, ou seja, os atos decisivos de Deus ao julgar os maus e vingar os inocentes. Daí, estatutos e juízos abrangerem as leis e os preceitos e, não raro, estas palavras aparecerem juntamente e até com o vocábulo “mandamentos”. É certo que num mundo tão carnal, não é tão fácil assim obedecer a Deus, daí tanta insistência do profeta, posto que também neste contexto não é tão fácil agradar a Deus, que é espírito. Mas este é um gesto de amor e de gratidão, e o espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita, parafraseando aqui o próprio Jesus que diz que as Suas palavras são espírito e vida, ou seja, o pão da vida que sustenta para a vida eterna. Assim, obediência é coisa séria. Não é dando um jeitinho aqui e ali nos textos bíblicos para agradarmos a uns e a outros, para estarmos na moda, que vamos conseguir agradar a Deus; ou mesmo por não gostarmos ou não concordarmos com algumas passagens, utilizando-nos de certos jargões e estilos pós-modernistas ou mesmo de procedimentos hoje em dia tão costumeiramente conhecidos, fugindo daquilo que “está escrito”, como Satanás tentou tapear Jesus. Satanás não conseguiu. Foi derrotado exatamente porque Jesus fez uso da Palavra de Deus. Quer queiramos ou não, lá “está escrito” como nossa regra de fé e prática. Quem somos nós para contendermos com o próprio Deus como se o oleiro fosse igual ao barro? Por isso é que não devemos acrescentar nada além da própria Palavra para que não sejamos derrotados ou tachados de mentirosos.
Se os estudiosos concluem que a Palavra de Deus a Moisés devia ser tratada como sagrada e mantida inviolável, a fidelidade de Israel também seria um testemunho diante do mundo de que Deus estava próximo de Seu povo, e que as Suas leis eram justas, portanto, salientando esta responsabilidade pactual dos pais para com seus filhos, aliança esta que ainda perdura em nossos tempos para com nossos filhos. O próprio Jesus abençoou as crianças. Assim, estar de bem com Deus é estar de bem com a nossa própria vida, não transgredindo a Sua Palavra e entrando no time dos que pactuam com os Seus mandamentos, mesmo diante de tanta tribulação e tantas outras tentações que este mundo insiste em nos oferecer; este mundo hipócrita, em que impera o cinismo, até mesmo no meio daqueles que se autoidentificam como crentes. Ainda bem – ou mal, sabe-se lá, diante das circunstâncias –, que todo mundo é crente. Difícil é ser verdadeiramente cristão nesta parafernália toda que mais parece uma Torre de Babel e que nem se distingue uma ordem terminantemente distintiva que enfatiza a diferença entre a Palavra de Deus e a palavra do homem. O próprio Jesus insiste nesta distinção: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” E novos avisos ainda se fizeram ouvir depois que se completaram os oráculos: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro, e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” São as maravilhas da Palavra de Deus, anunciadas para o nosso bem, do começo ao fim, do Antigo ao Novo Testamentos. São as maravilhas destas boas-novas da salvação à disposição daquele que crê, daquele que não vive atrás de doutrinas ou costumes, de tradições, e coisas neste sentido, que são mandamentos de homens, já que a Palavra de Deus deve ser protegida da corrupção e diferenciada das palavras meramente humanas; das palavras que são pronunciadas apenas e tão somente da boca para fora, que não vêm de dentro do coração, porque, se elas forem sinceras, e fundamentadas na própria Palavra de Deus, elas têm poder, “a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido.”
REFLEXÃO DE HOJE
“NO DEMAIS, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do Evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” – Efésios 6:10-19
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:129-136; Deuteronômio 4:1-9
Efésios 6:10-20; Marcos 7:1-23
NOTAS
[1] Salmo 14:1-3; 53:1-3; Romanos 3:9-12
[2]Deuteronômio 4:2,6-9; 5:1; 1:1; 12:1-26:19; Mateus 19:17; João 6:63; Deuteronômio 8:3; Mateus 4:1-17; Provérbios 30:6; Isaías 29:16
MANLEY, G. T. Deuteronômio: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.229, 230. Reimpressão
[3] Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; Deuteronômio 6:7; 11:19,20; Mateus 19:14; 18:1-9; Atos 2:39; Gênesis 11:1-9; Mateus 5:17-19; 15:6; Apocalipse 22:18,19; Romanos 10:9-11
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 206, 1550
SEM QUERER botar o dedo na ferida ou na cara de ninguém, sem nenhuma exposição vexatória, aqui e agora, nem apontar culpados, muito menos acirrar os ânimos dos que se consideram intocáveis sabe-se lá por que razões ou justificativas apropriadas ou não, longe de tudo isso, e muito mais, longe até mesmo de certas arrogâncias, mas apenas com o cuidado de uma atenta, sincera e particular preocupação, assim como de uma reflexão que se deve brotar do íntimo de cada um de nós sobre o zelo que devemos praticar diante das coisas de Deus, Supremo Criador nosso e de todas as coisas, e diante de nós mesmos, sejamos nós simples mortais ou quem se vê acima destes quesitos todos por também sermos crias deste mesmo Deus, com vistas àquilo que Ele nos ordena, nos manda vigiar e seguir sem tergiversações, posto que todos somos passíveis de erros, de cometermos deslizes, ou mesmo crueldades, enlevados por certas e cotidianas hipocrisias mundanas por sermos falhos por conta da nossa natureza humana decaída. Quantas vezes já não nos deixamos ser levados por conversa fiada, por afiadas aleivosias, certos de que somos o dono da verdade, mesmo defrontados com incontestáveis balelas apenas por não aceitarmos o confronto por parte de nossos possíveis antagonistas. Somos humanos, sim; cheios de defeitos, sim; mas certas ocasiões só nos colocam em situações ridículas, não importa qual a nossa posição social, a nossa função ou cargo, ou mesmo o segmento que assumimos diante da comunidade, mesmo sendo um legítimo representante dela; autoridade esta dada pelo próprio Deus, que, muita vez, não levamos em consideração, e fazemos tudo de qualquer jeito, ou melhor, do nosso próprio jeito, irresponsável e irrefletidamente; ou mesmo por ignorância. Até que ponto temos cumprido o nosso papel como seres humanos, porém, criados à imagem e semelhança do divino Criador, e como cristãos, considerando os nossos melhores dons em benefício do bem-estar e do crescimento natural e espiritual dos outros, seja este outro quem for? Até que ponto temos nos esforçado para abandonarmos pelo menos um pouquinho deste nosso mundinho, destas nossas mesquinharias, e fraquezas, desta nossa estupidez e mesmices, longe de certos costumes e tradições, invalidando o mandamento de Deus, os Seus ensinamentos, a Sua Palavra viva até nossos dias, o Seu Evangelho – a dádiva maior que os homens podem receber e obedecer? Será que realmente temos parado para pensar nisso em meio à correria do nosso dia a dia envolvido na retórica do consumismo, das nossas ostentações e outros tantos apetrechos periféricos? E o nosso coração? E a nossa alma? E a nossa vida íntima quanto àquilo que verdadeiramente nos edifica? E a nossa vida íntima com Deus?
Ao exortar o povo de Israel à obediência, um dos seus maiores profetas nos chama a atenção, lembrando-nos de que a Palavra de Deus não pode ser distorcida. Além de ser guardada dentro do nosso coração todos os dias da nossa vida e cumprida tal como manda o SENHOR nosso Deus, esta deve ainda ser sempre lembrada a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos. “Não acrescentareis à Palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que Eu vos mando (...). Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida.” A insistência de Moisés para ouvir e obedecer a Palavra de Deus é frequente, certo de que estes estatutos são as regras de conduta permanente que devem ser gravadas, esculpidas, e dirigidas ou ao indivíduo ou à consciência da nação. Ainda segundo os especialistas, juízos são como uma decisão determinada por um juiz que profere os juízos ou sentenças, ou seja, os atos decisivos de Deus ao julgar os maus e vingar os inocentes. Daí, estatutos e juízos abrangerem as leis e os preceitos e, não raro, estas palavras aparecerem juntamente e até com o vocábulo “mandamentos”. É certo que num mundo tão carnal, não é tão fácil assim obedecer a Deus, daí tanta insistência do profeta, posto que também neste contexto não é tão fácil agradar a Deus, que é espírito. Mas este é um gesto de amor e de gratidão, e o espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita, parafraseando aqui o próprio Jesus que diz que as Suas palavras são espírito e vida, ou seja, o pão da vida que sustenta para a vida eterna. Assim, obediência é coisa séria. Não é dando um jeitinho aqui e ali nos textos bíblicos para agradarmos a uns e a outros, para estarmos na moda, que vamos conseguir agradar a Deus; ou mesmo por não gostarmos ou não concordarmos com algumas passagens, utilizando-nos de certos jargões e estilos pós-modernistas ou mesmo de procedimentos hoje em dia tão costumeiramente conhecidos, fugindo daquilo que “está escrito”, como Satanás tentou tapear Jesus. Satanás não conseguiu. Foi derrotado exatamente porque Jesus fez uso da Palavra de Deus. Quer queiramos ou não, lá “está escrito” como nossa regra de fé e prática. Quem somos nós para contendermos com o próprio Deus como se o oleiro fosse igual ao barro? Por isso é que não devemos acrescentar nada além da própria Palavra para que não sejamos derrotados ou tachados de mentirosos.
Se os estudiosos concluem que a Palavra de Deus a Moisés devia ser tratada como sagrada e mantida inviolável, a fidelidade de Israel também seria um testemunho diante do mundo de que Deus estava próximo de Seu povo, e que as Suas leis eram justas, portanto, salientando esta responsabilidade pactual dos pais para com seus filhos, aliança esta que ainda perdura em nossos tempos para com nossos filhos. O próprio Jesus abençoou as crianças. Assim, estar de bem com Deus é estar de bem com a nossa própria vida, não transgredindo a Sua Palavra e entrando no time dos que pactuam com os Seus mandamentos, mesmo diante de tanta tribulação e tantas outras tentações que este mundo insiste em nos oferecer; este mundo hipócrita, em que impera o cinismo, até mesmo no meio daqueles que se autoidentificam como crentes. Ainda bem – ou mal, sabe-se lá, diante das circunstâncias –, que todo mundo é crente. Difícil é ser verdadeiramente cristão nesta parafernália toda que mais parece uma Torre de Babel e que nem se distingue uma ordem terminantemente distintiva que enfatiza a diferença entre a Palavra de Deus e a palavra do homem. O próprio Jesus insiste nesta distinção: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” E novos avisos ainda se fizeram ouvir depois que se completaram os oráculos: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro, e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” São as maravilhas da Palavra de Deus, anunciadas para o nosso bem, do começo ao fim, do Antigo ao Novo Testamentos. São as maravilhas destas boas-novas da salvação à disposição daquele que crê, daquele que não vive atrás de doutrinas ou costumes, de tradições, e coisas neste sentido, que são mandamentos de homens, já que a Palavra de Deus deve ser protegida da corrupção e diferenciada das palavras meramente humanas; das palavras que são pronunciadas apenas e tão somente da boca para fora, que não vêm de dentro do coração, porque, se elas forem sinceras, e fundamentadas na própria Palavra de Deus, elas têm poder, “a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nEle crer não será confundido.”
REFLEXÃO DE HOJE
“NO DEMAIS, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do Evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.” – Efésios 6:10-19
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:129-136; Deuteronômio 4:1-9
Efésios 6:10-20; Marcos 7:1-23
NOTAS
[1] Salmo 14:1-3; 53:1-3; Romanos 3:9-12
[2]Deuteronômio 4:2,6-9; 5:1; 1:1; 12:1-26:19; Mateus 19:17; João 6:63; Deuteronômio 8:3; Mateus 4:1-17; Provérbios 30:6; Isaías 29:16
MANLEY, G. T. Deuteronômio: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.229, 230. Reimpressão
[3] Deuteronômio 4:2; 12:8,32; Apocalipse 22:18,19; Deuteronômio 6:7; 11:19,20; Mateus 19:14; 18:1-9; Atos 2:39; Gênesis 11:1-9; Mateus 5:17-19; 15:6; Apocalipse 22:18,19; Romanos 10:9-11
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 206, 1550
segunda-feira, 13 de julho de 2009
COMO SEUS PRÓPRIOS DISCÍPULOS
“Com coisas tremendas em justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação; Tu és a esperança de todas as extremidades da terra, e daqueles que estão longe sobre o mar.” – Salmo 65:5
QUEM SABE seja redundância estarmos aqui batendo na mesma tecla e, repetindo, sim, que poderoso mesmo é apenas Deus, já que todo poder no céu e na terra somente dEle procede, exclusiva e soberanamente, e que muitas vezes chega a exceder o nosso próprio entendimento, por mais sábios que nos julgamos ser diante deste mundo, posto que Ele na Sua divina onisciência sabe todas as coisas antes mesmo da fundação do mundo por ser o próprio Criador de todas elas, o que nos faz refletir um pouco mais sobre posturas, posições ou ações que possamos praticar diante dos nossos próprios semelhantes ou mesmo diante das outras criaturas que nos foram brindadas pelo próprio Criador para que administrássemos e delas tirássemos o nosso sustento, independentemente de quaisquer outros naipes que possam ser representados perante a comunidade em que atuamos, desde que respeitemos os limites de uma sobrevivência harmônica entre as partes. Quem sabe nos seja concedida uma chance de refletir ainda um pouco mais sobre posturas que possamos praticar não somente diante de tais criaturas, mas e principalmente diante do próprio Criador que nos adotou como filhos por meio do sacrifício de Seu único e amado Filho, além de dotar-nos de maravilhosos dons e de infinitas bênçãos com o fim de sermos para louvor da Sua glória e, crentes nEle, perpetrarmos obras de compaixão para benefício de outrem em razão da nossa fé. Ou até mesmo obras de louvor, assim como de um reverente e permanente, firme e sincero agradecimento por causa dos feitos deste Deus na história das nações, feitos estes que demonstram Sua justiça e Sua intervenção que se estendem desde o povo de Israel e que servem de exemplo para todos os outros povos, até mesmo para aqueles que vivem nos mais longínquos torrões por este mundo afora. Se as montanhas e os mares da terra foram por Ele estabelecidos, assim como todas as nações, apesar do tumulto da humanidade em geral, todos temos que nos regozijarmos na vindicação divina em favor do fraco e do justo, posto que nada escapa a Seus olhos, já que Ele está em todo lugar, inclusive em cada um dos nossos corações, desde que o Seu Espírito designe as condições favoráveis para tal evento. Por tudo isso, e muito mais, é que este SENHOR nosso Deus é a nossa única esperança; a esperança de todas as extremidades da terra, e os Seus inimigos lamberão o pó, posto que Ele é o único Deus; o Todo-poderoso. Ele é o Rei do Universo; o Deus Generoso; o Deus da Graça; o Deus de Poder; o Deus da Abundância. Perante Ele todos os reis se prostrarão; todas as nações O servirão. “Porque Ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e o que não tem quem o ajude. Compadecer-Se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dEle. O Seu nome permanecerá eternamente; o Seu nome Se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nEle; todas as nações Lhe chamarão bem-aventurado”, proclama o salmista, ultrapassando aquilo que se aplicaria a um rei terreno, antecipando o Messias, e mais: “Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só Ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso. E encha-se toda a terra da Sua glória.” São as maravilhas de um reino messiânico, próspero e pacífico, cujas promessas se cumprem em Jesus Cristo, um Rei perfeito, que julgará os pobres com justiça, e repreenderá os mansos da terra com equidade; “e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio”.
Se Ele é Rei, tem autoridade. Se é Deus, então, está acima de todas as coisas; de todos os reis da terra. E, absolutamente soberano, sendo o Rei dos reis, está vestido de majestade e poder, e o mundo está firmado nEle, e não poderá vacilar, já que Ele é desde toda a eternidade. E se é que estamos realmente nEle firmados, não duvidamos nem fraquejamos diante de tanta corrupção; diante de tanta exploração, opressão e maus-tratos, principalmente aos mais humildes, aos mais pobres, aos mais fracos, inclusive, espiritualmente, além de tantas injustiças e desigualdades escandalosas, ou seja, uma vergonhosa injustiça social, assim como uma deslavada idolatria. Qual é a razão para tudo isso? O apego exagerado ao dinheiro, aos bens materiais, à fama e poderes passageiros deste mundo? Ou à contumaz rebeldia dos seres humanos? E entre nós, que nos identificamos como cristãos, como anda tudo isso? Em que temos contribuído para amenizar tudo isso? Além das tantas retóricas, como temos seriamente refletido sobre tudo isso? Como verdadeiros cristãos, temos, sim, o dever de denunciar tais mazelas, sem esquivar das Sagradas Escrituras, já que a verdade está revelada na Palavra de Deus que nos inspira e nos propulsiona a vivermos uma vida bem mais saudável em todos os sentidos, até mesmo neste mundo; defendendo uma vida digna, não somente para nós mesmos, mas para todos, em que se inclui o nosso próximo, seja ele quem for, impelindo-nos a irmos em frente, para o alto, sempre, mesmo se nos tentarem cooptar por meio de certos lobistas deste meio de quitutes há tempo bem manjados e temperados com o alimento dos tresloucados e ávidos perdulários que fazem festa com o chapéu dos outros, de todas as maneiras, tentando tapar o sol com a peneira, até fraudando o erário e enganando indoutos por conta da imunidade e regalias proporcionadas pela impunidade, além de um suposto e fácil acesso às informações privilegiadas de destacadas posições, ou seja, tudo imprudentemente mancomunado com os tão famigerados podres poderes na sua incrível e perigosa inversão de valores como se fossem blindados contra os respingos do mal, posto que fazem questão de serem invisíveis diante do próprio espelho. Não se enxergam, mesmo com tamanha cara de pau! E, assim, muitos caminham ostensivamente atrelados à orgia dos voluptuosos desde os tempos mais remotos protagonizando a sua própria vida numa história aterrorizante, mas que é real, e qualquer semelhança não é mera coincidência, já que se alicerçam sob as raias de um circo armado pelos incautos que se fiam em suas próprias forças e verdades, longe do poder e do temor dAquele que detém a verdadeira sabedoria e que, com tanta envergadura, a distribui a cada um de nós como melhor Lhe aprouver, respondendo-nos com justiça no Seu devido tempo.
Com certeza, não fomos gerados para sermos massacrados e humilhados diante e nem por ninguém, sejam por quaisquer métodos ou motivos, nem como indivíduo nem como nação. Somos produtos de um infinito e terno amor que também temos a incumbência de aplicá-lo por onde quer que andemos, tendo em vista o bem-estar dos outros. Mesmo depois de termos nos rebelado contra este amor gratuitamente a nós outorgado pelo divino Criador, ainda somos chamados a sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em Jesus Cristo, Seu único e amado Filho, com Quem devemos reconciliar-nos depois de ouvirmos a Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho da salvação, ao sermos também selados com o Espírito Santo que nos foi prometido como o penhor desta nossa herança fraterno-filial. Não somos objetos de escárnio e tampouco devemos fazer parte do bloco dos escarnecedores, já que somos filhos de Deus. Temos a marca de Cristo em nós encimada por onde quer que passemos como testemunho de um amor sem par, mesmo que tivermos que carregar a nossa própria cruz para podermos segui-lO. Quem ama não faz ninguém sofrer, seja qual for o motivo. Antes, somos advertidos por meio de admoestações que têm o intuito de apenas nos fazer crescer, de repararmos um possível dano cometido, sem esquecer este amor de Deus que nos amou primeiro, posto que é certo que Deus é amor. Todos temos a chance de reconciliar-nos com Deus, que é benigno e paciente; que respeita o pecador; não o pecado. Mas se sofremos, sabemos que vamos vencer, assim como Cristo também venceu o mal, expulsou demônios, e fez tantas outras maravilhas, além de conceder-nos a salvação com o derramamento do Seu próprio sangue. E ainda nos deixou um alerta sobre o poder da fé, mas de uma fé sincera e verdadeira, mesmo que ela seja pequenininha, mas que pode até mover montanhas. Quem sabe se mesmo até por superfluidade de palavras possamos ser instrumentos do Senhor por meio de um chamado especial, mas eficaz, que tenha o toque do Espírito de Deus e que possa remover as montanhas geladas de cada coração dos homens e poder mudar um coração frio, de pedra, em coração de carne, sensível, e transformado, para um bem maior, voltado para as coisas do alto, com base no amor de um Deus que é fiel, vivo e verdadeiro, um Deus de amor; um Deus de paz, longe dos privilégios passageiros deste mundo. Quem sabe possamos aprender com os exemplos daqueles que obedeceram a este chamado do Senhor, como o profeta Amós, que denunciou a idolatria e as injustiças sociais, mesmo tendo que desafiar os poderosos de seu tempo. Ou como um Ezequiel, que foi chamado para pregar às nações rebeldes, mesmo que elas não quisessem ouvir, mas que tinham que saber que esteve no meio delas um profeta. E, assim, dentre muitos outros que ainda hoje são chamados a proclamar as boas-novas da salvação, como quando, até nos tempos de Jesus, Ele também comissionou Seus discípulos para irem e pregarem com a mesma autoridade dEle, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos, ou seja, sobre todas as forças do mal, posto que são elas que provocam doenças físicas e espirituais, que suscitam maus sentimentos; originam opressões, violências, injustiças, e tantos outros incômodos que atormentam a humanidade ainda hoje neste século. Se somos herdeiros do Reino de Deus, reconciliados e adotados por meio de Cristo, também temos uma missão, um chamado, se é que somos crentes em Cristo, como Seus próprios discípulos.
REFLEXÃO DE HOJE
“BENDITO O DEUS e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado (...); nEle, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a Palavra da Verdade, o Evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O Qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da Sua glória.” – Efésios 1:3-7,11-14
LEITURAS DE HOJE
Salmo 65; Amós 7:10-15
Efésios 1:3-14; Marcos 6:7-13
NOTAS
[1] Gênesis 1:26-31; Efésios 3:17-19; 1Coríntios 1:18-21; 3:18-21; Salmo 139; 72:6-14,17-19; 65:5-8; 93:1-4; Isaías 41:5; 11:1-5
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.553, 554. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 664
[2] Salmo 65:5; 67:1-7; 37:1-40; 1Timóteo 6:10; Amós 6:7
[3] Efésios 1:11-14; Salmo 1:1-6; 1João 4:11-21; Marcos 11:12-14,20-24; Amós 6:7-10; Ezequiel 2:1-5
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 326-334
QUEM SABE seja redundância estarmos aqui batendo na mesma tecla e, repetindo, sim, que poderoso mesmo é apenas Deus, já que todo poder no céu e na terra somente dEle procede, exclusiva e soberanamente, e que muitas vezes chega a exceder o nosso próprio entendimento, por mais sábios que nos julgamos ser diante deste mundo, posto que Ele na Sua divina onisciência sabe todas as coisas antes mesmo da fundação do mundo por ser o próprio Criador de todas elas, o que nos faz refletir um pouco mais sobre posturas, posições ou ações que possamos praticar diante dos nossos próprios semelhantes ou mesmo diante das outras criaturas que nos foram brindadas pelo próprio Criador para que administrássemos e delas tirássemos o nosso sustento, independentemente de quaisquer outros naipes que possam ser representados perante a comunidade em que atuamos, desde que respeitemos os limites de uma sobrevivência harmônica entre as partes. Quem sabe nos seja concedida uma chance de refletir ainda um pouco mais sobre posturas que possamos praticar não somente diante de tais criaturas, mas e principalmente diante do próprio Criador que nos adotou como filhos por meio do sacrifício de Seu único e amado Filho, além de dotar-nos de maravilhosos dons e de infinitas bênçãos com o fim de sermos para louvor da Sua glória e, crentes nEle, perpetrarmos obras de compaixão para benefício de outrem em razão da nossa fé. Ou até mesmo obras de louvor, assim como de um reverente e permanente, firme e sincero agradecimento por causa dos feitos deste Deus na história das nações, feitos estes que demonstram Sua justiça e Sua intervenção que se estendem desde o povo de Israel e que servem de exemplo para todos os outros povos, até mesmo para aqueles que vivem nos mais longínquos torrões por este mundo afora. Se as montanhas e os mares da terra foram por Ele estabelecidos, assim como todas as nações, apesar do tumulto da humanidade em geral, todos temos que nos regozijarmos na vindicação divina em favor do fraco e do justo, posto que nada escapa a Seus olhos, já que Ele está em todo lugar, inclusive em cada um dos nossos corações, desde que o Seu Espírito designe as condições favoráveis para tal evento. Por tudo isso, e muito mais, é que este SENHOR nosso Deus é a nossa única esperança; a esperança de todas as extremidades da terra, e os Seus inimigos lamberão o pó, posto que Ele é o único Deus; o Todo-poderoso. Ele é o Rei do Universo; o Deus Generoso; o Deus da Graça; o Deus de Poder; o Deus da Abundância. Perante Ele todos os reis se prostrarão; todas as nações O servirão. “Porque Ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e o que não tem quem o ajude. Compadecer-Se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dEle. O Seu nome permanecerá eternamente; o Seu nome Se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nEle; todas as nações Lhe chamarão bem-aventurado”, proclama o salmista, ultrapassando aquilo que se aplicaria a um rei terreno, antecipando o Messias, e mais: “Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só Ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso. E encha-se toda a terra da Sua glória.” São as maravilhas de um reino messiânico, próspero e pacífico, cujas promessas se cumprem em Jesus Cristo, um Rei perfeito, que julgará os pobres com justiça, e repreenderá os mansos da terra com equidade; “e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio”.
Se Ele é Rei, tem autoridade. Se é Deus, então, está acima de todas as coisas; de todos os reis da terra. E, absolutamente soberano, sendo o Rei dos reis, está vestido de majestade e poder, e o mundo está firmado nEle, e não poderá vacilar, já que Ele é desde toda a eternidade. E se é que estamos realmente nEle firmados, não duvidamos nem fraquejamos diante de tanta corrupção; diante de tanta exploração, opressão e maus-tratos, principalmente aos mais humildes, aos mais pobres, aos mais fracos, inclusive, espiritualmente, além de tantas injustiças e desigualdades escandalosas, ou seja, uma vergonhosa injustiça social, assim como uma deslavada idolatria. Qual é a razão para tudo isso? O apego exagerado ao dinheiro, aos bens materiais, à fama e poderes passageiros deste mundo? Ou à contumaz rebeldia dos seres humanos? E entre nós, que nos identificamos como cristãos, como anda tudo isso? Em que temos contribuído para amenizar tudo isso? Além das tantas retóricas, como temos seriamente refletido sobre tudo isso? Como verdadeiros cristãos, temos, sim, o dever de denunciar tais mazelas, sem esquivar das Sagradas Escrituras, já que a verdade está revelada na Palavra de Deus que nos inspira e nos propulsiona a vivermos uma vida bem mais saudável em todos os sentidos, até mesmo neste mundo; defendendo uma vida digna, não somente para nós mesmos, mas para todos, em que se inclui o nosso próximo, seja ele quem for, impelindo-nos a irmos em frente, para o alto, sempre, mesmo se nos tentarem cooptar por meio de certos lobistas deste meio de quitutes há tempo bem manjados e temperados com o alimento dos tresloucados e ávidos perdulários que fazem festa com o chapéu dos outros, de todas as maneiras, tentando tapar o sol com a peneira, até fraudando o erário e enganando indoutos por conta da imunidade e regalias proporcionadas pela impunidade, além de um suposto e fácil acesso às informações privilegiadas de destacadas posições, ou seja, tudo imprudentemente mancomunado com os tão famigerados podres poderes na sua incrível e perigosa inversão de valores como se fossem blindados contra os respingos do mal, posto que fazem questão de serem invisíveis diante do próprio espelho. Não se enxergam, mesmo com tamanha cara de pau! E, assim, muitos caminham ostensivamente atrelados à orgia dos voluptuosos desde os tempos mais remotos protagonizando a sua própria vida numa história aterrorizante, mas que é real, e qualquer semelhança não é mera coincidência, já que se alicerçam sob as raias de um circo armado pelos incautos que se fiam em suas próprias forças e verdades, longe do poder e do temor dAquele que detém a verdadeira sabedoria e que, com tanta envergadura, a distribui a cada um de nós como melhor Lhe aprouver, respondendo-nos com justiça no Seu devido tempo.
Com certeza, não fomos gerados para sermos massacrados e humilhados diante e nem por ninguém, sejam por quaisquer métodos ou motivos, nem como indivíduo nem como nação. Somos produtos de um infinito e terno amor que também temos a incumbência de aplicá-lo por onde quer que andemos, tendo em vista o bem-estar dos outros. Mesmo depois de termos nos rebelado contra este amor gratuitamente a nós outorgado pelo divino Criador, ainda somos chamados a sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em Jesus Cristo, Seu único e amado Filho, com Quem devemos reconciliar-nos depois de ouvirmos a Palavra da Verdade, ou seja, o Evangelho da salvação, ao sermos também selados com o Espírito Santo que nos foi prometido como o penhor desta nossa herança fraterno-filial. Não somos objetos de escárnio e tampouco devemos fazer parte do bloco dos escarnecedores, já que somos filhos de Deus. Temos a marca de Cristo em nós encimada por onde quer que passemos como testemunho de um amor sem par, mesmo que tivermos que carregar a nossa própria cruz para podermos segui-lO. Quem ama não faz ninguém sofrer, seja qual for o motivo. Antes, somos advertidos por meio de admoestações que têm o intuito de apenas nos fazer crescer, de repararmos um possível dano cometido, sem esquecer este amor de Deus que nos amou primeiro, posto que é certo que Deus é amor. Todos temos a chance de reconciliar-nos com Deus, que é benigno e paciente; que respeita o pecador; não o pecado. Mas se sofremos, sabemos que vamos vencer, assim como Cristo também venceu o mal, expulsou demônios, e fez tantas outras maravilhas, além de conceder-nos a salvação com o derramamento do Seu próprio sangue. E ainda nos deixou um alerta sobre o poder da fé, mas de uma fé sincera e verdadeira, mesmo que ela seja pequenininha, mas que pode até mover montanhas. Quem sabe se mesmo até por superfluidade de palavras possamos ser instrumentos do Senhor por meio de um chamado especial, mas eficaz, que tenha o toque do Espírito de Deus e que possa remover as montanhas geladas de cada coração dos homens e poder mudar um coração frio, de pedra, em coração de carne, sensível, e transformado, para um bem maior, voltado para as coisas do alto, com base no amor de um Deus que é fiel, vivo e verdadeiro, um Deus de amor; um Deus de paz, longe dos privilégios passageiros deste mundo. Quem sabe possamos aprender com os exemplos daqueles que obedeceram a este chamado do Senhor, como o profeta Amós, que denunciou a idolatria e as injustiças sociais, mesmo tendo que desafiar os poderosos de seu tempo. Ou como um Ezequiel, que foi chamado para pregar às nações rebeldes, mesmo que elas não quisessem ouvir, mas que tinham que saber que esteve no meio delas um profeta. E, assim, dentre muitos outros que ainda hoje são chamados a proclamar as boas-novas da salvação, como quando, até nos tempos de Jesus, Ele também comissionou Seus discípulos para irem e pregarem com a mesma autoridade dEle, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos, ou seja, sobre todas as forças do mal, posto que são elas que provocam doenças físicas e espirituais, que suscitam maus sentimentos; originam opressões, violências, injustiças, e tantos outros incômodos que atormentam a humanidade ainda hoje neste século. Se somos herdeiros do Reino de Deus, reconciliados e adotados por meio de Cristo, também temos uma missão, um chamado, se é que somos crentes em Cristo, como Seus próprios discípulos.
REFLEXÃO DE HOJE
“BENDITO O DEUS e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor e glória da Sua graça, pela qual nos fez agradáveis a Si no Amado (...); nEle, digo, em Quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da Sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; em Quem também vós estais, depois que ouvistes a Palavra da Verdade, o Evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O Qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da Sua glória.” – Efésios 1:3-7,11-14
LEITURAS DE HOJE
Salmo 65; Amós 7:10-15
Efésios 1:3-14; Marcos 6:7-13
NOTAS
[1] Gênesis 1:26-31; Efésios 3:17-19; 1Coríntios 1:18-21; 3:18-21; Salmo 139; 72:6-14,17-19; 65:5-8; 93:1-4; Isaías 41:5; 11:1-5
M´CAW, Leslie S. Os Salmos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 1. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p.553, 554. Reimpressão
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p. 664
[2] Salmo 65:5; 67:1-7; 37:1-40; 1Timóteo 6:10; Amós 6:7
[3] Efésios 1:11-14; Salmo 1:1-6; 1João 4:11-21; Marcos 11:12-14,20-24; Amós 6:7-10; Ezequiel 2:1-5
ARMELLINI, Fernando. Celebrando a Palavra. Ano B. Trad. por Comercindo B. Dalla Costa. São Paulo: AM Edições, 1996. p. 326-334
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PODEROSO É DEUS
“Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:10b.
VIVEMOS NA ERA de um superlativo estranho em que as pessoas se autoidentificam como super qualquer coisa, desde que seja super, senão, nada vale, mesmo diante de um enorme contrassenso. O mundo delas é supertudo, posto que tudo tem que ser super, do contrário, estão fora. Todos querem mandar, conduzir. Ninguém quer obedecer, ser conduzido. Todos se consideram supercapazes. Desde o mais simples mortal até certa casta de pessoas que se dizem não nascerem para ser cauda, mas, sim, cabeça, tal qual certa classe de políticos que se apodera do poder ou do dinheiro público com o discurso de arquitetar obras faraônicas nunca vistas, aqui, muita vez, literalmente, já que nunca se veem mesmo, posto que esta verba geralmente é desviada para outros fins nem tão bem esclarecidos, mas que foi intermediada para o direcionamento, entre aspas, de uma superobra para o povo a qual ninguém jamais viu e da qual ninguém jamais se esquecerá. E quando estas superobras são finalmente concretizadas, isto é, no caso delas real e definitivamente serem desfrutadas como um bem público pelo seu devido público – se é que elas já não se transformaram em fantasmas, assombrando o povo, seu maior e principal beneficiário de fato e de direito, mas que sempre paga tudo como a vítima da vez –, elas são inauguradas com grandes pompas e tudo o que uma superobra tem direito nesse sentido, até superfaturamento e tudo mais, e, daí por diante, naquelas datas propícias, sempre fazem o povo se lembrar delas: “Você se lembra de tal obra? Fui eu que fiz!” Muitas delas nem servem mais para nada, ou já estão ultrapassadas, enferrujadas, fora de uso, mas estão lá, nos discursos, no papel ou na memória de alguns. Pobres daqueles que não se alinham nesse time, que fazem o seu trabalho de formiguinha, dia após dia persistindo no seu sonho, e que, vindo do nada, aos poucos, vão crescendo, tentando chegar ao topo pelas bases, educando os seus simpatizantes, persuadindo os incrédulos, preventivamente, alertando-os contra estes tais superpoderosos, na esperança de também um dia realizar este seu grande sonho naquele grande dia. “Ah, coitado, este veio do nada, lá de baixo! Aonde quer chegar?” Dizem, e viram-lhe as costas, debochadamente. Outros até se lembram de quando esta personalidade vivia na sua humilde simplicidade junto a seus familiares lá bem longe destes superpoderes. No entanto, esta mesma personalidade também não deixa de ter o seu supersonho. “Como é que ele pôde chegar lá em cima?” Não acreditam! Escandalizam-se, e não aprovam. Por estes dias, e até hoje ainda faz grande alvoroço na mídia por meio de seus apaixonados admiradores, dados os seus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos deste planeta, morreu uma personalidade considerada um superstar do rock internacional, e as suspeitas caíram sobre o uso de uma superdose de remédios dos quais dizem que era superdependente, posto que não conseguia dormir sem o tal uso. Seus admiradores ainda choram a sua morte, para eles, uma superperda; e fazem vigília diante de seu túmulo, de sua casa; guardam lembranças, porções de suas peças pessoais, uma gota de seu suor ou sabe-se lá de que mais, obtido durante um show, sendo até capazes de morrerem por causa deste seu ídolo. É isso! Incrível, mas pode acontecer! O mundo é super. E por vias desta superlatividade vive superlativado por um consumismo superdesenfreado, tendendo-se ao supérfluo, confundindo quantidade com qualidade, exageradamente, ou melhor, superexageradamente. E, supervalorizado pelo que tem e não pelo que é, chafurda-se no mesquinho balaio da hipocrisia, do superficial, do preconceito, do fanatismo, da vulgaridade, do egocentrismo, da ignorância e das discriminações. Daí, as suas superconsequências. Veja o mundo em que vivemos, tantos absurdos, tantas necessidades por parte daqueles que não detêm os tais superpoderes, que não são super-homens, não desfrutam dos chiques supermercados ou shopping centers, superigrejas, ou não são supercrentes, superstars, supersupers, ou melhor, o super do super!... e por aí vai, não se sabe para onde nesta megalomania que já virou alienação, um delírio frustrante entre certos seres humanos, enquanto que ninguém se propõe a baixar a guarda considerando que o maior deve servir o menor ou valer-se de ações positivas no sentido de um edificante bem comum; um bem maior que ocasione o bem-estar entre os homens, longe das rebeldias, exaltações, e tantas barbaridades desde mundo frio e cruel.
A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes, ou seja, Deus cuida dos mansos de espírito. “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”, pois, segundo os comentaristas, o pecado da soberba não permite que o insensato se beneficie da sabedoria de outrem, posto que o arrogante coloca-se acima de todos e de tudo, sem o devido temor, muito menos o temor de Deus que é o princípio do conhecimento, e, agindo tresloucadamente, despreza a sabedoria e a instrução. Convém anotar que este temor não significa um temor desconfiado de Deus, medo, terror, ou algo assim, mas, antes de qualquer coisa, consiste na admiração reverente e a resposta da fé em adoração a um Deus que Se revela como Criador, Salvador e Juiz. Os especialistas analisam que, enquanto em Sua graça comum, Deus capacita os indivíduos a saberem muito sobre o mundo, por outro lado, somente o temor do Senhor capacita a pessoa a saber o que alguma coisa significa em última análise. E, dependendo desse entendimento, a sabedoria persegue a tarefa de refletir sobre a experiência humana. “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” A sabedoria tem o seu princípio com o temor de Deus, coisa que o cínico escarnecedor jamais poderá compreender.
De superperseguidor de cristãos nos tempos da sua soberba, e da falta do temor de Deus, e apesar de toda a sua empáfia, o apóstolo Paulo foi transformado, e, como personalidade que traz um belo exemplo de um testemunho de conversão através de todos os tempos até os dias de hoje, ele foi alçado pela graça deste mesmo Deus a Quem pensava que poderia afrontar atacando Seus seguidores a ponto de, passado para o outro lado, ser ele mesmo, desta vez, o próprio perseguido, preso e martirizado pelos superpoderosos que antes o apoiavam, invertendo-se aí os papéis tendo em vista a sua nova fé, para a glória de Deus. Assim, revestido deste novo homem criado por Deus em justiça e santidade, Paulo iniciou o seu ministério, pregando nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus, diferentemente dos tempos da sua arrogância, confundindo os judeus que, atônitos, quando o ouviam, perguntavam-se: “Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui para levá-los presos aos principais dos sacerdotes?” Mas Paulo continuou falando ousadamente no nome do Senhor Jesus. A Bíblia diz que, assim, as Igrejas tinham paz, e eram edificadas, e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esse mesmo Jesus que Paulo afirmava que era o Filho de Deus também foi rejeitado até pelos Seus, tamanha era a incredulidade de um povo que não aceitava que Jesus havia deixado Nazaré como uma pessoa comum e voltasse como um rabino rodeado por Seus discípulos. As pessoas não acreditaram que um dos seus patrícios havia recebido uma missão dos céus. Recusaram persistentemente as evidências da presença e do poder de Deus, inibindo, com isso, a operação divina através da incredulidade. E Jesus não pôde fazer ali nenhum milagre. Quanto este fato, os comentaristas afirmam que, embora onipotente, Deus, na Sua soberania, não agirá em prol de bênção, em face da rebeldia humana, e que os milagres de Jesus não são magia, eles são relacionados positivamente à condição moral e à fé das pessoas. E esta fé operada por obra do Espírito de Deus é que nos faz proclamar que todo poder emana somente deste mesmo Deus que é e sempre será absolutamente Soberano e Todo-poderoso nos céus e na terra e de Quem todos os demais poderes somente dEle procedem, para Sua glória, mesmo que tivermos que enfrentar espinhos de quaisquer espécies ou jactâncias por parte daqueles que se autodefinem como super qualquer coisa nesta vida tal qual os superapóstolos dos tempos paulinos que agiam, e agem ainda hoje, não como servos de Deus, mas de Satanás, até mesmo dentro da própria Igreja, tentando impedir aqueles que são predestinados por Deus para denunciar a rebeldia entre os homens. Tentam, mas não conseguem. Nunca conseguiram e jamais conseguirão derrubar a Igreja de Deus, posto que quando pensam que ela está fraca, aí é que ela está forte e inabalavelmente firme na sua Rocha. Vivemos somente pela graça, não por qualquer outro superpoder imposto por homens. Poderoso é Deus que nos aperfeiçoa na nossa fraqueza e humildade para que em nós habite o poder de Cristo. “Por isso, sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo”, proclama o apóstolo Paulo, e, consequentemente, anuncia: “Porque quando estou fraco então sou forte.” Que Deus nos abençoe e nos aperfeiçoe na graça deste Cristo Jesus por meio do Seu Espírito Santo. Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:7-10.
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:137-144; Ezequiel 2:1-5
2Coríntios 12:7-10; Marcos 6:1-6
NOTAS
[1] Mateus 20:26-28; 23:11,12; Lucas 22:24-27; 14:11; 18:14; Jó 22:29; Salmo 18:27; Provérbios 15:33; 16:18,19; 18:12; 29:23; Tiago 4:6; 1Pedro 5:5,6; Isaías 66:2 Provérbios 1:7
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 764
[2] Provérbios 1:7; 9:10; Jó 28:28; Salmo 111:10
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 726
JONES REES, W. A., WALLS, ANDREW F. Os Provérbios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 640, 641. Reimpressão
[3] Atos 9:1-31; Efésios 4:22-27; 2Coríntios 11:5,13; 12:7-10; Ezequiel 2:3-5; Deuteronômio 32:4; 2Coríntios 12:9,10
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo:Vida Nova, 1963, 1990. p. 999. Reimpressão
VIVEMOS NA ERA de um superlativo estranho em que as pessoas se autoidentificam como super qualquer coisa, desde que seja super, senão, nada vale, mesmo diante de um enorme contrassenso. O mundo delas é supertudo, posto que tudo tem que ser super, do contrário, estão fora. Todos querem mandar, conduzir. Ninguém quer obedecer, ser conduzido. Todos se consideram supercapazes. Desde o mais simples mortal até certa casta de pessoas que se dizem não nascerem para ser cauda, mas, sim, cabeça, tal qual certa classe de políticos que se apodera do poder ou do dinheiro público com o discurso de arquitetar obras faraônicas nunca vistas, aqui, muita vez, literalmente, já que nunca se veem mesmo, posto que esta verba geralmente é desviada para outros fins nem tão bem esclarecidos, mas que foi intermediada para o direcionamento, entre aspas, de uma superobra para o povo a qual ninguém jamais viu e da qual ninguém jamais se esquecerá. E quando estas superobras são finalmente concretizadas, isto é, no caso delas real e definitivamente serem desfrutadas como um bem público pelo seu devido público – se é que elas já não se transformaram em fantasmas, assombrando o povo, seu maior e principal beneficiário de fato e de direito, mas que sempre paga tudo como a vítima da vez –, elas são inauguradas com grandes pompas e tudo o que uma superobra tem direito nesse sentido, até superfaturamento e tudo mais, e, daí por diante, naquelas datas propícias, sempre fazem o povo se lembrar delas: “Você se lembra de tal obra? Fui eu que fiz!” Muitas delas nem servem mais para nada, ou já estão ultrapassadas, enferrujadas, fora de uso, mas estão lá, nos discursos, no papel ou na memória de alguns. Pobres daqueles que não se alinham nesse time, que fazem o seu trabalho de formiguinha, dia após dia persistindo no seu sonho, e que, vindo do nada, aos poucos, vão crescendo, tentando chegar ao topo pelas bases, educando os seus simpatizantes, persuadindo os incrédulos, preventivamente, alertando-os contra estes tais superpoderosos, na esperança de também um dia realizar este seu grande sonho naquele grande dia. “Ah, coitado, este veio do nada, lá de baixo! Aonde quer chegar?” Dizem, e viram-lhe as costas, debochadamente. Outros até se lembram de quando esta personalidade vivia na sua humilde simplicidade junto a seus familiares lá bem longe destes superpoderes. No entanto, esta mesma personalidade também não deixa de ter o seu supersonho. “Como é que ele pôde chegar lá em cima?” Não acreditam! Escandalizam-se, e não aprovam. Por estes dias, e até hoje ainda faz grande alvoroço na mídia por meio de seus apaixonados admiradores, dados os seus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos deste planeta, morreu uma personalidade considerada um superstar do rock internacional, e as suspeitas caíram sobre o uso de uma superdose de remédios dos quais dizem que era superdependente, posto que não conseguia dormir sem o tal uso. Seus admiradores ainda choram a sua morte, para eles, uma superperda; e fazem vigília diante de seu túmulo, de sua casa; guardam lembranças, porções de suas peças pessoais, uma gota de seu suor ou sabe-se lá de que mais, obtido durante um show, sendo até capazes de morrerem por causa deste seu ídolo. É isso! Incrível, mas pode acontecer! O mundo é super. E por vias desta superlatividade vive superlativado por um consumismo superdesenfreado, tendendo-se ao supérfluo, confundindo quantidade com qualidade, exageradamente, ou melhor, superexageradamente. E, supervalorizado pelo que tem e não pelo que é, chafurda-se no mesquinho balaio da hipocrisia, do superficial, do preconceito, do fanatismo, da vulgaridade, do egocentrismo, da ignorância e das discriminações. Daí, as suas superconsequências. Veja o mundo em que vivemos, tantos absurdos, tantas necessidades por parte daqueles que não detêm os tais superpoderes, que não são super-homens, não desfrutam dos chiques supermercados ou shopping centers, superigrejas, ou não são supercrentes, superstars, supersupers, ou melhor, o super do super!... e por aí vai, não se sabe para onde nesta megalomania que já virou alienação, um delírio frustrante entre certos seres humanos, enquanto que ninguém se propõe a baixar a guarda considerando que o maior deve servir o menor ou valer-se de ações positivas no sentido de um edificante bem comum; um bem maior que ocasione o bem-estar entre os homens, longe das rebeldias, exaltações, e tantas barbaridades desde mundo frio e cruel.
A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes, ou seja, Deus cuida dos mansos de espírito. “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”, pois, segundo os comentaristas, o pecado da soberba não permite que o insensato se beneficie da sabedoria de outrem, posto que o arrogante coloca-se acima de todos e de tudo, sem o devido temor, muito menos o temor de Deus que é o princípio do conhecimento, e, agindo tresloucadamente, despreza a sabedoria e a instrução. Convém anotar que este temor não significa um temor desconfiado de Deus, medo, terror, ou algo assim, mas, antes de qualquer coisa, consiste na admiração reverente e a resposta da fé em adoração a um Deus que Se revela como Criador, Salvador e Juiz. Os especialistas analisam que, enquanto em Sua graça comum, Deus capacita os indivíduos a saberem muito sobre o mundo, por outro lado, somente o temor do Senhor capacita a pessoa a saber o que alguma coisa significa em última análise. E, dependendo desse entendimento, a sabedoria persegue a tarefa de refletir sobre a experiência humana. “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” A sabedoria tem o seu princípio com o temor de Deus, coisa que o cínico escarnecedor jamais poderá compreender.
De superperseguidor de cristãos nos tempos da sua soberba, e da falta do temor de Deus, e apesar de toda a sua empáfia, o apóstolo Paulo foi transformado, e, como personalidade que traz um belo exemplo de um testemunho de conversão através de todos os tempos até os dias de hoje, ele foi alçado pela graça deste mesmo Deus a Quem pensava que poderia afrontar atacando Seus seguidores a ponto de, passado para o outro lado, ser ele mesmo, desta vez, o próprio perseguido, preso e martirizado pelos superpoderosos que antes o apoiavam, invertendo-se aí os papéis tendo em vista a sua nova fé, para a glória de Deus. Assim, revestido deste novo homem criado por Deus em justiça e santidade, Paulo iniciou o seu ministério, pregando nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus, diferentemente dos tempos da sua arrogância, confundindo os judeus que, atônitos, quando o ouviam, perguntavam-se: “Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui para levá-los presos aos principais dos sacerdotes?” Mas Paulo continuou falando ousadamente no nome do Senhor Jesus. A Bíblia diz que, assim, as Igrejas tinham paz, e eram edificadas, e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esse mesmo Jesus que Paulo afirmava que era o Filho de Deus também foi rejeitado até pelos Seus, tamanha era a incredulidade de um povo que não aceitava que Jesus havia deixado Nazaré como uma pessoa comum e voltasse como um rabino rodeado por Seus discípulos. As pessoas não acreditaram que um dos seus patrícios havia recebido uma missão dos céus. Recusaram persistentemente as evidências da presença e do poder de Deus, inibindo, com isso, a operação divina através da incredulidade. E Jesus não pôde fazer ali nenhum milagre. Quanto este fato, os comentaristas afirmam que, embora onipotente, Deus, na Sua soberania, não agirá em prol de bênção, em face da rebeldia humana, e que os milagres de Jesus não são magia, eles são relacionados positivamente à condição moral e à fé das pessoas. E esta fé operada por obra do Espírito de Deus é que nos faz proclamar que todo poder emana somente deste mesmo Deus que é e sempre será absolutamente Soberano e Todo-poderoso nos céus e na terra e de Quem todos os demais poderes somente dEle procedem, para Sua glória, mesmo que tivermos que enfrentar espinhos de quaisquer espécies ou jactâncias por parte daqueles que se autodefinem como super qualquer coisa nesta vida tal qual os superapóstolos dos tempos paulinos que agiam, e agem ainda hoje, não como servos de Deus, mas de Satanás, até mesmo dentro da própria Igreja, tentando impedir aqueles que são predestinados por Deus para denunciar a rebeldia entre os homens. Tentam, mas não conseguem. Nunca conseguiram e jamais conseguirão derrubar a Igreja de Deus, posto que quando pensam que ela está fraca, aí é que ela está forte e inabalavelmente firme na sua Rocha. Vivemos somente pela graça, não por qualquer outro superpoder imposto por homens. Poderoso é Deus que nos aperfeiçoa na nossa fraqueza e humildade para que em nós habite o poder de Cristo. “Por isso, sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo”, proclama o apóstolo Paulo, e, consequentemente, anuncia: “Porque quando estou fraco então sou forte.” Que Deus nos abençoe e nos aperfeiçoe na graça deste Cristo Jesus por meio do Seu Espírito Santo. Amém!
REFLEXÃO DE HOJE
“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” – 2Coríntios 12:7-10.
LEITURAS DE HOJE
Salmo 119:137-144; Ezequiel 2:1-5
2Coríntios 12:7-10; Marcos 6:1-6
NOTAS
[1] Mateus 20:26-28; 23:11,12; Lucas 22:24-27; 14:11; 18:14; Jó 22:29; Salmo 18:27; Provérbios 15:33; 16:18,19; 18:12; 29:23; Tiago 4:6; 1Pedro 5:5,6; Isaías 66:2 Provérbios 1:7
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 764
[2] Provérbios 1:7; 9:10; Jó 28:28; Salmo 111:10
Bíblia de Estudo de Genebra. Trad. por João Ferreira de Almeida. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. notas. p 726
JONES REES, W. A., WALLS, ANDREW F. Os Provérbios: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo: Vida Nova, 1963, 1990. p. 640, 641. Reimpressão
[3] Atos 9:1-31; Efésios 4:22-27; 2Coríntios 11:5,13; 12:7-10; Ezequiel 2:3-5; Deuteronômio 32:4; 2Coríntios 12:9,10
SWIFT GRAHAM, C. E. O Evangelho Segundo São Marcos: Introdução e Comentário. In: O Novo Comentário da Bíblia, vol. 2. (editor em português R. P. Shedd). São Paulo:Vida Nova, 1963, 1990. p. 999. Reimpressão
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